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BNDES anuncia novo investimento em produção de carros eletrificados no Brasil
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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) anunciou nesta sexta-feira (31/10) financiamento de R$ 2,3 bilhões para que a Volkswagen do Brasil invista no desenvolvimento de novas tecnologias de eletrificação e na expansão das exportações.
O anúncio, ocorrido na fábrica de São Bernardo (SP) da montadora, está em linha com as diretrizes da Nova Indústria Brasil (NIB) e contou com a presença do vice-presidente e ministro do MDIC, Geraldo Alckmin, além do presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, e de executivos da montadora.
“Aqui está um exemplo da Nova Indústria Brasil: uma indústria inovadora, com produtos e engenharia brasileira indo para o mundo”, destacou Alckmin.
“Só no Brasil, a Volkswagen vai investir R$ 16 bilhões em inovações que trazem segurança, para termos um carro híbrido, flex, fabricado no Brasil, que emite menos de 83 gramas de CO2 por quilômetro e que tem 80% de reciclabilidade”.
O investimento permitirá que a Volkswagen lance modelos híbridos leves, híbridos e híbridos plug-in, desenvolvidos com engenharia nacional e preparados para aproveitar o potencial dos biocombustíveis brasileiros.
A operação se insere na linha de crédito BNDES Mais Inovação, voltada ao fortalecimento da neoindustrialização brasileira por meio de projetos de pesquisa, engenharia e inovação tecnológica, em áreas como segurança veicular e conectividade.
Os recursos também incluem a linha BNDES Exim Pré-Embarque, destinada a impulsionar as exportações da montadora, que já é a maior exportadora do setor automotivo brasileiro, com mais de 4,4 milhões de veículos enviados a 147 países desde 1970. Entre janeiro e setembro de 2025, a empresa registrou crescimento de 43% nas exportações, em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Até o momento, o BNDES já aprovou R$ 252 bilhões em financiamento de projetos da Nova Indústria Brasil. Para Alckmin, isso mostra o papel do BNDES como banco do desenvolvimento, do emprego e da inovação.
Alckmin ressaltou, ainda, o programa Carro Sustentável, que tem estimulado a compra de carros nacionais ao zerar o IPI de veículos mais econômicos, eficientes, sustentáveis e fabricado no Brasil.
“Para o carro sustentável, o presidente Lula zerou o IPI e está vendendo 24,8% a mais. Aos sábados, quando eu posso, visito uma concessionária para acompanhar. A pessoa da concessionária gosta, porque o carro sustentável atrai e ajuda a vender também os outros carros”, destacou.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou o papel da NIB para a inovação da indústria nacional.
“O apoio do BNDES à inovação de empresas brasileiras está no cerne da política industrial do governo do presidente Lula. Uma indústria mais inovadora, capaz de desenvolver tecnologias aliadas à descarbonização no setor automotivo, é uma indústria que olha para o futuro. E o futuro é a transição energética”, afirmou.
Segundo ele, para superar o desafio da neoindustrialização, é necessário garantir condições de financiamento adequadas para que as empresas brasileiras não fiquem em desvantagem em relação a seus competidores internacionais.
Foto: Cadu Gomes/VPR
Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços
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Estudo sugere que Bets prejudicam 2 milhões de estudantes
O dinheiro destinado a apostas online pode fazer falta em outras áreas da vida. Na educação, levantamentos recentes mostram que os gastos com bets já aparecem relacionados a decisões de ingresso e permanência no ensino superior privado. As estimativas indicam que cerca de 2 milhões de brasileiros podem ter a trajetória acadêmica afetada pelo comprometimento da renda com apostas.
O número reúne dois grupos identificados em pesquisa da Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (Abmes), em parceria com a Educa Insights. Entre os potenciais ingressantes, 986 mil poderiam deixar de efetivar a matrícula em 2026, devido aos gastos em apostas. Entre estudantes que já estão na graduação, 14% dos entrevistados disseram ter atrasado mensalidades ou trancado o curso pelo mesmo motivo.
Considerando que a rede privada possui mais de 8 milhões de matrículas, a aplicação desse percentual representa uma ordem de grandeza superior a 1,1 milhão de estudantes. Somados os dois grupos, chega-se a cerca de 2 milhões de pessoas potencialmente afetadas. Outro levantamento, realizado pelo Instituto Semesp, identificou que 19,1% das instituições privadas pesquisadas afirmaram já ter observado relação entre apostas online e inadimplência de estudantes.
Os dados não significam que as apostas sejam a única causa de dificuldades financeiras ou de interrupção dos estudos. Questões como renda familiar, emprego e outras despesas também interferem na capacidade de um estudante iniciar ou continuar uma graduação. As pesquisas apontam, especificamente, que os gastos com bets podem se somar a esses fatores e comprometer o orçamento destinado à educação.
Quando o comprometimento da renda chega à graduação – As apostas on-line podem se tornar uma barreira adicional ao acesso e à permanência no ensino superior, influenciando em comprovações de avaliação socioeconômica, inclusive entre estudantes que dependem de políticas de acesso e financiamento, como o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).
O impacto pode aparecer antes mesmo do início das aulas. Para quem pretende ingressar em uma instituição privada, o comprometimento da renda pode pesar na decisão de efetivar a matrícula. Para quem já está estudando, pode significar dificuldades para manter em dia a mensalidade ou outras despesas relacionadas à formação.
Mesmo com o apoio de uma bolsa ou de um financiamento, o estudante continua com outras despesas ao longo da graduação. Quando parte da renda é destinada às apostas online, é possível que haja menos recursos disponíveis para os custos relacionados aos estudos. O comprometimento da renda também pode trazer dificuldades para estudantes que precisam comprovar sua situação financeira para acessar ou manter benefícios educacionais, conforme as regras de cada programa.
Assessoria de Comunicação Social do MEC
Fonte: Ministério da Educação



