CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Comercialização da safrinha 2026 no Brasil é de 15,2% e cenário macroeconômico influencia mercado agrícola

Publicados

AGRONEGOCIOS

A comercialização da safrinha 2026 de milho no Centro‑Sul do Brasil alcançou 15,2% da produção projetada de 100,585 milhões de toneladas, aponta levantamento da consultoria Safras & Mercado. Esse percentual é ligeiramente superior ao registrado em março de 2025, quando a comercialização da safrinha anterior atingiu 15% da produção colhida de 100,807 milhões de toneladas. A média histórica de negociações para este período nos últimos cinco anos é de 21,4%, indicando um ritmo abaixo da média em 2026.

Desempenho por estado agrícola

A comercialização por unidade da federação mostra variações regionais:

  • Paraná: 8,4%
  • São Paulo: 3,1%
  • Mato Grosso do Sul: 17,5%
  • Goiás/Distrito Federal: 8,3%
  • Minas Gerais: 2,3%
  • Mato Grosso: 21,3%

Esses números refletem a disparidade no avanço das negociações nas principais áreas produtoras do Centro‑Sul brasileiro.

Situação do Matopiba

Na região do Matopiba — que compreende partes da Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins — a comercialização da segunda safra de milho de 2026 está em 12,6% da produção esperada de 8,434 milhões de toneladas. Em março de 2025, o mesmo índice estava em 12,4%, enquanto a média histórica de comercialização para o período nos últimos cinco anos é de 11,9%, mostrando que a região segue um ritmo de vendas semelhante ao do ano anterior.

Leia Também:  Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

A comercialização regional no Matopiba detalha‑se assim:

  • Bahia: 12,9%
  • Maranhão: 15,6%
  • Piauí: 4,4%
  • Tocantins: 12,7%
Fatores macroeconômicos influenciam o agronegócio

O desempenho das negociações de milho ocorre em um contexto econômico marcado por política monetária restritiva no Brasil. O Banco Central do Brasil manteve a taxa Selic em 15% ao ano, o maior patamar em quase duas décadas, com o objetivo de controlar a inflação. Essa taxa de juros elevada tem impacto direto sobre o custo do crédito rural e o ritmo de investimentos no setor agrícola, influenciando decisões de venda e financiamento das safras.

Ao mesmo tempo, dados do Índice de Atividade Econômica (IBC‑Br) do Banco Central indicam que a agropecuária liderou o crescimento setorial no ano passado, com expansão de atividade forte frente a outros setores da economia, apesar do cenário macro desafiador.

Expectativas e contexto produtivo

Pesquisas recentes também apontam variações nas projeções de produção de milho para a safra 2026 no Brasil, com consultorias ajustando estimativas totais por conta de condições climáticas e variações na produtividade. Essas projeções ajudam a moldar as expectativas de produtores e compradores, influenciando ainda mais a dinâmica de comercialização da safrinha.

Leia Também:  Oferta elevada pressiona preços do café, apesar de ganhos moderados nas bolsas internacionais

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Greening, safra menor e queda no consumo pressionam o setor brasileiro

Publicados

em

A citricultura brasileira chega à safra 2026/27 pressionada por três problemas simultâneos: quase metade das laranjeiras do principal cinturão produtivo está contaminada pelo greening, a produção deve cair cerca de 10% e o consumo mundial de suco perdeu força depois de anos de preços elevados. Embora continue líder global, o Brasil precisa controlar a doença e ampliar mercados para evitar uma pressão maior sobre produtores e indústrias.

A primeira reestimativa do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) aponta uma produção de 263,15 milhões de caixas de 40,8 quilos em São Paulo e no Triângulo e Sudoeste de Minas Gerais. O volume equivale a aproximadamente 10,7 milhões de toneladas de laranja.

A projeção ficou 3,1% acima da estimativa inicial, divulgada em maio, mas ainda representa uma queda de cerca de 10% diante das 292,94 milhões de caixas colhidas na temporada 2025/26. A recuperação sobre a primeira previsão ocorreu principalmente porque os frutos ganharam peso com as chuvas.

Entre maio e agosto, o cinturão citrícola recebeu 210 milímetros de chuva, volume 51% superior à média histórica do período. O peso médio estimado passou de 160 para 166 gramas por fruto, reduzindo de 255 para 246 o número de laranjas necessário para completar uma caixa.

O efeito positivo da chuva, porém, não elimina os riscos. A colheita está mais lenta e os frutos permanecem por mais tempo nas árvores, expostos a pragas, doenças e queda prematura. Até meados de agosto, apenas 27% da produção prevista havia sido retirada dos pomares.

Leia Também:  Exportações do agronegócio brasileiro disparam e abril registra segundo melhor resultado da história

A taxa média de queda dos frutos foi elevada de 23,7% para 24,1%. Nas variedades tardias, que ainda têm grande parte da produção no campo, a perda projetada chega a 27,3% para Valência e Folha Murcha e a 30,9% para a variedade Natal.

O greening permanece como o maior problema da atividade. O levantamento mais recente sobre a doença mostrou que 47,6% das laranjeiras do cinturão citrícola estavam contaminadas em 2025. A severidade média também aumentou, passando de 18,7% para 22,7% da copa das plantas.

Transmitido pelo psilídeo, um pequeno inseto, o greening não tem cura. A doença reduz a produtividade, provoca queda precoce e produz frutos menores, deformados e amargos. O controle exige monitoramento frequente, combate ao inseto transmissor e eliminação das plantas doentes, especialmente em regiões onde a incidência ainda é baixa.

Na safra 2025/26, o greening foi responsável pela perda estimada de 49,59 milhões de caixas. A doença respondeu sozinha por 13 pontos percentuais da taxa total de queda de 23,2% registrada naquele ciclo.

A pressão não está restrita aos pomares. Depois de quatro anos de resultados elevados, o mercado internacional entrou em uma fase de ajuste. As exportações brasileiras de suco de laranja somaram 746,9 mil toneladas na safra 2025/26, praticamente o mesmo volume da temporada anterior, mas a receita caiu aproximadamente 30%.

Leia Também:  China Aumenta Compras de Trigo Canadense e Australiano Em Meio a Ameaças Climáticas à Safra Nacional

Os preços elevados das safras anteriores levaram parte dos consumidores a substituir o suco de laranja por bebidas mais baratas. Problemas de qualidade provocados pelo clima e pelo greening também afetaram o mercado. Na Europa, principal destino histórico do produto brasileiro, o volume adquirido caiu 10,9%. No Japão, a retração chegou a 28,6%.

O aumento das chuvas nesta temporada favoreceu o tamanho das laranjas, mas poderá reduzir a concentração de sólidos solúveis, medida pelo índice brix. Para a indústria, isso significa que pode ser necessário processar mais caixas para obter a mesma quantidade de suco concentrado, reduzindo parte do ganho trazido pelo maior peso dos frutos.

A busca por novos compradores tornou-se, portanto, uma necessidade para equilibrar a cadeia. O produto brasileiro não enfrenta grandes restrições sanitárias, mas encontra tarifas elevadas em mercados com potencial de consumo, como Japão, Coreia do Sul e Índia. A redução dessas barreiras poderia ampliar os destinos e diminuir a dependência de poucos compradores.

Maior produtora mundial de laranja e líder na exportação de suco, a citricultura brasileira mantém escala, tecnologia e capacidade industrial. O desafio agora é impedir que o avanço do greening, a queda da produtividade e o enfraquecimento do consumo reduzam a rentabilidade de uma cadeia que depende de investimentos contínuos para renovar pomares e manter a produção.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA