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Arroz segue pressionado pela oferta e acumula queda de 42% em 12 meses

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O mercado de arroz continua enfrentando pressão devido à ampla oferta interna. Segundo o relatório Agro Mensal, da consultoria Agro do Itaú BBA, mesmo com a formação de estoques públicos pela Conab, os preços não encontraram espaço para reação em agosto. No cenário internacional, a tendência também foi de queda.

Cotações em queda no Brasil e no exterior

Durante agosto, os preços apresentaram breve recuperação no início do mês, mas voltaram a cair na segunda quinzena. A saca de 50 kg encerrou o período cotada, em média, a R$ 68,41, apenas 0,4% acima de julho. Já na primeira semana de setembro, até o dia 5, o valor caiu para R$ 66,09/sc. No acumulado de 12 meses, a desvalorização chega a 42%.

No mercado internacional, com a entrada da safra norte-americana, os preços também recuaram. O arroz foi negociado a US$ 258/t, queda de 18% em relação a julho.

Conab amplia apoio a produtores

Em agosto, a Conab negociou 109,2 mil toneladas de arroz por meio de contratos de opção de venda (COV), com preço fixado em R$ 74 por saca, praticamente toda a oferta disponível (110 mil t).

No início de setembro, a Companhia anunciou um aporte de R$ 300 milhões para apoiar os produtores do Rio Grande do Sul, maior estado produtor do grão. A nova operação contemplará 200 mil toneladas da safra 2025/26 e será a terceira rodada do ano. A medida garante aos agricultores o direito de vender parte da produção, reforçando os estoques públicos.

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Exportações firmes, mas insuficientes para equilibrar o mercado

As exportações se mantiveram em ritmo positivo em agosto, totalizando 152 mil toneladas, alta de 1% frente a julho. Já as importações caíram 19%, somando 91 mil toneladas. O saldo comercial foi positivo, ajudando a escoar parte da produção.

Apesar disso, o volume exportado não tem sido suficiente para equilibrar o excesso de oferta e sustentar uma recuperação mais consistente nos preços do cereal.

Safra recorde amplia pressão sobre cotações

O Brasil colheu uma safra excepcional em 2024/25, com produção de 12,32 milhões de toneladas, 16% acima da anterior (10,59 milhões). Esse crescimento, somado a estoques iniciais maiores e consumo estável em 10,5 milhões de toneladas, resultou em um superávit expressivo.

Mesmo com avanço de 17% nas exportações, o excedente não foi absorvido. A consequência é um aumento projetado de 284% nos estoques finais, fazendo a relação estoque/consumo saltar de 5% para 20%. Esse cenário deve manter os preços sob pressão no curto prazo.

Perspectivas para a safra 2025/26

Com o cenário adverso, produtores já se organizam para reduzir investimentos na próxima temporada. A expectativa é de área plantada 6% menor, segundo o USDA, o que pode levar a uma produção 7% inferior em 2025/26.

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Além da diminuição na área, há previsão de cortes no uso de insumos e ajustes no manejo. O quadro sugere desafios para os agricultores, que enfrentam preços deprimidos, estoques elevados e margens mais apertadas.

Oferta global também pesa sobre preços internacionais

No mercado mundial, a produção de 2024/25 foi elevada, impulsionada principalmente pela Índia. Isso contribuiu para maiores estoques finais. Para 2025/26, o USDA ajustou a estimativa para 151 milhões de toneladas de arroz beneficiado, 0,1% acima da previsão de julho.

Assim, a oferta abundante no cenário global deve continuar limitando movimentos de recuperação das cotações internacionais.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dia Mundial do Atum destaca benefícios do pescado para a saúde cardiovascular e reforça consumo consciente

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Celebrado em 2 de maio, o Dia Mundial do Atum reforça a importância do pescado na alimentação global e destaca seus benefícios para a saúde, especialmente na proteção cardiovascular. Rico em proteínas de alto valor biológico, vitaminas e ácidos graxos essenciais, o atum vem conquistando espaço crescente na mesa dos brasileiros.

No Brasil, cerca de 25 mil toneladas de atum são capturadas anualmente, segundo o Coletivo Nacional da Pesca e Aquicultura (Conepe), consolidando o pescado como uma importante fonte proteica no país.

Além do mercado interno aquecido, o segmento global de conservas de atum e sardinha segue em expansão. A projeção é de que o setor alcance US$ 16,38 bilhões em 2026 e ultrapasse US$ 27,74 bilhões até 2035, com crescimento médio anual de 6,03%.

Atum é aliado da saúde do coração

Especialistas destacam que o principal diferencial nutricional do atum está na elevada concentração de ômega-3, especialmente os ácidos graxos EPA e DHA, amplamente reconhecidos por seus efeitos protetores ao sistema cardiovascular.

Segundo a nutróloga e professora da Afya Educação Médica Montes Claros, Dra. Juliana Couto Guimarães, o consumo regular do pescado integra uma dieta cardioprotetora e oferece diversos benefícios ao organismo.

Entre os principais efeitos positivos estão:

  • Redução dos triglicerídeos: Os ácidos graxos ajudam no controle dos lipídios circulantes no sangue.
  • Melhora da circulação sanguínea: O ômega-3 favorece a saúde do endotélio, camada interna dos vasos sanguíneos.
  • Ação anti-inflamatória: Auxilia na redução de inflamações sistêmicas associadas ao risco cardiovascular.
  • Proteção contra arritmias: Contribui para a estabilização do ritmo cardíaco.
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Além disso, o atum é fonte relevante de:

  • Vitamina B12
  • Vitamina D
  • Selênio
  • Proteínas de alta digestibilidade
Consumo exige equilíbrio

Apesar dos benefícios, especialistas alertam para o consumo moderado, principalmente devido à presença de mercúrio, substância que tende a se concentrar em peixes de grande porte.

O nutricionista e professor da Afya São João del-Rei, Dr. Marcio Augusto Trindade, explica que a exposição excessiva ao metal pode causar efeitos tóxicos, especialmente em grupos mais sensíveis.

Gestantes, lactantes e crianças devem ter atenção redobrada, já que o mercúrio pode interferir no desenvolvimento neurológico.

A recomendação geral é consumir atum de duas a três vezes por semana, alternando com pescados de menor concentração de mercúrio, como a sardinha.

Atum enlatado mantém benefícios

O especialista destaca ainda que o atum enlatado preserva boa parte de suas propriedades nutricionais, especialmente proteína e ômega-3, sendo uma opção prática para o dia a dia.

No entanto, alguns cuidados são importantes:

  • Dar preferência às versões conservadas em água
  • Optar por produtos com menor teor de sódio
  • Observar o tipo de espécie utilizada
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Espécies menores, como o atum light enlatado, costumam apresentar níveis mais baixos de mercúrio quando comparadas a espécies maiores, como a albacora.

Consumo global segue em alta

Dados da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) mostram que o pescado já representa 51% do consumo mundial de proteínas de origem animal.

A produção global supera 185 milhões de toneladas, sendo mais da metade proveniente da aquicultura.

O consumo per capita praticamente dobrou desde a década de 1960, passando de 9,1 quilos para 20,7 quilos por pessoa ao ano em 2022.

As projeções indicam que, até 2030, a demanda mundial exigirá cerca de 24 milhões de toneladas adicionais de pescado por ano.

O avanço reflete a busca crescente por proteínas mais saudáveis, sustentáveis e funcionais, cenário que coloca o atum em posição estratégica no mercado global de alimentos.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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