CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Mercado do milho segue travado no Brasil, enquanto preços futuros recuam na B3 e em Chicago

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mercado físico de milho continua apresentando pouca movimentação em diversas regiões do país. Segundo levantamento da TF Agroeconômica, os negócios seguem travados em razão da distância entre as ofertas das indústrias e as pedidas dos produtores.

No Rio Grande do Sul, as indicações de compra variam entre R$ 58,00 e R$ 72,00 por saca, com média estadual em R$ 62,00, de acordo com dados da Emater/RS-Ascar. O milho futuro para fevereiro de 2026 segue cotado em R$ 69,00 por saca no porto, mantendo um ambiente de estabilidade e sem perspectivas de alta expressiva no curto prazo.

Em Santa Catarina, o cenário é semelhante. Produtores mantêm pedidas próximas de R$ 80,00 por saca, enquanto as indústrias ofertam valores em torno de R$ 70,00, o que tem travado as negociações. No Planalto Norte, as poucas transações registradas oscilam entre R$ 71,00 e R$ 75,00 por saca, sem avanços significativos.

No Paraná, as condições climáticas têm favorecido as lavouras, mas as negociações permanecem lentas. As pedidas dos produtores giram em torno de R$ 75,00 por saca, enquanto as ofertas das indústrias ficam próximas de R$ 70,00 CIF, mantendo o mercado spot praticamente parado.

No Mato Grosso do Sul, a demanda local segue sustentada pelo setor de bioenergia, com preços entre R$ 51,00 e R$ 54,00 por saca. Maracaju lidera as referências estaduais, enquanto Chapadão do Sul registra boas altas semanais. Apesar de ajustes pontuais, a demanda externa enfraquecida limita o avanço das negociações.

Leia Também:  Análise do Mercado de Farelo e Óleo de Soja: Perspectivas e Desafios para a Oferta e Demanda
Preços futuros do milho operam em queda na B3 e em Chicago

Os contratos futuros do milho abriram a sexta-feira (7) em leve queda na Bolsa Brasileira de Mercadorias (B3). Por volta das 10h07 (horário de Brasília), as cotações variavam entre R$ 68,04 e R$ 72,97 por saca.

O contrato novembro/25 recuava 0,23%, a R$ 68,04, enquanto o janeiro/26 valia R$ 71,36 (-0,20%). O vencimento março/26 era negociado a R$ 72,97 (-0,04%), e o maio/26 operava a R$ 71,91, queda de 0,21%.

No mercado internacional, os preços na Bolsa de Chicago (CBOT) também registravam leves baixas. O contrato dezembro/25 recuava para US$ 4,28 por bushel, o março/26 era cotado a US$ 4,42, o maio/26 a US$ 4,51 e o julho/26 a US$ 4,57, todos com perdas entre 0,25 e 0,50 ponto.

Segundo o site Successful Farming, o mercado se manteve cauteloso diante das incertezas sobre as compras da China de produtos agrícolas norte-americanos. Embora o país tenha anunciado intenção de adquirir até 12 milhões de toneladas de soja dos EUA neste ano, além de 25 milhões de toneladas por ano nos próximos três anos, as compras efetivas têm sido pequenas. Analistas apontam que o gigante asiático preferiu adquirir recentemente 20 carregamentos de soja brasileira, o que trouxe instabilidade às cotações.

Desvalorização do dólar pressiona cotações internas

Na quinta-feira (6), o mercado futuro de milho encerrou o dia com desempenho misto na B3, acompanhando o movimento internacional e a oscilação cambial. De acordo com a TF Agroeconômica, os contratos mais próximos refletiram a queda do dólar e o recuo das cotações em Chicago, enquanto os vencimentos longos encontraram suporte nas incertezas climáticas e nos atrasos do plantio da primeira safra de milho e soja no Brasil.

Leia Também:  FEBRASEM 2025 reúne público recorde e destaca inovação e tecnologia no setor de sementes

O contrato novembro/25 fechou a R$ 68,22, com baixa de R$ 0,22 no dia, mas ainda acumulando alta semanal de R$ 0,51. O vencimento janeiro/26 caiu R$ 0,31, encerrando a R$ 71,47, com ganho semanal de R$ 0,35. Já o março/26 terminou a R$ 72,94, queda diária de R$ 0,21, mas leve alta de R$ 0,11 na semana.

Em Chicago, o milho recuou mais de 1,5%, pressionado pela queda expressiva do trigo e do farelo de soja. O contrato dezembro fechou a US$ 4,28 por bushel (-1,55%), enquanto o março encerrou a US$ 4,42 (-1,50%). O avanço da colheita nos Estados Unidos e a falta de interesse da China pelo milho americano também contribuíram para a retração dos preços.

Apesar do enfraquecimento momentâneo, analistas avaliam que a demanda global pelo cereal ainda sustenta certo otimismo no médio prazo. No entanto, a volatilidade deve permanecer elevada nas próximas semanas, influenciada pelo câmbio, pelo avanço das lavouras brasileiras e pelas condições climáticas no Hemisfério Norte.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

Publicados

em

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

Leia Também:  Exportações de café não torrado registram alta de mais de 80% no preço na quarta semana de maio

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

Leia Também:  Preço do leite sobe no RS e projeção do Conseleite aponta R$ 2,5333 em abril

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA