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MCTI discute em conferência mundial soluções para alcançar os objetivos de desenvolvimento sustentável

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O secretário-executivo do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), Luis Fernandes, participou da 17ª Conferência Geral da Academia Mundial de Ciências para o Avanço da Ciência nos Países em Desenvolvimento (TWAS), que ocorreu de segunda-feira (29) a quinta-feira (2), no Rio de Janeiro (RJ).  

O evento reuniu autoridades e mais de 300 cientistas do mundo todo para discutir colaborações na área científica e soluções para desafios atuais, como inteligência artificial e mudanças climáticas, explorando como a ciência, a tecnologia e a inovação podem ajudar a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), particularmente no Sul global.  

Segundo Luis Fernandes, a mudança na geografia da ciência acompanha uma alteração mais profunda na economia global, uma tendência de crescimento econômico nos países de renda média em relação aos países ricos e pobres. “Essa nova geopolítica ameaça dificultar o acesso aos frutos da ciência, por isso precisamos fortalecer a colaboração horizontal Sul-Sul”, explicou.  

O secretário-executivo pontuou que essa desigualdade impacta países de menor renda, que tendem a estar menos preparados para adotar inovações como a inteligência artificial e o hidrogênio verde, correndo risco de ficar de fora das oportunidades em uma economia de baixo carbono.  

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Durante a cerimônia de abertura, autoridades, dirigentes e representantes de outras instituições celebraram o encontro e destacaram a importância da colaboração global, da excelência científica e da inovação inclusiva como elementos essenciais para enfrentar desafios como as mudanças climáticas, a igualdade em saúde e o crescimento econômico sustentável.  

A ministra do MCTI, Luciana Santos, por meio de vídeo enviado, destacou que o tema da conferência — Construindo um Futuro Sustentável: o Papel da Ciência, Tecnologia e Inovação para o Desenvolvimento Global — não poderia ser mais adequado para o cenário atual. “Vivemos um momento em que os desafios são grandes, mas as oportunidades de transformações são maiores ainda. Tenho certeza de que este será um espaço fértil para diálogos inspiradores e colaborações duradouras”, concluiu.  

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, também enviou um vídeo para o evento e ressaltou que a ciência é indispensável, não apenas para o progresso econômico, mas também à dignidade humana, democracia e sustentabilidade do planeta. 

“Vivemos um momento de grandes desafios. O multilateralismo e a cooperação internacional estão ameaçadas. Nosso futuro comum está em risco por causa de respostas unilaterais, de retrocessos ambientais, da desigualdade crescente, da desinformação e do negacionismo científico. Não há como ignorar essa realidade. Nenhum país, por maior que seja, pode enfrentar sozinho problemas que não respeitam fronteiras, como a fome, as pandemias e as mudanças climáticas”, complementou. 

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Conferência debate ciência, a tecnologia e inovação

As conferências gerais da TWAS ocorrem a cada dois anos e destacam o talento científico do Sul global. Na edição de 2025, foram abordados os temas: tendências e perspectivas para a ciência no Sul global, desafios em saúde, impactos do atual contexto geopolítico na ciência, como desenvolver uma inteligência artificial responsável e mitigar novas desigualdades e questões éticas na ciência, mudanças climáticas e segurança alimentar e outros. 

O evento foi promovido pela Academia Brasileira de Ciências (ABC), em parceria com a TWAS, com patrocínio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e apoio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). 
 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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Paralelo 60: série de TV mostra a atuação da ciência brasileira na Antártica e no Ártico

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Como é fazer ciência nos lugares mais frios e remotos do planeta? A série documental Paralelo 60: a Ciência Brasileira nos Extremos do Planeta, que estreou na terça-feira (9), convida a sociedade a acompanhar pesquisadores brasileiros em expedições à Antártica e ao Ártico, revelando grandes descobertas, desafios e a importância dessas pesquisas para compreender as mudanças que afetam o mundo inteiro. O documentário está no ar na Rede Minas e também estará disponível na Minas Play.  

Com 13 episódios de 26 minutos, a produção mostra os bastidores das pesquisas feitas por cientistas brasileiros nos polos e destaca como o conhecimento produzido nessas regiões contribui para ampliar a compreensão sobre mudança climática, biodiversidade, oceano, geologia, microbiologia e biotecnologia. A série também apresenta o cotidiano das expedições científicas, os desafios logísticos das missões e as histórias de pesquisadores que dedicam suas carreiras ao estudo dos ambientes extremos.  

O documentário mostra a atuação integrada do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), da Marinha do Brasil, do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além de universidades e centros de pesquisa de diferentes regiões do País. Essa articulação é fundamental para garantir a continuidade das pesquisas e fortalecer a participação do Brasil em iniciativas internacionais voltadas à compreensão e preservação dos ecossistemas polares.  

A série também registra um marco para a ciência nacional: a primeira expedição científica oficial brasileira ao Ártico, ocorrida em 2023, no arquipélago de Svalbard, na Noruega. A iniciativa ampliou a atuação brasileira nas pesquisas polares e reforçou a inserção do País em redes internacionais de cooperação científica para a compreensão das transformações ambientais globais.  

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Para a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, a presença brasileira no Ártico amplia a capacidade científica do País e fortalece sua inserção internacional. “A expedição ao Ártico tem valor científico, ambiental e geopolítico. O conhecimento nos dá liberdade para compreender os fenômenos que nos cercam e tomar decisões mais conscientes”, afirmou.  

Diretor do Departamento de Programas Temáticos do MCTI, Leandro Pedron destaca que a expansão das pesquisas brasileiras para ambos os polos é resultado da experiência acumulada ao longo de décadas de atuação na Antártica. “Queremos que a pesquisa brasileira possa ajudar a compreender as mudanças que vêm ocorrendo nos polos, como o Ártico e a Antártica se conectam, e como isso pode afetar o Brasil.”, ressaltou.  

O público pode acompanhar pesquisas conduzidas por cientistas de instituições de todo o País em áreas como microbiologia, botânica, oceanografia, geologia, saúde única e mudanças climáticas. Entre os destaques está o projeto MycoAntar, liderado pelo pesquisador Luiz Henrique Rosa, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), que investiga fungos e microrganismos polares com potencial de aplicação em setores como saúde, agricultura e indústria.  

Com imagens inéditas da Antártica e do Ártico, a produção aproxima o público do universo da ciência polar e mostra como as descobertas nos extremos do planeta ajudam a compreender fenômenos que influenciam diretamente a vida no Brasil e no restante do mundo.  

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A produção é da Qu4rto Studio, com recursos do edital Olhar Independente, fruto de parceria entre a Rede Minas de Televisão e a Agência Nacional do Cinema (Ancine).  

Ciência garante presença internacional  

A pesquisa científica é um dos pilares da participação brasileira na Antártica. O País integra o grupo dos 29 membros consultivos do Sistema do Tratado da Antártica, acordo internacional que regula as atividades no continente e estabelece que as decisões sobre seu futuro sejam tomadas por consenso entre os países-membros.  

Essa condição assegura ao Brasil voz e participação nas decisões sobre um continente estratégico para o futuro do planeta. Além de abrigar a maior reserva de água doce da Terra, a Antártica reúne recursos biológicos e naturais ainda pouco conhecidos, com potencial para gerar novos conhecimentos e aplicações em diferentes áreas da ciência.  

Para o pesquisador responsável pelo projeto MycoAntar, Luiz Henrique Rosa, a produção também representa um registro importante da trajetória brasileira nas pesquisas polares. “Em mais de 20 anos de atuação na Antártica, este é um dos registros mais completos já produzidos sobre as pesquisas brasileiras na Antártica e no Ártico. É uma oportunidade de aproximar o público da ciência produzida nessas regiões e mostrar a importância de mantermos uma presença ativa nos polos”, destacou. 

Fonte: Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação

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