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MEC abre inscrições para curso de aperfeiçoamento de diretores
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O Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Básica (SEB), abriu as inscrições para o curso de Aperfeiçoamento em Mentoria de Diretores Escolares, como parte do Programa de Formação Continuada para Diretores Escolares e Técnicos das Secretarias de Educação (Proditec). A iniciativa visa fortalecer a gestão escolar, valorizar a liderança de diretores e técnicos das secretarias e ampliar as redes de colaboração entre os profissionais que atuam na educação básica.
As inscrições devem ser realizadas pelas secretarias estaduais e municipais de educação no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle (Simec), Módulo PAR 4, até o dia 2 de novembro. Cada secretaria deverá indicar no sistema um(a) articulador(a) responsável pelo acompanhamento das inscrições e pela interlocução com o MEC.
As secretarias estaduais de educação poderão inscrever até 110 profissionais, sendo 80 vagas exclusivas para diretores escolares em efetivo exercício e 30 destinadas a técnicos das secretarias ou outros diretores, conforme os critérios de cada rede. Já as secretarias dos municípios capitais ou com mais de 500 mil habitantes poderão inscrever até 50 participantes, dos quais pelo menos 35 devem ser diretores escolares. Para as demais secretarias municipais, o limite é de 15 participantes, sendo, no mínimo, dez diretores escolares.
Com carga horária total de 210 horas, a formação é gratuita e totalmente a distância. O curso será realizado entre 2 de fevereiro e 28 de junho de 2026, em parceria com universidades federais de referência, garantindo acompanhamento pedagógico de qualidade. A metodologia combina encontros síncronos semanais de três horas com atividades assíncronas, promovendo um aprendizado colaborativo, reflexivo e voltado à prática da gestão.
Mais do que uma formação, o curso propõe a criação de uma rede de aprendizagem e mentoria entre diretores e técnicos, estimulando a troca de experiências, a reflexão conjunta e o desenvolvimento de soluções inovadoras para os desafios da gestão escolar.
O MEC convida todas as secretarias de educação a mobilizarem seus diretores e equipes técnicas para participarem dessa jornada formativa. Em caso de dúvidas, o ministério disponibiliza para contato o e-mail [email protected] e o telefone (61) 2022-8358.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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Ministro Wellington Lima apresenta ações do MJSP à Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado na Câmara dos Deputados
Brasília, 9/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou, nesta terça-feira (9), de audiência na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados para apresentar iniciativas da pasta e responder a questionamentos de parlamentares sobre segurança pública.
A audiência contou com a presença de outros integrantes da gestão do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), entre os quais o secretário nacional de Segurança Pública (Senasp), Chico Lucas; o secretário nacional de Assuntos Legislativos, Paulo Modesto; o secretário nacional de Direitos Digitais, Victor Oliveira Fernandes; a secretária nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos, Marta Machado; e o secretário nacional de Políticas Penais, André Garcia.
Na reunião, o ministro mencionou a atuação integrada entre União, estados, municípios, Poder Judiciário, Ministério Público (MP) e forças de segurança para o enfrentamento da criminalidade organizada.
Segundo Wellington Lima, a formulação de políticas públicas eficazes depende da cooperação institucional e do diálogo permanente com as Casas Legislativas. “Não há segurança pública sem o Congresso Nacional. A construção de políticas públicas eficazes exige diálogo permanente com o Parlamento, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os profissionais que estão na ponta do sistema de segurança”, afirmou.
Entre os temas abordados estiveram as estratégias de combate ao crime organizado, as ações de fortalecimento do sistema prisional, as medidas de combate ao tráfico ilícito de armas e as iniciativas voltadas à descapitalização financeira de organizações criminosas.
Ao tratar das medidas de enfrentamento às facções criminosas, Wellington Lima ressaltou a importância do enfraquecimento financeiro desses grupos.
“O primeiro eixo é exatamente a reprodução e o aperfeiçoamento dos mecanismos de asfixia financeira. É preciso tirar o oxigênio do crime organizado.”
O ministro também apresentou iniciativas voltadas ao aprimoramento da inteligência e da investigação criminal, com foco na ampliação da capacidade de esclarecimento de homicídios e das operações de repressão às organizações criminosas.
Ao abordar o sistema penitenciário, defendeu investimentos em tecnologia, inteligência e protocolos de segurança para impedir a comunicação de lideranças criminosas com grupos que atuam fora das unidades prisionais. “Esse é um problema que não poderia ser adiado de modo algum”, enfatizou.
Operações em unidades prisionais
Durante a audiência, Wellington Lima anunciou que o MJSP realizará, até o final de 2026, uma operação nacional e duas regionais por mês em unidades prisionais de todo o País.
A medida busca reforçar o controle do sistema penitenciário, combater a atuação de organizações criminosas e ampliar a integração entre as forças de segurança e as administrações penitenciárias estaduais.
Plataformas digitais
Sobre plataformas digitais, parlamentares também questionaram os decretos relacionados à atuação das plataformas digitais e às medidas de enfrentamento de crimes praticados no ambiente virtual.
O ministro explicou que as normas foram elaboradas com base em análises técnicas e dados relacionados ao crescimento de ilícitos praticados pela internet, como fraudes eletrônicas, exploração sexual de crianças e adolescentes e divulgação não autorizada de conteúdo íntimo.
“Os decretos foram elaborados a partir de evidências concretas sobre a crescente centralidade da internet na vida dos brasileiros e sobre a urgência de enfrentar o aumento de crimes, atos ilícitos e condutas abusivas que vêm se multiplicando no ambiente digital”, disse.
De acordo com Wellington Lima, as medidas buscam ampliar a capacidade de resposta do Estado diante desses crimes, sem afastar o papel do Congresso Nacional na discussão e eventual definição de regras permanentes para o setor.
“O Parlamento é sempre quem melhor legisla, mas muitas vezes a sociedade clama por alguma providência mais imediata”, completou.
A audiência integra as atividades de fiscalização e de acompanhamento das políticas públicas conduzidas pela Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.
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