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Programa Solo + Fértil visa aumentar a fertilidade do solo e a produtividade agrícola em São Paulo

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O Instituto Agronômico (IAC-APTA), referência em pesquisas sobre fertilidade do solo e análises laboratoriais, integra o Programa Solo + Fértil. Esta iniciativa, lançada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e desenvolvida em parceria com a Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI/SAA) e o próprio IAC, foi criada em 2023 para conscientizar pequenos e médios produtores sobre a importância da análise de solo, calagem e adubação. O programa também busca disseminar técnicas modernas de manejo agrícola no estado.

Desafio no manejo do solo entre produtores paulistas

O programa responde a um desafio persistente na agricultura paulista: a baixa adoção de práticas básicas de manejo do solo. Um levantamento realizado em 2016/2017 com as Unidades de Produção Agropecuária (UPAs) indicou que apenas 46% das propriedades realizam análise de solo, 32% adotam calagem e 58% utilizam adubação mineral. A ausência desses cuidados pode comprometer significativamente o potencial produtivo das áreas cultivadas.

Papel do IAC e da rede de laboratórios no programa

Além de ajudar na concepção do programa, o IAC atua como um dos laboratórios centrais responsáveis pela análise das amostras de solo, etapa fundamental para o sucesso da iniciativa. Segundo o pesquisador e vice-coordenador do IAC, Heitor Cantarella, mais de 60 laboratórios em São Paulo têm capacidade para integrar a rede do programa. O IAC organiza a participação dessas unidades e estabelece critérios técnicos para garantir a qualidade dos serviços.

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Público-alvo e alcance do programa

O Solo + Fértil tem como foco as 339 mil UPAs do estado, das quais cerca de 184 mil ainda não realizam análise de solo. Estima-se que aproximadamente 16 mil pequenos e médios produtores possam ser beneficiados gratuitamente pelas ações do programa.

Os interessados devem procurar a unidade da CATI em seu município para receber orientações detalhadas, desde a coleta correta das amostras até a indicação dos laboratórios credenciados para a análise. Mais informações podem ser obtidas pelo e-mail: [email protected].

Impactos esperados para a agricultura paulista

Em 2025, o programa tem ganhado força e a adoção dessas práticas promete elevar a produtividade das propriedades rurais em São Paulo em até 20% nos próximos anos. O pesquisador do IAC destaca que esse aumento não só resultará em maior produção de alimentos, mas também em mais renda para os produtores e aumento da arrecadação de impostos pelo governo.

Continuidade e expansão do programa

Com duração inicial prevista para três anos, o Solo + Fértil pretende se consolidar como uma ação contínua. À medida que os primeiros produtores forem atendidos, o programa pretende incorporar novos participantes, ampliando gradualmente seu alcance e os impactos positivos no campo paulista.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Pesca e aquicultura geram empregos em todo o país

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Em média, o brasileiro consome 12 quilos de pescado por ano. O número é ainda maior em alguns estados como Ceará, Pernambuco e Amazonas, onde o consumo pode passar de 40 quilos por pessoa ao ano. Esse consumo só é possível porque contamos com uma longa cadeia produtiva, que envolve pescadores industriais e artesanais, armadores de pesca, aquicultores e uma indústria robusta, responsável pelo beneficiamento.

Atualmente, são mais de 1 milhão de pescadores profissionais registrados, sendo que mais de 507 mil mulheres. Na aquicultura, apenas em Águas da União, são 1.422 contratos vigentes, que geral 4.126 empregos diretos e outros mais de 16 mil indiretos.

Esses trabalhadores são responsáveis por mais de 1.780 milhão de toneladas de pescado ao ano (águas continentais e marinhas). Na aquicultura, são mais de 3,1 milhões de toneladas ao ano. Entre os produtos mais procurados estão o camarão, a tilápia, o tambaqui e outras espécies de peixes.

Mas o setor ainda pode ser fortalecido e gerar ainda mais empregos por meio do aumento do consumo. Em entrevista recente ao programa “Bom Dia, Ministro”, do Canal Gov, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, ressaltou a importância de incentivar o consumo pescado pelos brasileiros. “Estamos trabalhando para que a população deixe de comer peixe apenas no Natal e na Semana Santa, datas em que o consumo é principalmente de espécies estrangeiras, como o bacalhau”.

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Ele também destacou a necessidade de políticas públicas para melhorar a rastreabilidade e a confiabilidade dos produtos de origem da pesca e aquicultura. “A gente precisa garantir que o pescado chegue com qualidade na mesa do nosso consumidor”.

Para o secretário Nacional da Pesca Artesanal, Cristiano Ramalho, a atuação do Ministério da Pesca e Aquicultura tem contribuído para o reconhecimento e a valorização dos trabalhadores do setor pesqueiro. “As nossas ações se conectam para ampliar a potencialidade do mundo do trabalho da pesca artesanal, que é associado ao modo de vida, à segurança alimentar e aos aspectos éticos e raciais nos territórios pesqueiros”, declarou.

A diretora do Departamento de Aquicultura em Águas da União, Juliana Lopes, exaltou o trabalho e a dedicação de todos que trabalham na pesca e aquicultura. “Neste Dia do Trabalhador, vamos celebrar quem faz das águas o seu sustento e a sua missão. Homens e mulheres que movimentam a economia, que alimentam o Brasil e que mantêm viva a tradição da pesca e da aquicultura. Por trás de cada produção, existe dedicação, resistência, resiliência e muito amor pelo que se faz”.

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Acesse nosso Boletim e Painel da Estatística Pesqueira e Aquícola e saiba mais sobre o perfil dos trabalhadores e trabalhadoras das águas do Brasil.

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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