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Exportações de açúcar somam 2,33 milhões de toneladas em outubro, mas preço médio recua 13,3%

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As exportações brasileiras de açúcar e outros melaços totalizaram 2,334 milhões de toneladas nos primeiros 13 dias úteis de outubro de 2025, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A receita obtida no período alcançou US$ 962,3 milhões, com uma média diária de US$ 74,0 milhões.

Em termos de volume, a média diária de embarques foi de 179,6 mil toneladas, o que indica aumento de 5,9% em relação ao mesmo mês do ano passado, quando as exportações médias diárias ficaram em 169,5 mil toneladas.

Preço médio do açúcar registra queda em relação a 2024

Apesar do avanço no volume exportado, o preço médio do açúcar caiu 13,3% na comparação anual, passando de US$ 475,20 por tonelada em outubro de 2024 para US$ 412,20 por tonelada em outubro de 2025.

Essa redução impactou o valor total diário obtido com as vendas externas, que registrou queda de 8,1%, frente à média de US$ 80,5 milhões por dia observada em outubro do ano anterior.

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Setor sucroenergético mantém forte desempenho nas exportações

Mesmo com o recuo nos preços internacionais, o setor sucroenergético brasileiro continua apresentando desempenho positivo nas exportações, impulsionado pelo aumento na produção de cana e pela boa demanda global por açúcar.

O Brasil segue consolidado como o maior exportador mundial da commodity, com destino principalmente para mercados da Ásia, África e Oriente Médio.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Soja sobe no mercado brasileiro com suporte de Chicago, dólar e prêmios firmes nos portos

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O mercado brasileiro de soja registrou uma semana de valorização moderada, com negócios pontuais e melhora nas cotações em diversas regiões produtoras. O movimento foi sustentado pela recuperação dos contratos futuros na Bolsa de Chicago (CBOT), pela variação cambial favorável e pela firmeza dos prêmios nos portos brasileiros.

O cenário combinou fatores externos e internos que trouxeram maior sustentação aos preços, ainda que o ritmo de comercialização tenha permanecido contido em alguns momentos.

Preços avançam nas principais praças do país

As cotações da soja apresentaram alta em importantes regiões produtoras ao longo da semana. Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 125,50 para R$ 127,00.

Em Cascavel (PR), o preço avançou de R$ 121,00 para R$ 121,50, enquanto em Rondonópolis (MT) houve valorização mais expressiva, com a saca subindo de R$ 111,00 para R$ 113,00.

No Porto de Paranaguá (PR), uma das principais referências para exportação, os preços permaneceram estáveis na faixa de R$ 132,50 por saca, sustentados pela demanda externa e pelos prêmios portuários.

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Chicago interrompe queda e fecha semana em alta

Na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT), os contratos de soja com vencimento em julho, os mais negociados, encerraram a semana com valorização de 0,76%, interrompendo uma sequência recente de perdas.

Na quinta-feira (18), o bushel foi cotado a US$ 11,22, refletindo um movimento de recuperação técnica e expectativas positivas em relação à demanda internacional.

O mercado foi influenciado pela percepção de retomada do interesse chinês por soja norte-americana, além de expectativas envolvendo novos acordos comerciais entre Estados Unidos e União Europeia.

Fundamentos seguem limitando altas mais fortes

Apesar da recuperação semanal, o mercado ainda encontra resistência no cenário fundamental, marcado por ampla oferta global e condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras nos Estados Unidos.

Esse conjunto de fatores ajuda a conter movimentos mais consistentes de alta, mantendo o mercado em ambiente de volatilidade moderada.

Exportações brasileiras seguem firmes

De acordo com análise da Safras & Mercado, o Brasil continua operando com forte ritmo de exportações, sustentado por preços competitivos nos portos e demanda ativa no mercado internacional.

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O analista Rafael Silveira destaca que o cenário atual ainda favorece o escoamento da produção brasileira, pelo menos até meados de julho.

“Mercado volta a operar em alta diante das expectativas envolvendo a demanda chinesa e também de novos acordos comerciais entre EUA e União Europeia, fatores que trazem percepção de demanda mais forte para a soja”, avalia.

Segundo ele, a partir de agosto deve ocorrer mudança na dinâmica dos prêmios, com maior diferença entre os mercados brasileiro e norte-americano, o que pode influenciar a competitividade das exportações nacionais.

O mercado da soja segue, portanto, sensível ao comportamento da demanda internacional, ao câmbio e aos fundamentos globais de oferta, mantendo cenário de ajustes graduais nos preços internos.

Fonte: Portal do Agronegócio

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