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MME lidera reunião ministerial sobre minerais críticos para a transição energética na COP 30
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O Ministério de Minas e Energia (MME) participou, nesta sexta-feira (14/11), da reunião “Das Minas às Redes Elétricas: Diálogo ministerial sobre minerais críticos para a transição energética”. O evento debateu como a cooperação global e o financiamento inovador podem acelerar cadeias de valor sustentáveis de minerais críticos com foco na transição energética justa e competitiva. A reunião foi parte da programação oficial da COP30, em Belém (PA).
Representando o ministro Alexandre Silveira, a secretária Nacional de Geologia, Mineração e Transformação Mineral (SNGM), Ana Paula Bittencourt, destacou que, pela primeira vez, o tema de mineração aparece de forma estruturada na Agenda de Ação de uma COP. Ela também destacou a necessidade de debater e reconhecer a importância dos minerais críticos.
“A transição energética e os minerais críticos e estratégicos guardam uma relação intrínseca, é urgente ter acesso e viabilizar a disponibilização deles para uso efetivo na economia verde. A transição energética mantém conexão muito forte com as demandas da eletrificação. Sem estes minerais, a transformação não será possível na velocidade e escala que a sobrevivência do planeta exige”, afirmou.
A secretária do MME ainda destacou que o Brasil reúne abundância de minerais críticos (como lítio, níquel, cobre, grafita e terras raras) e matriz elétrica majoritariamente renovável, posicionando de forma singular a liderança da mineração de baixo carbono.
“O Brasil está buscando se posicionar como uma grande potência mineral para assumir um papel na transformação industrial em nosso próprio território. Isso se dará naqueles minerais que sejam de interesse e relevância em nível nacional”, afirmou.
Na reunião, foi ressaltado que o acesso a minerais críticos é essencial para viabilizar a transição energética, mas não deve ocorrer a qualquer custo. O encontro enfatizou que a mineração é uma atividade de alto impacto e, por isso, exige a adoção das melhores salvaguardas ambientais e sociais.
Também foi destacada a necessidade de mecanismos de financiamento, inclusive para o mapeamento e o conhecimento do potencial geológico e mineral de diferentes regiões, e a importância da produção e processamento do cobre para a expansão e resiliência das redes elétricas.
Os participantes defenderam a diversificação das cadeias globais de suprimentos, sublinhando que o beneficiamento e a transformação dos minerais geram maior valor agregado e melhores oportunidades socioeconômicas para os países detentores desses recursos.
Participaram representantes do Reino Unido, Países Baixos, além da Agência Internacional de Energia (AIE), do Banco Mundial, Conselho Internacional de Mineração e Metais (ICMM), Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), IBRAM e empresas do setor.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



