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MTE e OIT promovem Seminário Pré-COP30 sobre trabalho decente e transição justa
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O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) realizam, no dia 8 de outubro, em Brasília, o Seminário Pré-COP30: promovendo trabalho decente e transição justa.
O evento reunirá representantes do governo, do setor empresarial, das centrais sindicais e de organismos internacionais para discutir os principais desafios e oportunidades da transição para uma economia de baixo carbono. Os debates terão como foco a promoção do trabalho decente, o enfrentamento do estresse térmico, a criação de empregos verdes, a proteção social, a segurança e saúde no trabalho e a formação profissional.
A abertura do seminário será às 9h e contará com a participação do ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, bem como de representantes da OIT e de outras instituições parceiras envolvidas nas ações de promoção da transição justa e sustentável.
O encontro tem como objetivo promover um debate estruturado, pautado no diálogo social e na construção de consensos, sobre como a transição para energias renováveis e combustíveis menos poluentes pode gerar novas oportunidades de trabalho decente, assegurar proteção social a trabalhadoras e trabalhadores de setores impactados, impulsionar a formação e requalificação profissional e estimular o desenvolvimento de novos modelos de negócios sustentáveis.
O evento será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do MTE: youtube.com/c/canaltrabalho
Jornalistas interessados em participar da cobertura da abertura do evento deverão realizar o credenciamento no local do evento.
Serviço:
Seminário Pré-COP30: Promovendo Trabalho Decente e Transição Justa
Data: 8 de outubro (quarta-feira)
Horário: 9h
Local: Auditório do Instituto Rio Branco – Brasília/DF
BRASIL
CNE institui diretrizes para graduação em enfermagem
O Conselho Nacional de Educação (CNE) publicou, nesta terça-feira, 19 de maio, a Resolução CNE/CES nº 1/2026, que institui as novas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCNs) para os cursos de graduação em enfermagem bacharelado e licenciatura.
A norma redefine princípios, competências e organização da formação na área, com foco na qualificação do ensino, na integração com o Sistema Único de Saúde (SUS) e no fortalecimento da formação humanista, ética, crítica e interprofissional. As novas diretrizes também ampliam a presença dos estudantes em cenários reais de prática desde o início da graduação e reforçam a articulação entre ensino, pesquisa e extensão.
A publicação dessa resolução ocorre após 14 anos de debates entre as diversas associações de ensino e conselhos de classe da enfermagem. Dentro do CNE, o texto foi desenvolvido por uma comissão presidida pela conselheira Ludhmila Hajjar e relatada pela conselheira Beth Guedes.
“As novas DCN’s de enfermagem são resultado de uma construção coletiva madura, conduzida em diálogo permanente com entidades científicas, profissionais, acadêmicas e representativas da área da saúde. Mais do que um texto normativo, elas expressam um processo contínuo de escuta, atualização e pactuação institucional em favor de uma formação conectada às transformações da sociedade, do SUS e do mundo do trabalho”, afirma Guedes.
Entre as principais mudanças está a definição de carga horária mínima de 4 mil horas para o bacharelado em enfermagem, exclusivamente no formato presencial, com tempo mínimo de integralização de cinco anos. O texto estabelece que as atividades teórico-práticas realizadas em serviços de saúde deverão corresponder a, no mínimo, 20% da carga horária total do curso. Já o estágio curricular supervisionado obrigatório deverá representar pelo menos 30% da carga horária total, sendo metade realizada na atenção primária à saúde e a outra metade na atenção hospitalar ou em serviços de média complexidade.
Segundo a resolução, a formação deverá estar alinhada às necessidades sociais e sanitárias do país e aos princípios do SUS, contemplando promoção da saúde, prevenção de doenças, tratamento, reabilitação e cuidado integral das pessoas e comunidades.
As novas diretrizes reforçam, ainda, conteúdos relacionados à diversidade, direitos humanos, relações étnico-raciais, gênero, sustentabilidade, educação ambiental, segurança do paciente e inclusão social, além da oferta de Libras no ensino, pesquisa e extensão. Também preveem o fortalecimento de metodologias ativas de aprendizagem e da integração ensino-serviço-comunidade, além da valorização da pesquisa científica e da educação permanente em saúde.
Na modalidade licenciatura, as diretrizes estabelecem formação voltada prioritariamente à atuação na educação profissional técnica de nível médio (EPTNM), especialmente na formação de técnicos e auxiliares de enfermagem. Outro ponto é a obrigatoriedade de Trabalho de Conclusão de Curso (TCC), além da manutenção do Núcleo Docente Estruturante (NDE) e da criação de programas de formação e desenvolvimento da docência em saúde nas instituições de ensino superior.
Os cursos de graduação em enfermagem em funcionamento terão até 30 de junho de 2028, para adequar seus projetos pedagógicos e matrizes curriculares às novas diretrizes. Com a publicação da nova resolução, fica revogada a Resolução CNE/CES nº 3/2001, que orientava anteriormente os cursos de enfermagem no país.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações do CNE
Fonte: Ministério da Educação
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