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MCTI participa de audiências na Câmara dos Deputados sobre IA

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O Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) participou, nesta terça-feira (26), na Câmara dos Deputados, de audiência pública promovida pela Comissão Especial sobre Inteligência Artificial (IA) da casa legislativa destinada a proferir parecer ao Projeto de Lei nº2338, de 2023, do Senado Federal, que dispõe sobre o desenvolvimento, fomento e uso ético e responsável da inteligência artificial com base na centralidade da pessoa humana.

O ministério foi representado pelo diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, Hugo Valadares. O diretor do Laboratório Nacional de Computação Científica (LNCC), Fábio Borges de Oliveira, também esteve presente no encontro. 

A audiência, presidida pela deputada federal Adriana Ventura (Novo/SP), teve como objetivo promover um debate sobre a infraestrutura necessária para o desenvolvimento da IA e as vantagens dos sandboxes regulatórios. Esses mecanismos funcionam como um laboratório normativo, avaliando impactos antes da aplicação de um regime jurídico definitivo.

“O recado que eu gostaria de trazer em nome do MCTI é que nós estamos abertos ao diálogo e nós queremos muito participar dessa construção coletiva”, ressaltou Hugo Valadares no início da sua intervenção.

O diretor enfatizou que o Plano Brasileiro de Inteligência Artificial (PBIA), encomendado pelo presidente Lula, é o fio condutor da política nacional e prevê investimentos de mais de R$ 23 bilhões em cinco eixos, com prioridade para infraestrutura e desenvolvimento de IA.

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Com essa estratégia, o Brasil busca soberania digital, inclusão e protagonismo internacional no setor. “É a partir dele que a gente tem as diretivas que o ministério está tomando, inclusive de aplicação de recursos. Então, nós julgamos que, para IA servir para alguma coisa, tem que servir para melhoria da vida das pessoas, reforçou Valadares.

Comissão de Trabalho

Outra audiência, promovida pela Comissão de Trabalho, nesta terça-feira, também debateu a Inteligência Artificial. Com o tema “O mercado de trabalho e a Inteligência Artificial – IA”, o encontro abordou as funções e tarefas que podem ser automatizadas, o que pode resultar na redução de empregos em alguns setores, mas, ao mesmo tempo, pode apresentar eficiência e produtividade no ambiente de trabalho. Além disso, a tecnologia vem abrindo espaço para novas oportunidades profissionais, especialmente em áreas que demandam habilidades que as máquinas não conseguem reproduzir. 

O diretor-geral do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBICT), Tiago Braga, que participou da reunião, discorreu sobre como as grandes corporações vendem tecnologias digitais como algo inalcançável com o objetivo de financiar o desenvolvimento dessas ferramentas.

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“Quando eu vou comprar essa tecnologia, eu pago caro por ela. Mas na verdade, essa tecnologia muitas vezes nem existe, é a venda que financia o desenvolvimento da própria tecnologia, ou seja, eu já vendo ela utilizando trabalhadores humanos para anunciar que eu tenho o produto. A gente chama de que o homem, e aí isso vem com a IA, é uma transformação”, ressaltou.

Para Braga, é o homem quem alimenta a IA para aumentar a sua capacidade de processamento de dados e não o contrário. “Há uma inversão de que o homem é um provedor de matéria-prima e um trabalhador de segundo lado”.

A audiência da Comissão de Trabalho foi presidida pela deputada Daiana Santos (PCdoB/RS) e o MCTI foi representado, mais uma vez, pelo diretor do Departamento de Ciência, Tecnologia e Inovação Digital, Hugo Valadares. Entidades sindicais e do setor da indústria também participaram da reunião.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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MCTI defende fortalecimento da ciência e da soberania em política de minerais críticos

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Os minerais críticos vêm ganhando centralidade no cenário global. Os ingredientes invisíveis, ou terras raras, são a base material de tecnologias essenciais e viabilizam sistemas impulsionados pela transição energética e pela expansão de tecnologias digitais — de celulares a carros elétricos. O assunto está no debate central na agenda de ciência, tecnologia e, principalmente, inovação, além de ser estratégico para o desenvolvimento econômico e a soberania tecnológica do País. No Brasil, o tema avança no Congresso Nacional, com a proposta de criação de uma política nacional para o setor, citada no Projeto de Lei 2.780/2024.

A matéria em discussão estrutura uma Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos (PNMCE). A proposta busca fomentar a pesquisa, a indústria, a distribuição, o comércio e o consumo dos produtos gerados. Além disso, ela cria um Comitê de Minerais Críticos e Estratégicos (CMCE) — que ficaria vinculado ao Conselho Nacional de Política Mineral (CNPM) e destinado à formulação de diretrizes com vistas ao desenvolvimento do setor mineral brasileiro.

Para o MCTI, o projeto de lei é um primeiro passo. “O projeto cria um arcabouço mínimo, mas não aprofunda essa questão”, avalia o chefe da Assessoria Especial de Assuntos Parlamentares e Federativos do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luiz Rodrigues. De acordo com o ministério, a inclusão de recursos para ciência e tecnologia é um dos pontos positivos do texto, como a previsão de investimento mínimo de 0,4% da receita bruta das empresas em pesquisa e inovação. “O projeto avança ao destinar recursos para ciência, tecnologia e inovação. Não é o valor que desejávamos, mas foi o possível dentro do consenso político”, afirmou.

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O MCTI entende que o desenvolvimento pleno da cadeia produtiva exigirá medidas adicionais. “Se o projeto for entendido como suficiente, a gente continua na situação atual”, alertou Rodrigues, ao destacar que o Brasil ainda enfrenta limitações estruturais para avançar nas etapas de maior valor agregado.

A avaliação da pasta é que o projeto em tramitação deve ser visto como ponto de partida para uma agenda mais ampla. “Ele não é o fim da discussão. É o início”, disse.

Para o ministério, a futura política nacional de minerais críticos deve incorporar de forma central a dimensão científica e tecnológica, com metas claras e integração com outras estratégias de desenvolvimento. A expectativa é que, a partir da aprovação do projeto, o debate avance para novas iniciativas capazes de consolidar uma cadeia produtiva mais robusta e menos dependente de tecnologias externas.

Minerais críticos

“Os minerais críticos são fundamentais na economia digital e na transição energética, com aplicações que vão de comunicação crítica a materiais de alto valor tecnológico”, explica Luiz Rodrigues.

Além do potencial geológico, o cenário internacional reforça a importância do tema. Atualmente, a cadeia global de minerais críticos — especialmente no caso das terras raras — é concentrada. “Esse mercado hoje é fortemente concentrado, especialmente na China, o que abre uma oportunidade para o Brasil se posicionar e avançar na cadeia produtiva”, disse.

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Apesar das oportunidades, o avanço do País no setor depende de superar gargalos tecnológicos. Segundo Rodrigues, o domínio das etapas mais sofisticadas de processamento ainda é restrito a poucos países, o que limita a capacidade de agregação de valor. Segundo a Agência Internacional de Energia (International Energy Agency, IEA), a China responde por cerca de 91% do refino global de terras raras e cerca de 94% da produção de ímãs permanentes, etapa final de alto valor. “Não é só uma questão de investimento. É preciso investir em ciência, tecnologia e inovação e construir arranjos que deem capacidade ao País de avançar no processamento”, destacou.

Entre os desafios apontados estão a necessidade de ampliar investimentos em pesquisa, fortalecer a articulação com a política industrial e desenvolver modelos institucionais capazes de viabilizar o processamento no País. “Sem ampliar o investimento em ciência, tecnologia e inovação e estruturar arranjos produtivos, não será possível avançar no processamento no Brasil”, afirmou.

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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