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Corte de juros nos EUA e trégua comercial com a China reduzem tensões globais; economia brasileira mostra resiliência

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O cenário econômico mundial apresentou sinais de alívio nas tensões financeiras e geopolíticas, após decisões importantes nos Estados Unidos e um novo acordo entre Washington e Pequim. Segundo relatório do Rabobank, o Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) reduziu a taxa de juros dos fundos federais em 25 pontos-base, levando-a para o intervalo entre 3,75% e 4,00%, movimento amplamente esperado pelo mercado.

O presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, contudo, afirmou que não há garantia de novo corte em dezembro, adotando um tom cauteloso sobre os próximos passos da política monetária norte-americana.

EUA e China firmam trégua comercial e retomam negociações

No campo geopolítico, os presidentes dos Estados Unidos e da China chegaram a um acordo de trégua comercial por um ano, com ajustes tarifários e retomada gradual das trocas comerciais entre as duas maiores economias do mundo. A medida reduziu as incertezas sobre o comércio global e foi bem recebida pelos investidores internacionais.

Mercado de trabalho brasileiro segue firme diante da volatilidade global

Mesmo diante das turbulências externas, os indicadores de emprego no Brasil continuam mostrando força. De acordo com o Rabobank, o mercado de trabalho segue resiliente, refletindo uma economia doméstica com níveis consistentes de atividade.

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A instituição também destacou o comportamento cambial positivo: o real se valorizou 0,18% na última semana, encerrando o período cotado a R$ 5,3795, o oitavo melhor desempenho entre 24 moedas emergentes.

O Rabobank projeta que o dólar encerre 2025 próximo de R$ 5,55, sustentado pelo diferencial de juros entre Brasil e Estados Unidos e pela tendência de enfraquecimento global da moeda norte-americana.

IGP-M tem nova queda em outubro, puxado por commodities agrícolas

No cenário doméstico, o Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) apresentou retração de 0,36% em outubro, influenciado principalmente pela queda nos preços das commodities agrícolas, que pressionaram o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA).

Esse movimento indica desaceleração inflacionária, especialmente entre os produtos primários e industriais, contribuindo para aliviar custos de produção e preços ao consumidor.

Contas públicas seguem pressionadas e dívida bruta sobe

Os dados fiscais do Governo Central mostraram novo déficit de R$ 14,5 bilhões em setembro, resultado de receitas com crescimento modesto e despesas em ritmo ainda elevado.

O setor público consolidado também apresentou saldo negativo de R$ 17,5 bilhões, enquanto a dívida bruta do país aumentou para 78,1% do PIB, reforçando o desafio fiscal do governo diante da necessidade de equilíbrio entre arrecadação e gastos.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril

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O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.

Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços

A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.

No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.

O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.

Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante

No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:

  • Paraná: +20%
  • Rio Grande do Sul: +25%
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Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.

Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.

Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade

A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.

No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.

Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.

Câmbio limita repasse da alta internacional

Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.

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A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.

Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio

A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.

No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.

Fonte: Portal do Agronegócio

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