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Boletim Focus: economistas reduzem projeção do IPCA e ajustam previsão da Selic para 2026
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O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (15), apontou uma leve redução nas projeções para a inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2025.
A expectativa agora é de alta de 4,83%, frente aos 4,85% estimados na semana anterior. Para 2026, as projeções foram mantidas em 4,30%.
A meta de inflação definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos.
Selic deve permanecer em 15% neste ano
O boletim também trouxe ajustes nas estimativas para a taxa Selic em 2026. Após 32 semanas de estabilidade, a previsão passou de 12,50% para 12,38%.
Para 2024, a expectativa segue inalterada em 15%, cenário que deve ser confirmado na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), marcada para esta quinta-feira (19). Segundo pesquisa da Reuters, há ampla expectativa de manutenção da taxa básica de juros no nível atual.
Câmbio tem leve ajuste
As projeções para a taxa de câmbio também sofreram alterações. Para o fim de 2025, a previsão do dólar caiu de R$ 5,55 para R$ 5,50. Já para 2026, a estimativa foi mantida em R$ 5,60.
PIB mantém ritmo este ano, mas desacelera em 2025
Em relação à atividade econômica, o Focus manteve a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2,16% em 2024.
Por outro lado, a expectativa para 2025 foi revisada para baixo, passando de 1,85% para 1,80%, refletindo perspectivas de desaceleração diante do atual cenário de juros elevados.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Ministro André de Paula se reúne com autoridades chineses para fortalecer cooperação no agro
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lidera missão oficial à China, entre os dias 17 e 21 de maio, com compromissos nas cidades de Xangai e Pequim.
Na agenda, reuniões com autoridades da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), participação na SIAL 2026 – considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor – além de encontros com empresários brasileiros e chineses.
O objetivo desses encontros é ampliar a presença dos produtos do agronegócio brasileiro, identificar oportunidades de negócios e fortalecer a cooperação em temas sanitários e fitossanitários.
A China é o principal destino das exportações do agronegócio brasileiro. Em 2025, a China importou mais de US$ 55,3 bilhões em produtos agropecuários do Brasil, o equivalente a 32,7% do total exportado pelo setor. Entre 2019 e 2025, foram abertos 25 mercados para produtos brasileiros no país asiático, incluindo complexo soja, proteinas animais, gergelim, farinha de aves e suínos, DDG de milho, entre outros.
SIAL 2026
A agenda terá início em Xangai, onde o ministro participará da SIAL 2026, considerada a maior feira de alimentos e bebidas da Ásia e uma das principais do mundo no setor.
Durante a programação, André de Paula visitará o Estande Brasil, organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil), além de participar das inaugurações dos estandes da Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e da Associação Brasileira de Proteina Animal (ABPA). A Sial Xangai ocupa uma área de cerca 220 mil metros quadrados, mais de 5 mil expositores de 75 países.
Nesta edição, o Brasil vai contar com um número recorde de empresas participantes. Serão 82 empresas expositoras distribuídas em cinco pavilhões brasileiros, organizados pela ApexBrasil e por parceiros setoriais. Essa presença supera a edição passada, quando 54 empresas participaram da feira. A expectativa é gerar US$ 3,3 bilhões em negócios imediatos e futuros.
O ministro também participará do encerramento do Seminário Brasil-China de Agronegócio e de encontros com representantes de cooperativas.
Reuniões
Em Pequim, a delegação brasileira terá reuniões com representantes da Administração Geral das Alfândegas da China (GACC), do Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais e do Ministério do Comércio da China. As reuniões tratarão de temas relacionados à cooperação sanitária e fitossanitária, ampliação do comércio agropecuário e fortalecimento das relações institucionais entre os países. Há previsão da participação no “Diálogo Brasil–China sobre Finanças Verdes e Cooperação em Agricultura Sustentável” e ainda no seminário organizado pela ABPA.
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