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MJSP defende a integração das forças de segurança como estratégia para enfrentar a criminalidade
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Manaus, 14/08/2025 – A adoção de um olhar multidisciplinar e a integração das forças de segurança são estratégias fundamentais para combater a criminalidade e fortalecer a segurança pública no Brasil. A avaliação foi feita pelo ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, e pelo secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, durante a abertura do 19º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), nessa quarta-feira (13), em Manaus (AM).
Por meio de mensagem em vídeo, o ministro destacou que o combate ao crime exige atuação articulada e inteligência estratégica. “A criminalidade, hoje, é internacional. Por isso, é preciso um esforço global e com um olhar multidisciplinar. A segurança se faz com planejamento e estratégia”, afirmou.
Lewandowski também reforçou a importância da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que prevê a integração nacional das forças policiais, e citou o Plano Amazônia: Segurança e Soberania (Plano Amas) como exemplo de cooperação internacional. O plano reúne nove países da região amazônica para enfrentar crimes como garimpo ilegal, tráfico de drogas, extração ilegal de madeira e outros ilícitos transnacionais.
Presente no evento, o secretário Mario Sarrubbo destacou a relevância do encontro diante da importância estratégica da Amazônia para a segurança nacional e da proximidade da COP 30, que ocorrerá em novembro, em Belém (PA). Ele alertou para o combate ao recrutamento de crianças e adolescentes pelo crime organizado.
“Precisamos olhar com prioridade para as nossas crianças e interromper o ciclo de aliciamento. Ao mesmo tempo, é essencial fortalecer nossas forças policiais e implementar políticas públicas eficazes para construir um Brasil mais seguro e justo”, disse.
A cerimônia contou, ainda, com a presença do secretário Nacional de Políticas Penais (Senappen), André Garcia; da secretária Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), Marta Machado; da diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Dsusp), Isabel Figueiredo; do diretor de Operações Integradas e de Inteligência (Diopi), Rodney da Silva; da diretora de Gestão e Integração de Informações (DGI), Vanessa Fusco; da diretora de Ensino e Pesquisa (DEP), Michele dos Ramos; e do diretor da Força Nacional de Segurança Pública, Fernando Alencar Medeiros; além de autoridades regionais.
Sobre o evento
O 19º Encontro do FBSP, que segue até sexta-feira (15), reúne profissionais de segurança, gestores públicos e pesquisadores para discutir a segurança pública como direito essencial à cidadania.
Nesta edição, o foco está nos desafios da segurança na Amazônia, com temas como emergência climática, proteção das cidades e da floresta, combate ao crime organizado e à lavagem de dinheiro, violência contra mulheres, crianças e adolescentes e uso de novas tecnologias e fortalecimento do Sistema Único de Segurança Pública (Susp).
Programação
Nesta quinta-feira (14), será lançada a quarta edição da Revista Susp, dedicada aos desafios da segurança pública na Amazônia Legal. A publicação reúne artigos e ensaios de pesquisadores e profissionais da segurança pública.
A revista está com submissões abertas para os próximos dois números, que terão como temas 20 anos da Rede EaD-Senasp e Uso da Força em Segurança Pública: Desafios e Perspectivas de Controle. As edições serão lançadas no segundo semestre de 2025 e no primeiro semestre de 2026.
Na sexta-feira (14), a diretora do Dsusp, Isabel Figueiredo, participará de dois painéis: Cultura do Cuidado: O Desafio de Promover Saúde Mental nas Instituições de Segurança Pública e 40 Anos das Delegacias Especializadas de Atendimento às Mulheres (Deams): Desafios e Caminhos para Ampliar o Atendimento Especializado.
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Viaje por São Miguel das Missões (RS), um encontro com a história do Brasil
Entre igrejas de pedra, esculturas sacras e vestígios de construções que atravessaram séculos, São Miguel das Missões (RS) preserva um dos mais importantes sítios arqueológicos do Brasil. Reconhecido pela Unesco como Patrimônio Mundial desde 1983, o local guarda as ruínas do antigo povoado de São Miguel Arcanjo, criado por missionários jesuítas e indígenas guaranis durante o período colonial.
Instalado entre os séculos 17 e 18, no território que hoje corresponde ao Brasil e à Argentina, o sítio integra um conjunto de antigas missões. Essas comunidades foram criadas pelos jesuítas para catequizar os povos guaranis, mas também funcionavam como centros de moradia, agricultura, educação, música, arte e produção artesanal.
Com o fim das missões, parte das construções foi abandonada e as ruínas preservadas hoje ajudam a contar essa história.
Reconhecimento
A Unesco reconheceu São Miguel das Missões por preservar o mais importante conjunto preservado das Missões Jesuítico-Guaranis no Brasil. As ruínas da Igreja de São Miguel Arcanjo, da praça central e de outras estruturas do antigo povoado ajudam a compreender como viviam indígenas guaranis e missionários jesuítas entre os séculos 17 e 18.
O sítio brasileiro integra um Patrimônio Mundial compartilhado com quatro antigas missões na Argentina, formando um dos mais importantes conjuntos históricos da América do Sul.
O que fazer
Entre os principais atrativos estão:
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Sítio Arqueológico de São Miguel Arcanjo: principal atração da cidade, reúne as ruínas da antiga igreja, da torre e de construções que faziam parte do povoado missioneiro.
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Museu das Missões: apresenta imagens sacras, esculturas e objetos produzidos nas antigas missões, além de ajudar o visitante a entender a organização desses povoados.
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Espetáculo Som e Luz: realizado à noite, usa iluminação e narração para contar a história das Missões Jesuítico-Guaranis.
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Praça das Missões: em frente às ruínas, oferece uma das principais vistas do conjunto histórico.
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Artesanato missioneiro: produzido por artesãos da região, reúne peças inspiradas na cultura guarani e na história das missões.
Quem estiver de carro pode aproveitar a viagem para conhecer outros destinos da Rota das Missões, como Santo Ângelo, São João Batista e o Santuário do Caaró, que ajudam a compreender a história da presença jesuítica no Sul do Brasil.
Quando visitar
São Miguel das Missões pode ser visitada durante todo o ano. Entre outubro e maio, as temperaturas são mais altas e favorecem os passeios ao ar livre.
Entre os principais eventos estão:
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Espetáculo Som e Luz: realizado regularmente junto às ruínas.
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Réveillon nas Missões: com apresentações culturais.
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Semana Nacional dos Museus: com programação especial no Museu das Missões.
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Semana Farroupilha: celebrada em setembro, com atividades culturais em toda a região.
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Celebrações religiosas e eventos ligados à cultura missioneira: ao longo de todo o ano.
Como chegar
São Miguel das Missões está localizada na Região das Missões, no noroeste do Rio Grande do Sul. O acesso mais rápido é pelo Aeroporto Regional Sepé Tiaraju, em Santo Ângelo, a cerca de 50 quilômetros do município. A partir dali o trajeto pode ser feito de carro, ônibus ou traslado.
Também é possível chegar pelo Aeroporto Internacional Salgado Filho, em Porto Alegre. Nesse caso, a viagem até São Miguel das Missões é feita por rodovia, em um percurso de aproximadamente 480 quilômetros.
Para quem viaja de carro, o principal acesso é pela BR-285, que liga a cidade a municípios da Região das Missões e a outras rodovias do estado.
Patrimônio Mundial
A Lista do Patrimônio Mundial reúne locais reconhecidos pela Unesco por sua importância cultural, natural ou histórica para a humanidade. Os bens inscritos são considerados de valor universal excepcional e passam a integrar uma relação internacional de patrimônios, cuja preservação é de interesse mundial.
O Brasil possui atualmente 26 bens inscritos na lista, distribuídos entre as categorias Cultural, Natural e Mista.
Por Natália Moraes
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo


