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Bolsas da Europa operam em alta enquanto mercado espera decisão do Fed
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As bolsas europeias abriram em leve recuperação nesta quarta-feira (17), em meio à expectativa pela decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed), nos Estados Unidos. Além do anúncio, os investidores acompanham com atenção o pronunciamento do presidente da instituição, Jerome Powell, que deve trazer pistas sobre os próximos passos em relação aos juros.
Índice STOXX 600 registra avanço
O índice pan-europeu STOXX 600 subia 0,1%, alcançando 551,58 pontos, após ter recuado na sessão anterior para o menor nível em uma semana. O movimento foi influenciado principalmente por ações de bancos e financeiras, mais vulneráveis às oscilações das taxas de juros.
Pressões políticas e comerciais limitam ganhos
Mesmo com o desempenho positivo, os mercados da região permanecem operando de forma cautelosa. A instabilidade política na França e as incertezas quanto ao impacto das tarifas comerciais impostas pelos Estados Unidos ainda pesam sobre as expectativas para os resultados corporativos europeus.
Fed deve reduzir juros em 0,25 ponto percentual
A maior parte dos analistas projeta que o Fed anuncie um corte de 25 pontos-base na taxa de juros, ao final de sua reunião de dois dias. A medida já é considerada pelo mercado como resposta ao arrefecimento do mercado de trabalho norte-americano.
No entanto, a atenção principal estará nos comentários de Powell, que podem sinalizar o ritmo de novos ajustes até o fim do ano.
Bolsas europeias: principais resultados
- Londres (FTSE 100): alta de 0,17%, a 9.211 pontos;
- Frankfurt (DAX): valorização de 0,29%, a 23.396 pontos;
- Paris (CAC 40): queda de 0,07%, a 7.812 pontos;
- Milão (FTSE MIB): baixa de 0,49%, a 42.296 pontos;
- Madri (Ibex 35): recuo de 0,06%, a 1.154 pontos;
- Lisboa (PSI20): desvalorização de 0,10%, a 7.730 pontos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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El Niño eleva risco climático na Bacia do Paraná e acende alerta para produtores rurais e seguro agrícola
A possibilidade de retorno do fenômeno El Niño ao longo de 2026 aumenta o nível de incerteza climática para produtores rurais da Bacia Hidrográfica do Paraná, uma das regiões mais importantes para o agronegócio brasileiro. O cenário acende alerta para riscos de seca, excesso de chuvas e impactos diretos na produtividade agrícola e no mercado de seguro rural.
Um estudo desenvolvido pelo IRB(Re), por meio da área de pesquisa e desenvolvimento IRB(P&D), analisou a relação entre fases do fenômeno climático e a ocorrência de eventos extremos, além dos efeitos sobre indicadores de sinistralidade do seguro rural.
A área estudada envolve estados estratégicos como São Paulo e Paraná, que concentram parte relevante da produção nacional de grãos, especialmente soja, milho e outras culturas essenciais para o agronegócio.
NOAA aponta alta probabilidade de formação do El Niño em 2026
De acordo com projeção da NOAA divulgada em maio, há 82% de probabilidade de desenvolvimento do El Niño entre maio e julho, com possibilidade de avanço para 96% até dezembro de 2026.
O cenário indica um curto período de neutralidade climática, seguido por transição para o fenômeno ao longo de 2026, com possibilidade de manutenção até o fim do ano.
O El Niño ocorre quando há aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial, alterando padrões de circulação atmosférica e influenciando regimes de chuva em diversas regiões do planeta, incluindo o Brasil.
Agricultura e seguro rural são diretamente impactados por variações climáticas
Segundo o estudo, as variações climáticas provocadas por fenômenos como El Niño e La Niña afetam diretamente a disponibilidade hídrica, a produtividade agrícola e o nível de perdas no seguro rural.
A proposta do IRB(P&D) é integrar indicadores climáticos globais, sinais regionais de seca e métricas de sinistralidade do seguro agrícola, permitindo uma leitura mais ampla dos riscos.
“O objetivo é conectar sinais climáticos de grande escala aos impactos observados no território e no mercado segurador”, explica Reinaldo Marques, superintendente atuarial do IRB(Re) e responsável pelo IRB(P&D).
A metodologia também pode auxiliar na melhoria de estratégias de subscrição, monitoramento de carteiras e gestão de riscos no setor de seguros rurais.
Bacia do Paraná concentra forte relevância econômica e agrícola
A Bacia Hidrográfica do Paraná reúne áreas de alta relevância para o agronegócio brasileiro, com forte presença de produção agrícola e importância econômica e energética.
Somente nos estados de São Paulo e Paraná, o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP) ultrapassou R$ 1,3 trilhão em 2023, com grande parte desse resultado oriunda de municípios inseridos na bacia.
Como a atividade agrícola da região depende fortemente da regularidade das chuvas, períodos de déficit hídrico durante fases críticas das culturas podem resultar em perdas de produtividade e impactos econômicos significativos.
Impactos do El Niño variam entre regiões do Brasil
O estudo aponta que os efeitos do El Niño não são uniformes no território nacional e variam conforme a região.
No Norte e em parte do Nordeste, o fenômeno tende a aumentar o risco de redução de chuvas, estiagens prolongadas e estresse hídrico nas lavouras. Já no Sul do Brasil, o padrão mais comum está associado ao aumento de precipitações e maior probabilidade de eventos extremos, incluindo cheias.
Apesar disso, o IRB(P&D) reforça que a relação entre El Niño e impactos climáticos não é linear e deve ser analisada com base em recortes regionais.
“O sinal existe, é monitorável e deve ser considerado na avaliação de risco, mas não determina sozinho o que ocorrerá em cada região ou atividade produtiva”, destaca Reinaldo Marques.
Monitoramento climático é chave para reduzir riscos no campo
Diante do aumento da probabilidade do fenômeno, especialistas reforçam a importância do monitoramento climático contínuo e da adoção de estratégias de gestão de risco no agronegócio.
Embora o El Niño possa indicar tendências, sua intensidade e efeitos variam significativamente, exigindo cautela nas interpretações e planejamento regionalizado por parte de produtores, seguradoras e agentes do setor agrícola.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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