SAÚDE
Com inauguração de acelerador linear, Ministério da Saúde amplia tratamento de câncer em Passo Fundo (RS)
SAÚDE
Para garantir atendimento de ponta e fortalecer as ações do Agora Tem Especialistas no Rio Grande do Sul, o Hospital de Clínicas de Passo Fundo (HCPF) inaugurou um novo acelerador linear, que vai garantir acesso à radioterapia aos pacientes do Sistema Único de Saúde. Com a habilitação do novo serviço, a unidade passa a integrar a Rede Nacional de Atenção Oncológica, com potencial para atender cerca de 50 pacientes por dia. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, participou da inauguração nesta quarta-feira (27).
“Inauguramos um acelerador linear, que foi recém trazido pelo Ministério da Saúde, junto com toda a obra. A expectativa é atender, por ano, 600 a 700 novos pacientes em tratamento do câncer”, reforçou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
A ampliação do acesso à assistência oncológica em Passo Fundo, uma das áreas prioritárias do Agora Tem Especialistas, vai fortalecer as ações para reduzir o tempo de espera por consultas, exames e cirurgias no SUS. Em 2025, o Hospital de Clínicas realizou cerca de 400 cirurgias pelo programa, sendo 85 voltadas para oncologia. No total, o Ministério da Saúde investiu R$ 3,6 milhões para garantir tratamento cirúrgico em câncer e outras especialidades ofertadas na unidade.

Foto: Jerônimo Gonzalez/MS
O Programa Nacional de Apoio à Atenção Oncológica (Pronon) 2025 prevê a aquisição de um novo acelerador linear para o hospital, no valor de R$ 10,6 milhões. Até 2026, serão adquiridos mais 121 aceleradores lineares para expandir os serviços de radioterapia em todo o país.
“Com os novos aceleradores, Passo Fundo supera a dificuldade que tinha para a radioterapia e pode passar a incluir mais de 1,4 mil pacientes por ano, no esforço do Agora Tem Especialista para reduzir o tempo de espera por atendimento”, afirmou o ministro.
O Hospital de Clínicas é uma unidade filantrópica, com gestão estadual. Com 330 leitos, sendo 218 destinados aos pacientes do SUS, o hospital é habilitado em alta complexidade em áreas como cardiologia, neurologia e atenção à gestação de alto risco. Durante a visita, o ministro Alexandre Padilha conheceu as três novas Unidades de Atendimento SUS: maternidade, pediatria e hemodiálise.
Quanto à saúde da mulher, o HCPF é referência em parto e nascimento para 147 municípios, o que corresponde a cerca de 1,2 milhão de pessoas. A região coberta pelo hospital concentra 78% da população indígena aldeada do Rio Grande do Sul, das etnias Kaingang, Guarani, Laklano Xokleng e Charrua.
Mais Médicos no Rio Grande do Sul
Ainda nesta quarta-feira, o ministro Alexandre Padilha ministrou palestra sobre o Mais Médicos para profissionais que integram o programa, seus tutores e supervisores, no Campus Passo Fundo, da Universidade Federal da Fronteira do Sul (UFFS). No Rio Grande do Sul, há 1.574 médicos vinculados ao programa, sendo 25 em Passo Fundo.
“Nós estamos distribuindo hoje, pelo Brasil, mais mil médicos, que vão atender em cerca de mil municípios brasileiros pelo programa Mais Médicos do Brasil, espalhados em todos os estados do nosso país e nos Distritos Sanitários Especiais Indígenas”, anunciou o ministro Padilha.
O Mais Médicos leva médicos para regiões prioritárias, remotas, de difícil acesso e de alto índice de vulnerabilidade, onde há escassez ou ausência desses profissionais. Também promove a formação e qualificação por meio de parcerias com instituições de ensino. No total, cerca de 27 mil médicos estão em atuação.
Ana Célia Costa
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
SAÚDE
Mais de 2,5 milhões de brasileiros buscaram tratamento para parar de fumar no SUS em 2025
Mais brasileiros estão procurando o Sistema Único de Saúde (SUS) para parar de fumar. Em 2025, 2,5 milhões de pessoas buscaram, de forma voluntária, atendimentos relacionados ao tabagismo na Atenção Primária à Saúde, nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). O número representa um aumento de 95% em relação a 2022, quando foram registrados 1,2 milhão de atendimentos. O crescimento ocorre em meio à ampliação das ações de prevenção e tratamento do tabagismo na rede pública e ao alerta para o avanço do uso de cigarros eletrônicos entre os jovens.
Também houve crescimento nas atividades coletivas voltadas a usuários de tabaco nas UBS, que incluem rodas de conversa, ações educativas e encontros conduzidos por profissionais de saúde para orientar sobre os riscos de consumir a substância. Entre 2022 e 2025, o número de ações registradas passou de 61,9 mil para 157,1 mil, enquanto o total de participantes subiu de 1 milhão para 2,1 milhões. Os dados mostram a expansão das estratégias de prevenção, orientação e apoio à cessação do tabagismo na rede pública de saúde.
“Ampliar o acesso ao tratamento do tabagismo é salvar vidas. Os dados mostram que mais brasileiros estão procurando ajuda e que o SUS está preparado para acolher essa demanda, com equipes capacitadas, acompanhamento contínuo e medicamentos gratuitos. Nosso compromisso é garantir que qualquer pessoa que queira parar de fumar encontre apoio perto de casa”, afirma o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.
O reforço na Atenção Primária ajuda a explicar esse crescimento. Em dezembro de 2022, o país contava com 82,5 mil equipes e serviços com cofinanciamento federal. Atualmente, são 104,3 em todo o país. Esse avanço inclui novas equipes de Saúde da Família, além da criação das Equipes Multiprofissionais (eMulti), e do Serviço de Especialidades em Saúde Bucal (SESB). Ao todo, 21,8 mil novas equipes e serviços passaram a integrar a rede, ampliando a capacidade de cuidado nos territórios.
Aumento do uso de cigarros eletrônicos entre jovens
O Ministério da Saúde alerta para o aumento do consumo de Dispositivos Eletrônicos para Fumar (DEF) e de outros produtos com nicotina sintética, especialmente entre jovens. Com aparência tecnológica, sabores variados e design atrativo, esses dispositivos têm alcançado principalmente o público mais jovem e podem criar uma falsa percepção de menor risco.
Apesar de serem divulgados como alternativas ao cigarro convencional, esses produtos também são nocivos à saúde. Estudos apontam que os DEFs podem causar dependência, doenças respiratórias, queimaduras, convulsões e lesões pulmonares graves, além de sintomas como tosse, tontura, náusea e dores de cabeça. Também há efeitos imediatos no sistema cardiovascular, como aumento da frequência cardíaca, da pressão arterial e da rigidez arterial.
Dados do Vigitel 2024 mostram crescimento do consumo desses produtos no país. A frequência de adultos que fumam ou utilizam dispositivos eletrônicos passou de 11,3%, em 2019, para 13,1%, em 2024. Entre jovens de 18 a 24 anos, o uso atual chegou a 10,1%, maior índice da série histórica para essa faixa etária.
Grupos de Cessação do Tabagismo
O SUS oferece atendimento gratuito para quem deseja parar de fumar nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Para ter acesso ao tratamento, basta procurar a unidade mais próxima da residência. O acompanhamento é feito por profissionais capacitados e pode incluir atendimento individual ou em grupo, com metodologias padronizadas baseadas na abordagem cognitivo-comportamental.
O tratamento também pode ser associado ao uso de medicamentos disponibilizados gratuitamente, como adesivos, gomas ou pastilhas de nicotina, além de bupropiona. As Práticas Integrativas e Complementares em Saúde também podem ser utilizadas como abordagens auxiliares no cuidado. A combinação entre acompanhamento terapêutico e medicação aumenta a efetividade da cessação do tabagismo e ajuda na manutenção da abstinência.
Campanha antitabagismo 2026
Neste ano, o tema da campanha do Dia Mundial sem Tabaco, promovida pela Organização Mundial da Saúde (OMS), é “Desmascarando o apelo – combatendo a dependência de nicotina e tabaco”. A iniciativa chama atenção para o uso de sabores, design atrativo e aparência tecnológica como formas de atrair novos consumidores, especialmente crianças, adolescentes e jovens.
No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) coordena as ações da campanha em parceria com secretarias estaduais e municipais de saúde e educação dos 26 estados e do Distrito Federal, além de áreas do Ministério da Saúde e outros órgãos do governo federal.
Ministério da Saúde
Fonte: Ministério da Saúde
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