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Polícia Civil apreende caminhão que distribuía cestas básicas para facção criminosa na região de fronteira

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Um caminhão, carregado de cestas básicas, foi apreendido pela Polícia Civil, nesta quarta-feira (3.9), em ação realizada pela Delegacia de Mirassol d’Oeste. Os produtos eram distribuídos por membros de uma facção criminosa em locais investigados como ponto de venda de drogas na região de fronteira.

As investigações foram iniciadas depois que os policiais da Delegacia de Mirassol d’Oeste receberam informações das Delegacias de Comodoro e de Pontes e Lacerda, que indicavam que um caminhão-baú estava sendo utilizado por uma facção criminosa para distribuir cestas básicas nas cidades de Mato Grosso.

As entregas estavam ocorrendo nos municípios que estão em região de fronteira. A distribuição mais recente foi realizada em uma boca de fumo em São José dos Quatro Marcos. As informações apontavam, ainda, que a próxima entrega seria realizada na cidade de Mirassol d’Oeste.

Com base nas informações, os policiais de Mirassol d’Oeste passaram a monitorar por meio de câmeras de segurança e verificaram o momento em que o veículo entrou na cidade. O caminhão-baú seguiu para um bar, onde começou a descarregar as cestas básicas.

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Os policiais realizaram a abordagem do motorista e do responsável pelo descarregamento do material. Questionados, eles confessaram que estavam há mais de 15 dias realizando as entregas das cestas básicas em várias cidades. Diante das evidências, as cestas básicas e notas fiscais foram apreendidas.

Os responsáveis pelas entregas foram conduzidos à Delegacia de Mirassol d’Oeste para prestar esclarecimentos, sendo posteriormente liberados. Segundo o delegado responsável pelas investigações, Gustavo Ataíde, todas as evidências indicam que os materiais apreendidos eram destinados por membros da facção criminosa. As investigações seguem em andamento para identificar outros envolvidos no crime.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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Polícia Civil cumpre 21 mandados contra grupo suspeito de golpes e lavagem de dinheiro

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A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quarta-feira (6.5), a Operação Janus, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso estruturado para a prática de crimes de estelionato, integração a organização criminosa e lavagem de capitais.

Na operação, são cumpridos 21 mandados de busca e apreensão e o bloqueio de contas bancárias de 21 suspeitos, além de ter sido decretada a indisponibilidade de valores até o limite de R$ 160 mil, com o fim de assegurar a recuperação dos ativos ilícitos e o ressarcimento dos prejuízos causados às vítimas.

As ordens judiciais foram deferidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo de Garantias de Cuiabá, com base em investigação conduzida pela Delegacia Especializada de Estelionato de Cuiabá, que evidenciou a atuação coordenada e reiterada do grupo criminoso.

Os mandados são cumpridos nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande e Santo Antônio do Leverger, além de cidades dos Estados de Minas Gerais e do Acre.

Modo de atuação

De acordo com as investigações, no mês de janeiro de 2024, duas vítimas foram alvos do denominado “golpe do terceiro intermediário”, modalidade de fraude caracterizada pela intermediação enganosa entre comprador e vendedor de veículo. Os golpistas simulam negociações legítimas para induzir as partes ao erro e obter vantagem ilícita.

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No curso das diligências, foi possível identificar o principal articulador do esquema criminoso, responsável pela criação de perfis falsos em redes sociais e pela coordenação das transações fraudulentas.

Os demais investigados atuavam como titulares de contas bancárias utilizadas para o recebimento dos valores ilícitos, ou como operadores na cadeia de lavagem de capitais. Ao todo, apurou-se a movimentação de aproximadamente R$ 160 mil, quantia subtraída das vítimas.

Lavagem de dinheiro

As investigações também revelaram que o grupo operava uma estrutura sofisticada de lavagem de dinheiro, utilizando múltiplas contas bancárias distribuídas em diversos estados do país, incluindo Mato Grosso, Minas Gerais, Acre, Rondônia e Rio de Janeiro.

Os valores eram submetidos a um processo de triangulação financeira, por meio de transferências sequenciais e fracionadas, com o objetivo de dificultar o rastreamento e a identificação da origem ilícita dos recursos.

O delegado Bruno Palmiro, responsável pelas investigações, destaca que a Operação Janus representa mais uma ação estratégica no enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais e financeiros.

“Especialmente aqueles praticados por meio de fraudes eletrônicas e estruturas organizadas, reafirmando o compromisso da Polícia Civil com a repressão à criminalidade complexa e a proteção do patrimônio da sociedade”, disse o delegado.

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Operação Janus

O nome da operação, “Janus”, faz referência a Jano, tradicionalmente representado com duas faces, e remete ao modus operandi do golpe do terceiro intermediário, no qual o fraudador se apresenta de forma distinta para cada uma das vítimas, conseguindo enganar tanto o vendedor quanto o comprador do veículo, manipulando informações e conduzindo a negociação de maneira fraudulenta.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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