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Fungos Persistentes no Solo Ameaçam Safras e Demandam Controle Biológico Sustentável

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Patógenos fúngicos do solo, como Rhizoctonia solani, Fusarium solani e Sclerotinia sclerotiorum, estão entre os principais desafios enfrentados por produtores agrícolas. Esses microrganismos têm a capacidade de sobreviver por várias safras, formando estruturas resistentes que dificultam o controle e comprometem diferentes estágios do desenvolvimento das plantas.

As consequências da infestação incluem tombamento de plantas, podridões radiculares, lesões em hastes e folhas próximas ao solo, além de murcha localizada e lesões encharcadas, que prejudicam a fotossíntese. Segundo a Embrapa, doenças do solo podem reduzir a produtividade de culturas como soja e milho de 15% a 30%, especialmente em áreas com histórico de infestação, além de afetar a qualidade da colheita.

Biofungicidas surgem como alternativa eficaz

O uso de biofungicidas tem se mostrado uma estratégia eficiente para reduzir a pressão de inóculo desses agentes, promovendo ao mesmo tempo o equilíbrio e a saúde do solo.

A Allterra, empresa especializada em soluções para a melhoria da produtividade do solo, lançou o Biofungicida Texx, um produto que combina múltiplos mecanismos de ação: competição, antibiose, parasitismo e predação. Formulado com duas cepas de Bacillus velezensis e o fungo Trichoderma harzianum, o biofungicida pode ser aplicado no tratamento de sementes, pulverizações foliares ou jato dirigido, garantindo efeito prolongado no solo.

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Manejo biológico previne e controla patógenos

“A grande vantagem do manejo biológico é que ele atua não apenas de forma curativa, mas também preventiva. Microrganismos presentes no Biofungicida Texx competem com os patógenos no ambiente radicular, reduzindo sua capacidade de se estabelecer e reincidir em safras futuras”, explica Walmor Roim, gerente de marketing da Allterra.

Além de controlar os principais fungos do solo, a tecnologia contribui para melhorar a saúde do sistema radicular, garantindo germinação uniforme e estande de plantas adequado, fatores essenciais para colheitas mais produtivas e de qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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E32 deve impulsionar demanda por etanol e fortalecer liderança do Brasil em bioenergia

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A elevação da mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina para 32% (E32) deve representar um novo avanço estratégico para o Brasil, com impactos relevantes sobre a demanda por biocombustíveis, a segurança energética e o compromisso ambiental. A medida deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) no início de maio, segundo o Ministério de Minas e Energia.

A expectativa do setor é de um efeito imediato no mercado. A ampliação da mistura pode gerar um aumento de aproximadamente 850 milhões de litros por ano na demanda por etanol anidro, além de contribuir para a redução das importações de gasolina.

Medida chega em momento estratégico para o setor

O avanço do E32 ocorre em um período considerado crucial, marcado pela renovação dos contratos de fornecimento de etanol anidro para a nova safra. A definição traz maior previsibilidade ao mercado e contribui para o equilíbrio entre oferta e demanda.

Com a expectativa de crescimento na produção, especialmente impulsionada pela cana-de-açúcar e pelo etanol de milho, o setor projeta um acréscimo superior a 4 bilhões de litros na safra atual. Nesse contexto, o aumento da mistura surge como mecanismo importante para absorver esse volume adicional.

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Impacto direto na competitividade dos combustíveis

Outro efeito relevante da medida está na relação de competitividade entre os combustíveis. Com maior participação do etanol anidro na gasolina, há uma mudança na dinâmica de consumo, favorecendo também o etanol hidratado.

Esse movimento amplia a paridade econômica entre os combustíveis, que tende a superar a referência tradicional de 70%, tornando o etanol ainda mais atrativo ao consumidor final.

Avanço na agenda de descarbonização

Além dos efeitos econômicos, o E32 reforça o protagonismo do Brasil na transição energética global. O país já é referência internacional pelo elevado uso de biocombustíveis, tanto pela mistura obrigatória quanto pela ampla adoção de veículos flex fuel.

A proposta está alinhada às diretrizes do programa Combustível do Futuro, que prevê o aumento gradual da mistura de etanol na gasolina, podendo chegar a 35% (E35) nos próximos anos.

Mercado mais estável e novos investimentos

Com maior oferta de matéria-prima e aumento da demanda, a tendência é de um mercado mais equilibrado ao longo do ciclo produtivo. A expectativa inclui redução da volatilidade de preços, melhores condições ao consumidor e estímulo a novos investimentos no setor.

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O avanço também abre espaço para novas oportunidades na bioenergia, incluindo o desenvolvimento de combustíveis sustentáveis como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o bio bunker, ampliando ainda mais o papel estratégico do Brasil no cenário energético global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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