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MEC participa de reunião do Colegiado Ampliado da Undime
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O Ministério da Educação (MEC) participou de reunião do Colegiado Ampliado da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime) para gestão do biênio 2025-2027 na segunda e terça-feira, 1º e 2 de setembro, em Brasília. Com a presença do ministro da Educação, Camilo Santana, e de dirigentes municipais de educação que compõem a diretoria executiva nacional, as presidências e vice-presidências das seccionais em cada estado, o encontro debateu políticas públicas e programas em execução, como o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.
Além disso, foram discutidos o funcionamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb); a tramitação do Substitutivo ao PLP 235/2019, que institui o Sistema Nacional de Educação (SNE); e a mobilização das seccionais no apoio aos municípios para a implementação de diretrizes curriculares como as relacionadas à educação infantil, à BNCC Computação e à educação integral, entre outras. Os presidentes regionais também apresentaram as principais demandas das diferentes regiões do país, destacando os investimentos em creches e ônibus escolares.
“Quem implementa as políticas educacionais que mudam a vida do nosso povo, na ponta, são as redes de ensino. Tivemos uma reunião de trabalho muito produtiva, nessa noite, com representantes de todos os estados brasileiros”, pontuou Santana. Essa foi a primeira vez, em toda a história da Undime, que um ministro da Educação em exercício esteve na sede da instituição.
O chefe da pasta se comprometeu a fortalecer o regime de colaboração do CNCA e ressaltou a importância da aprovação do novo Plano Nacional de Educação (PNE). Segundo Santana, essa é uma oportunidade para dimensionar quais os custos necessários para se garantir os avanços propostos pelo PL que institui o PNE. “Não adianta nada a gente criar um PNE com metas, sem termos recursos para isso”. O ministro destacou que considera fundamental o envolvimento da Undime nessa reta final de aprovação do PNE.
Ele reafirmou, ainda, a importância do diálogo do MEC com as redes de ensino. “O meu objetivo é que possamos dialogar mais, lutarmos juntos. Saibam que vocês têm um ministro e um presidente da República compromissados com a educação. Essa construção em conjunto é muito importante para o país e o nosso papel, no MEC, é o de coordenar e induzir as políticas públicas para melhorar a vida da população.”
Camilo recebeu das mãos do presidente da Undime a carta do 20° Fórum Nacional da instituição, realizado em Salvador (BA), no fim de julho deste ano, que apresenta as principais demandas, anseios e os desafios de todas as redes municipais de ensino, que devem ser considerados pelos governos federal, estaduais, municipais, Congresso Nacional, Assembleias Legislativas, Câmaras Municipais, Tribunais de Contas, Ministério Público, terceiro setor, redes e movimentos sociais.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Undime
Fonte: Ministério da Educação
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Em ação inédita, São João de Campina Grande (PB) ensina a prevenir e a combater racismo contra turistas
Numa ação inédita, trabalhadores do São João de Campina Grande (PB) receberam treinamento para prevenir e combater o racismo e para promover a igualdade racial. A iniciativa teve como uma das inspirações um boletim do Ministério do Turismo dedicado ao afroturismo. Nele, são destacados a história do afroturismo, a relação com os patrimônios culturais brasileiros, o perfil da demanda, a oferta nas regiões brasileiras e o programa Rotas Negras.
Seguranças, controladores de acesso, promotores, entre outros trabalhadores, participaram de uma oficina de letramento racial, na qual foram abordados temas como a diversidade da festa, o racismo estrutural e formas de enfrentar situações de preconceito e discriminação. Cartazes de alerta sobre o crime de racismo foram espalhados pelo Parque do Povo (local da festa) para conscientizar tanto os trabalhadores quanto o público.
Para o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a medida é um exemplo de responsabilidade social e ajuda a promover um ambiente cada vez mais inclusivo, respeitoso e acolhedor. “O São João de Campina Grande tem essa característica social, e o combate ao racismo é fundamental, assim como a outras formas de preconceito e discriminação. No maior São João do Mundo, queremos a felicidade das pessoas”, afirmou.
Afroturismo em crescimento
De acordo com o 13º Boletim de Inteligência do Ministério do Turismo, 41% dos negócios dedicados ao afroturismo no Brasil foram criados nos últimos três anos. O segmento é impulsionado principalmente por mulheres: 66,4% dos empreendimentos são liderados por mulheres negras. E há alto nível de qualificação, com mais de 40% dos empreendedores tendo ensino superior e 36% sendo pós-graduados.
A demanda também acompanha o crescimento. O boletim aponta que 82% das pessoas negras preferem consumir serviços turísticos geridos por empreendedores negros, enquanto 91% participariam de experiências ligadas à cultura afro-brasileira. O interesse global também avança: buscas por experiências afrocentradas cresceram 30% entre 2024 e 2025.
“O boletim traz informações qualificadas para orientação do mercado, da iniciativa privada e dos gestores públicos. Ficamos felizes em saber que a organização do São João de Campina se inspirou no material. Estamos reforçando o afroturismo como instrumento de inclusão produtiva, geração de renda e promoção da igualdade racial. É um vetor estratégico para o desenvolvimento do turismo”, afirmou o ministro Gustavo Feliciano.
Formação para acolher e prevenir
A oficina de letramento racial foi feita pela jornalista, professora e pesquisadora de relações étnico-raciais Carla Borba. Durante o encontro, promovido pela Arte Produções, empresa que organiza o São João de Campina Grande, os participantes tiveram acesso a reflexões sobre diferentes formas de preconceito e discriminação, além da análise de estudos de caso que contribuíram para a compreensão de situações vivenciadas no cotidiano e para a construção de ambientes mais seguros e acolhedores.
Além de informar e preparar as equipes para lidar com possíveis ocorrências relacionadas ao racismo e outras formas de violação de direitos, a atividade proporcionou um espaço de diálogo, escuta e troca de experiências, estimulando a reflexão coletiva sobre atitudes que podem contribuir para uma convivência mais respeitosa dentro e fora da festa.
Para Carla Borba, iniciativas como a realizada em Campina Grande ganham força quando são apoiadas por dados e diagnósticos sobre a realidade do setor. “A iniciativa reforça o compromisso da organização com a promoção da igualdade, o respeito à diversidade e a valorização dos direitos humanos. Esse estudo do Ministério do Turismo é muito importante porque dimensiona esse segmento”, declarou a pesquisadora.
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo

