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Projeto Nosso Judiciário promove reflexão sobre bullying e cidadania com estudantes de Várzea Grande

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“Conhecer para respeitar”. Foi com essa mensagem que estudantes do Ensino Médio da Escola Estadual Miguel Baracat, no bairro São Mateus, em Várzea Grande, receberam na manhã desta quinta-feira (30) a equipe do Projeto Nosso Judiciário, do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). Os estudantes receberam informações e conheceram exemplos práticos sobre o funcionamento do sistema de justiça e as consequências legais de atos como o bullying, o cyberbullying e crimes ambientais.

Os técnicos judiciários Neif Feguri e Antonio Cegati conduziram a ação, que despertou a atenção e a curiosidade dos jovens ao abordar temas do dia a dia de forma leve e educativa. “Hoje vamos falar sobre os Juizados Especiais, as suas atribuições. Falar sobre drogas, ameaça, falsidade de documentos, crimes ambientais como podas de árvores e a venda de aves. E discutir também a Lei 14.811 de 2024, que tipifica o bullying e o cyberbullying como crimes, com penas de 2 a 4 anos de prisão”, explicou o coordenador do projeto, Neif Feguri.

Durante o encontro, os estudantes participaram com perguntas e relataram experiências pessoais. Para a aluna Gabrielly Cristina, do 2º ano, a palestra foi um aprendizado importante. “Eu achei interessante a parte em que ele falou sobre o bullying e o cyberbullying. Foi muito legal poderem vir aqui para explicar melhor sobre política e o sistema judicial. Na escola, já presenciei casos de racismo, essas coisas acontecem, mas algo mais profundo, como o que foi explicado, eu nunca tinha presenciado. Eu não sabia que existiam punições para quem comete bullying, agora estou mais informada”, afirmou.

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O estudante venezuelano Benjamin Gomes, do 2º período, destacou a importância de ter acesso a esse tipo de conteúdo ainda na escola. “O que mais me chamou atenção na palestra foi o tema do cyberbullying, principalmente por ser uma lei recente. Achei muito bom o governo querer ajudar os adolescentes, que são os que mais usam a internet. Já vi casos de bullying, inclusive pela internet. Acho que esse tipo de atitude pode causar muitos danos mentais, como depressão e, em alguns casos, até coisas piores”, disse o estudante.

A coordenadora pedagógica da escola, professora Elierge Barros Costa, ressaltou que a ação complementa o trabalho educativo já realizado com os alunos. “Pelo que observei na palestra, é muito importante que os alunos aprendam sobre seus direitos e deveres e saibam o que podem ou não fazer. Percebemos, no dia a dia da escola, que eles têm dificuldade para entender o que é bullying e o que é cyberbullying, os conceitos de cada um. A palestra veio justamente para tirar essas dúvidas e ajudá-los a compreender melhor essas situações. Espero que usem o material recebido, que não guardem apenas na mochila, mas consultem sempre que tiverem dúvidas”, comentou.

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Os participantes receberam a cartilha “Como funcionam os Juizados Especiais”, que explica de forma simples os direitos e deveres dos cidadãos e orienta sobre como buscar soluções para conflitos cotidianos.

Desde 2015, o Projeto Nosso Judiciário atua em escolas públicas e privadas de Cuiabá e Várzea Grande, promovendo palestras para estudantes e visitas guiadas para acadêmicos de Direito ao Palácio da Justiça. O objetivo é aproximar o Judiciário da sociedade, incentivando o exercício da cidadania e o respeito às leis desde a juventude.

Autor: Roberta Penha

Fotografo: Élcio Evangelista

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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“É raro no Brasil ter uma estrutura do porte do skatepark de Mato Grosso”, diz Dora Varella

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Quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Paris de 2024, a skatista Dora Varella subiu no lugar mais alto do pódio da quarta etapa do STU National 2026, uma das principais competições do esporte no país. A etapa foi disputada em Cuiabá, no Skatepark do Parque Novo Mato, entre os dias 26 e 28 de junho, com apoio da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel).

Após três anos em jejum, Dora foi campeã com nota 80,59 e teceu elogios à nova estrutura do skate mato-grossense.

“É raro no Brasil ter uma estrutura desse porte, desse tamanho, com todo o nível de pista de skate, desde para a galera que está começando até nível olímpico”, avaliou Dora, dividindo o pódio com Fernanda Galdino (78,17), segunda colocada, e Manuela Tomitake (77,00), que terminou em terceiro lugar.

A alegria estava estampada no rosto de Dora Varella após a final feminina. Ela estava em êxtase por, enfim, ter sentido o gosto de entrar na pista numa final e ouvir nos autofalantes que era a hora da “Golden Run”, a volta do título, o que jamais tinha acontecido na sua vida de skatista.

“Até me arrepiei quando ouvi que era a Golden Run, quando você é a última a dropar, mas já como campeã da etapa. Era meu sonho fazer uma volta do título e tive essa oportunidade aqui e fui com tudo. Começou a tocar minha música e fui. Pena que não acertei, mas estou muito feliz porque dei check em todas as minhas manobras. E ainda tenho outras na manga que venho treinando”, disse Dora.


Ela elogiou a realização do STU em Mato Grosso, na região Centro Oeste do país.

“O skate tem que ser mostrado pra mais pessoas, não só no eixo Sul e Sudeste. Então acho muito legal o STU vir pra um lugar novo, onde nunca tinha rolado uma competição desse porte. Vai ter uma sementinha que vai ser plantada aqui pra várias crianças, várias pessoas que assistiram e que vão querer começar a praticar o esporte. E agora eles têm esse complexo aqui irado pra começar a andar de skate com qualidade, com a estrutura necessária”, avaliou.


Uma das crianças que assistiam à competição ao lado do pai era Tainá Vicente Antunes, de 11 anos. Enquanto segurava o skate, ela disse que achou o esporte legal e começou a praticar aos nove anos.

“É um esporte inspirador e isso ajuda as pessoas”. Como não poderia deixar de ser, o sonho dela é atingir o nível da atual estrela do esporte no país e no mundo, Rayssa Leal. “Meu sonho é ser igual ela”, revelou. Além de andar de skate, ela joga futsal na função de pivô.

O paraskate também foi disputado. O bicampeão catarinense sub-16, Rogério Bento, percorre o Brasil inteiro pelo STU com o pai, Fábio Bento, e, em Cuiabá, alcançou a décima colocação.

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“O Rogério começou brincando com o skate aos 11 anos e nunca imaginamos que um síndrome down ia andar na elite brasileira de alto rendimento”, frisa o pai.


Segundo Fábio, o filho foi levado para a escolhinha. “Começou a parte de inclusão, socialização e hoje ele está totalmente incluído no esporte, na democracia do skate”, disse. Segundo ele, eventos de skate fora do eixo Rio-São Paulo atraem mais competidores e dão mais visibilidade ao esporte.

Principal incentivador da prática de Skate em Mato Grosso, Bob Paron, presidente da Federação Mato-grossense de Skate, esteve no último ano no mundial em São Paulo, onde articulou a realização do STU em Cuiabá.


“É mais do que um sonho pra nós. Toda hora o feedback da galera dizendo ‘Bob, estou vendo os skatistas, meus ídolos, aqui em Cuiabá, Mato Grosso’. Isso é mais do que um sonho. Nunca imaginávamos isso. A pista está fenomenal e eu acredito que com essa pista, futuramente, nós podemos estar trazendo, ano que vem, uma etapa do mundial”, avaliou.

Street

Dois gaúchos se destacaram na modalidade Street neste domingo (28). Enquanto no feminino Maria Lúcia, natural de Canoas, manteve a liderança do ranking com seu terceiro título seguido na temporada, no masculino, Bruno Melão, de Porto Alegre, sagrou-se campeão de uma etapa do STU pela primeira vez.

Maria Lúcia vive sua melhor fase no Skate. Depois de um terceiro lugar na etapa de abertura do STU National 2026, em Porto Alegre (RS), ela acaba de emendar uma sequência que impressiona, com títulos em Criciúma (SC), Florianópolis (SC) e, agora, em Cuiabá (MT). Porém, teve que superar um novo nome que chega com força na cena, finalista em sua segunda etapa de STU: Bianca Godoi, de apenas 14 anos, que por muito pouco não se sagrou campeã.

Bia, natural de Assis (SP), mas que representa o skate de Florianópolis (SC), tinha a maior nota da final, um 82,90. Mas ainda faltava a terceira e última volta para Maria Lúcia, que até ali aparecia em segundo, com a nota 82,52. E a boa fase da líder do ranking falou mais alto: uma linha sem erros, seguida de uma Bomb Trick perfeita, com a nota total 86,01 e mais um título, deixando-a bem próxima de se tornar campeã do circuito na última etapa, em Salvador (BA), na próxima semana. O terceiro lugar ficou com Isabelly Ávila, com 77,69.

“A pressão ali na última volta foi muito grande. Estava bem acelerada. Mas coloquei a cabeça no lugar e fiz o que treinei pra fazer. Vivo uma fase bem legal e especial e só tenho a agradecer a Deus, ao meu staff, meu pai e minha mãe. Não sei como estaria agora se não fossem eles me apoiando. Entro na pista para andar de Skate e entregar tudo o que sei. E já são três títulos seguidos. Demais!”, comemorou Maria Lúcia, mostrando os três dedos da mão enaltecendo seu feito.

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Já na final masculina, um feito não menos especial. Afinal, Bruno Melão, enfim, conquistou seu primeiro título na história do STU National, depois de subir ao pódio na última etapa, em Florianópolis (SC), em terceiro lugar. E foi um resultado expressivo, visto que desbancou nomes que vivem grande momento, como Sebastian Simonetto, até então líder do ranking, Gabryel Aguilar (2º – 81,26), atual campeão do circuito STU, e Wallace Gabriel (3º – 79,78), que acaba de chegar à final da Copa do Mundo de Roma.

“Não sei nem o que falar, é uma sensação muito boa. Só eu sei o quanto trabalhei para chegar até aqui e conquistar esse título. Sabia que esse momento chegaria uma hora ou outra, tenho me dedicado bastante. Consegui acertar minha linha porque acho que sempre tento algo novo para fazer na pista, observar de um jeito diferente. E hoje deu tudo certo. Costumo conversar muito com Deus, eu o busco sempre e, ultimamente, eu me sinto ainda mais próximo Dele. Só faço o que tenho que fazer e deixo o resto nas mãos Dele”, declarou Melão.

A etapa de Cuiabá do STU National foi viabilizada pela Lei Federal de Incentivo ao Esporte. Homologada pela Confederação Brasileira de Skateboarding, teve como sede o Estado de Mato Grosso. O apoio foi da Federação Mato-Grossense de Skateboard, da Associação Brasileira de Paraskateboard e da Drop Dead.

Resultado final – Park masculino

1º – Augusto Akio – 94,90

2º – Pedro Barros – 89,00

3º – Nicolas Falcão – 87,80

4º – Miguel Leal – 87,40

5º – Victor Ikeda – 86,82

6º – Pedro Quintas – 82,31

Resultado final – Park feminino

1ª – Dora Varella – 80,59

2ª – Fernanda Galdino – 78,17

3ª – Manuela Tomitake – 77,00

4ª – Yndiara Asp – 75,39

5ª – Isadora Pacheco – 73,21

6ª – Érica Leguizamon – 69,05

Resultado final – Street feminino

1ª – Maria Lúcia – 86,01

2ª – Bia Godoi – 82,90

3ª – Isabelly Ávila – 77,69

4ª – Duda Ribeiro – 68,06

5ª – Manuella Moretti – 48,00

6ª – Rafaela Murbach – 32,03

Resultado final – Street masculino

1º – Bruno Melão – 84,86

2º – Gabryel Aguilar – 81,26

3º – Wallace Gabriel – 79,78

4º – Sebastian Simonetto – 71,86

5º – Matheus Mendes – 69,71

6º – João Lucas Alves – 49,19

Com informações da Assessoria

Fonte: Governo MT – MT

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