BRASIL
MME debate consulta pública sobre os Planos Setoriais e Temáticos do Plano Clima Adaptação
BRASIL
O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta quinta-feira (10/04), do quinto Diálogo sobre a consulta pública dos Planos Setoriais e Temáticos do Plano Clima Adaptação. O evento, realizado pelo Ministério de Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), discutiu a redução do acesso à água, inundações, danos à infraestrutura e aumento da tarifa de energia, dentre outros riscos identificados pelo setor em razão da mudança do clima.
No encontro, foi discutido como o Governo Federal se prepara para combater os impactos da mudança do clima no setor de energia e na área de recursos hídricos. Para Leandro Albuquerque, diretor de Programa da Secretaria Nacional de Transição Energética e Planejamento (SNTEP), é importante o MME dar a devida atenção ao Plano de Adaptação, principalmente após os desastres naturais recentes e a temperatura média global ter ultrapassado a marca de 1,5ºC comparado aos níveis pré-industriais.
“Queremos aprimorar cada vez mais o Plano Clima no setor de energia, para isso ouvir é fundamental. Há também um trabalho de compatibilização com o Plano Nacional de Transição Energética (Plante), que abrange a questão climática e de emissões, mas também tem um olhar muito forte para universalização de energia, segurança energética e modicidade tarifária. O MME tem um olhar dedicado para os sistemas isolados, o cuidado com a resiliência deles e como esses sistemas garantem segurança energética para essas comunidades. É também uma temática que tem uma grande interface com o Plano Clima de Adaptação em consulta”, analisou Leandro.
Em consulta pública na plataforma Brasil Participativo, os Planos Setoriais e Temáticos que compõem o Plano Clima Adaptação apresentam propostas para o enfrentamento dos impactos climáticos em 16 setores e temas. Com o objetivo de incentivar a participação da sociedade, o governo federal e o Fórum Brasileiro de Mudança do Clima vão realizar diálogos todas as quintas-feiras onde cada setor e tema apresentará cada proposta, em interação com representantes dos movimentos sociais.
Plano Setorial Energia
Apesar do alto índice de renovabilidade das matrizes energética e elétrica brasileiras, o país está vulnerável às alterações climáticas, que afetam a geração, transmissão, distribuição e uso das diversas fontes energéticas dependentes de recursos naturais. Para isso, o Plano Setorial Energia reconhece importantes interfaces relacionadas aos setores de recursos hídricos, agricultura e pecuária, indústria, transportes, cidades, gestão de riscos e desastres. Áreas como saúde, educação, saneamento e meio ambiente, que são vulneráveis aos riscos e impactos de eventos climáticos extremos no setor energia, também são consideradas.
O Plano Setorial Energia estabelece três objetivos setoriais de energia:
- Garantir a oferta e o acesso de energia elétrica frente às ameaças climáticas, promovendo o combate à pobreza energética
- Assegurar a oferta de combustíveis, em especial os biocombustíveis e os combustíveis de baixa intensidade de carbono, frente às ameaças climáticas
- Implementar e fortalecer a resiliência da infraestrutura no setor de energia
Um conjunto de 17 metas e 35 ações do Plano Clima Adaptação do Setor Energia foram definidas para estabelecer uma integração entre as diversas iniciativas em andamento. Esse processo foi feito por meio de outros planos, programas, projetos, regulamentações e instrumentos específicos, aproveitando-se das sinergias entre eles, com o foco na exposição atual e futura à mudança do clima.
A iniciativa da consulta pública é do Comitê Interministerial sobre Mudança do Clima (CIM) e o plano de adaptação do setor energia foi elaborado sob coordenação do MME, com envolvimento direto de instituições como Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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BRASIL
Em reunião de Ministros de Justiça do Mercosul, no Paraguai, Brasil avança em entendimentos para o combate conjunto ao crime organizado
Assunção (Paraguai), 28/5/2026 — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participa a partir de hoje, em Assunção, da 55ª Reunião de Ministros do Interior e Segurança do Mercosul e Estados Associados (RMIS) e da 63ª Reunião de Ministros da Justiça do Mercosul (RMJ), realizadas em no Paraguai, sob a Presidência Pro Tempore do país anfitrião. Durante a visita, o Brasil assinará também acordos bilaterais com o governo paraguaio e realizará reuniões técnicas com o objetivo de alinhar ações com vistas à execução do programa Brasil Contra o Crime Organizado.
O ministro participa do encontro até sexta-feira (29), no Hotel Crowne Plaza Asunción, no centro histórico da capital paraguaia. A RMIS e a RMJ são vinculadas ao Conselho do Mercado Comum (CMC) do Mercosul e têm como objetivo desenvolver mecanismos conjuntos para ampliar a cooperação e a integração regional nas áreas de justiça e segurança pública. Esta edição reúne ministros de Justiça e do Interior dos Estados Partes e Associados, com pauta centrada em cooperação jurídica, segurança pública e gestão migratória.
A participação brasileira foi precedida, na noite de quarta-feira, de reuniões de alinhamento entre o ministro, o embaixador do Brasil no Paraguai, José Marcondes de Carvalho, e de representantes da Polícia Federal que atuam no Paraguai. Nesta quinta-feira, acompanhado da secretária Nacional de Justiça do MJSP, Maria Rosa Guimarães Loula, Wellington Lima se reunirá com os ministros paraguaios do Interior, Enrique Riera Escudero, e da Justiça, Rodrigo Nicola.
No evento, assinarão acordos bilaterais em estratégia de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro; capacitação em análise e investigação financeira; intercâmbio de informações migratórias e sobre pessoas privadas de liberdade; e o enfrentamento ao tráfico de armas e munições, entre outras iniciativas. Também está prevista reunião da comitiva brasileira com Jalil Rachid, ministro da Secretaria Nacional Antidrogas do Paraguai.
As agendas de cooperação jurídica e policial são mais um passo do Programa Brasil Contra o Crime Organizado, e atendem aos quatro eixos da maior ação de investimento na segurança pública do país nas últimas duas décadas:
- asfixia financeira das organizações criminosas;
- fortalecimento da segurança no sistema prisional;
- qualificação da investigação e do esclarecimento de homicídios; e
- combate ao tráfico de armas.
CIN como documento no Mercosul
O ministro Wellington Lima também assinará documento que atualiza o Acordo sobre Documentos de Viagem do Mercosul, incluindo expressamente a Carteira de Identidade Nacional (CIN) do Brasil como documento válido para o trânsito regional — sem necessidade de passaporte.
A medida consolida a CIN como documento central de identificação nacional, simplifica a circulação de brasileiros nos países do bloco e fortalece a integração regional. A inclusão havia sido aprovada no Foro Especializado Migratório (FEM) e elevada aos ministros para assinatura. O novo texto modifica o Anexo I do acordo, reconhecendo formalmente a CIN brasileira como documento hábil para o trânsito entre os países do Mercosul.
No âmbito técnico, a Senajus também conduzirá negociações paralelas no âmbito da CLXXVII Reunião da Comissão Técnica de Justiça (CTJ/Mercosul), que deverão resultar em dois instrumentos: o Regulamento de Recuperação de Ativos e o Formulário para Solicitação de Transferência de Pessoas Condenadas.
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