CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Plano Safra 2025/26: Contratações de crédito somam R$ 104 bilhões nos três primeiros meses

Publicados

AGRONEGOCIOS

Nos três primeiros meses do Plano Safra 2025/26, que começou em 1º de julho, o valor contratado em crédito rural atingiu R$ 104,08 bilhões, uma redução de 19,5% em relação ao mesmo período da safra passada, quando somou R$ 129,22 bilhões.

O ciclo 2025/26 disponibiliza um total de R$ 594,4 bilhões em financiamentos para produtores rurais em todo o país. Os dados foram divulgados pelo Banco Central e compilados pela Gerência de Desenvolvimento Técnico da Ocepar, em parceria com a consultoria Fator Agro.

Recursos diversificados sustentam o crédito rural

A distribuição dos recursos contratados mostra a diversidade das fontes de financiamento para o setor agropecuário:

  • Recursos Livres: 32% do total
  • Recursos Obrigatórios: 22%
  • LCA (Letras de Crédito do Agronegócio): 20%
  • Poupança Rural: 12%
  • Fundos Constitucionais: 6%
  • BNDES: 5%
  • Outras Fontes: 2%

Essa variedade de origens evidencia a estratégia de manter diferentes instrumentos de crédito disponíveis para atender às necessidades do setor rural.

Cooperativas têm papel relevante na contratação de crédito

No período analisado, cooperativas brasileiras contrataram R$ 15,6 bilhões em financiamentos rurais. As cooperativas do Paraná se destacaram, respondendo por cerca de 33% desse total, equivalente a R$ 5,14 bilhões, reforçando a importância do estado no cenário nacional do crédito rural.

Leia Também:  Carne de frango deve manter desempenho positivo em 2026, aponta Itaú BBA

credito_rural_quadro_17_10_2025.jpg

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Setor cooperativo, que movimenta R$ 758 bilhões, ganha acesso a fundos regionais

Publicados

em

As 4.384 cooperativas brasileiras ganharam uma nova alternativa para financiar projetos de infraestrutura, armazenagem, industrialização e expansão das atividades econômicas. A Lei Complementar 231/2026 passou a permitir que essas organizações utilizem recursos dos fundos de desenvolvimento da Amazônia, do Nordeste e do Centro-Oeste.

A mudança, defendida pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) durante a tramitação no Congresso, alcança um setor que reúne 25,8 milhões de cooperados e gera mais de 578 mil empregos diretos. Segundo o levantamento mais recente da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), referente a 2024, as cooperativas movimentaram R$ 757,9 bilhões e acumulavam R$ 1,39 trilhão em ativos.

O número de cooperativas contabilizadas pela OCB caiu de 4.509 para 4.384 entre os dois levantamentos mais recentes. O movimento, porém, não representa uma retração econômica do cooperativismo. No mesmo período, a quantidade de cooperados aumentou de 23,45 milhões para 25,8 milhões, enquanto os empregos diretos avançaram de 550,6 mil para 578 mil. O volume movimentado cresceu 9,5%, passando de R$ 692 bilhões para R$ 757,9 bilhões.

No agronegócio, a presença das cooperativas é ainda mais significativa. O país reúne 1.172 cooperativas agropecuárias, formadas por aproximadamente 1,1 milhão de produtores e responsáveis por 268 mil empregos diretos. O ramo movimentou R$ 438,3 bilhões em 2024, o equivalente a quase 58% de todo o cooperativismo nacional.

Leia Também:  NetZero promove workshop online gratuito sobre o papel do biochar na agricultura sustentável

Essas organizações respondem por mais da metade da originação de grãos e fibras no Brasil. Também possuem participação importante nas cadeias de leite, café, carnes, frutas e hortaliças, principalmente por reunir pequenos e médios produtores que, individualmente, teriam menor capacidade de armazenar, industrializar e comercializar a produção.

A nova legislação inclui expressamente as cooperativas entre os possíveis beneficiários do Fundo de Desenvolvimento da Amazônia (FDA), do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) e do Fundo de Desenvolvimento do Centro-Oeste (FDCO). Até então, a ausência dessa previsão limitava a apresentação direta de projetos por essas organizações.

Na prática, uma cooperativa poderá buscar financiamento para construir ou ampliar silos, armazéns frigorificados, unidades de beneficiamento, fábricas de ração, laticínios, frigoríficos e agroindústrias. Os recursos também podem apoiar investimentos em energia, irrigação, logística e outras estruturas compartilhadas pelos cooperados.

O financiamento não será liberado automaticamente. As cooperativas precisarão apresentar projetos técnica e economicamente viáveis, enquadrados nas prioridades de desenvolvimento de cada região. As propostas serão avaliadas pelas superintendências regionais e pelos agentes financeiros responsáveis pela operação dos recursos.

Os três fundos não devem ser confundidos com o FNO, o FNE e o FCO, linhas constitucionais já utilizadas no crédito rural. O FDA, o FDNE e o FDCO são voltados principalmente a empreendimentos estruturantes, com potencial para gerar empregos, ampliar a atividade econômica e reduzir desigualdades regionais.

Leia Também:  Massey Ferguson apresenta portfólio completo de máquinas agrícolas na Expointer 2025

Para a FPA, a mudança permite que os recursos cheguem a municípios nos quais o crédito tradicional ainda é restrito. A organização coletiva também possibilita que produtores dividam custos e executem projetos que dificilmente seriam viáveis de forma individual.

Presidente da FPA, o deputado Pedro Lupion afirmou que o acesso aos fundos amplia a capacidade de investimento das cooperativas e fortalece a geração de renda no interior. O vice-presidente da frente na Câmara, Arnaldo Jardim, destacou que a medida favorece projetos maiores de industrialização e comercialização, com maior agregação de valor à produção.

A Lei Complementar 231/2026 não cria novos gastos nem reserva uma parcela dos fundos exclusivamente para o cooperativismo. A mudança amplia o grupo de organizações autorizadas a disputar os recursos já disponíveis, conforme as regras de cada programa e a qualidade dos projetos apresentados.

Para os municípios produtores, o principal efeito esperado é a possibilidade de transformar uma parcela maior da produção no próprio interior. Em vez de apenas vender grãos, leite, café ou animais, as cooperativas poderão investir no armazenamento e na industrialização, mantendo empregos, renda e arrecadação mais próximos das propriedades rurais.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA