CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

BRASIL

Discurso do senhor Vice-Presidente da República na Cerimônia de Abertura do Segmento de Alto Nível da COP30

Publicados

BRASIL

É uma honra estar aqui em Belém, no coração da Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, na abertura deste Segmento de Alto Nível da COP30. 

Em meio a tantos discursos, negociações, uma diretriz deve permanecer: esta deve ser a Conferência da Verdade, da Implementação e, sobretudo, da Responsabilidade. Responsabilidade com o planeta que habitamos, com as pessoas que aqui vivem e com as gerações que ainda virão.

Devemos, todos nós, agir de tal forma que toda decisão tomada no presente, política, econômica, industrial ou ambiental, contribua para preservar as condições de vida na Terra, proteger a biodiversidade e assegurar a justiça entre as gerações.

O Brasil e o governo do presidente Lula reconhecem a sua responsabilidade e os seus desafios no combate às mudanças climáticas. Somos guardiões de um dos maiores biomas do planeta, e a Amazônia é peça vital para o equilíbrio climático global. Nosso compromisso, de todos nós: elaborar os mapas do caminho para a transição energética e o fim do desmatamento ilegal.

Senhoras e senhores,

o tempo das promessas já passou. Cada fração de grau adicional no aquecimento global representa vidas em risco, mais desigualdade e mais perdas para aqueles que menos contribuíram com o problema. Por isso, esta COP deve marcar o início de uma década de aceleração e entrega. O momento em que o discurso se transforma em ação concreta, em que deixamos de debater metas e, todos nós, passamos a cumpri-las.

O Brasil chega a esta conferência reafirmando seu compromisso com a energia limpa, a inovação e a inclusão. Temos a matriz energética mais renovável entre as grandes economias e somos pioneiros em biocombustíveis e bioenergia. Este ano, o governo do presidente Lula aumentou para 30% a participação do etanol na gasolina, em caráter obrigatório, e aumentou para 15% o bio no diesel, em caráter obrigatório.

E a transição energética deve ser justa: não pode deixar ninguém para trás. Queremos que ela gere emprego, renda e desenvolvimento para todas as regiões e sirva de modelo de cooperação para outras nações.

Leia Também:  MJSP autoriza emprego da Força Penal Nacional na Bahia

Também reafirmamos o compromisso de trabalhar para zerar o desmatamento ilegal até 2030. O lançamento do Fundo Florestas Tropicais para Sempre, que mobilizou bilhões de dólares em investimentos, representa uma nova forma de aliar preservação, economia verde e justiça social. Proteger a floresta é proteger as pessoas — porque a vida humana e a natureza são inseparáveis.

Nesse sentido, precisamos buscar soluções criativas em áreas estratégicas, como na bioeconomia, que valoriza nossos recursos naturais de forma sustentável; na descarbonização, que é essencial para reduzir nossa pegada de carbono e que pode ser fortalecida com uma Coalizão Global de Mercados Regulados de Carbono, a qual estabelecerá mecanismos de carbono transparentes e coletivamente acordados e para a qual contamos com a adesão de mais e mais países.

A proteção das florestas depende, sobretudo, de quem vive nelas. Mais de 28 milhões de brasileiros moram na região amazônica e entre eles estão os povos indígenas e as comunidades tradicionais, que são os verdadeiros guardiões da floresta. O conhecimento ancestral desses povos é uma das mais poderosas formas de inteligência ecológica do planeta. A Amazônia, com toda a sua diversidade, deve ser o exemplo de que é possível crescer, produzir e conservar ao mesmo tempo.

O Brasil propõe que a COP30 deixe como legado mapas de ação integrados:

Na aceleração da transição energética, para sair da dependência dos combustíveis fósseis, a meta é triplicar a energia renovável e dobrar a eficiência energética até 2030. Essa data está logo ali, mas os dados mostram que a capacidade renovável hoje ainda é a metade do que seria necessário para alcançar a meta. Na mesma linha, o Compromisso de Belém ambiciona quadruplicar o uso de combustíveis sustentáveis até 2035 e 25 países já se juntarem ao esforço;

Na erradicação do desmatamento ilegal, já reduzimos, no Brasil, o desmatamento em 50%, mas temos que fazer mais. Ideias inovadoras, como o TFFF, podem contribuir concretamente para chegar ao objetivo;

Valorização das florestas, especialmente com foco na socio- e bioeconomia, assim como com a recuperação de áreas degradadas;

Leia Também:  Brasil Mais Crédito para o Turismo inicia mobilização nacional com mais de 400 atendimentos em Salvador

E promoção da cooperação entre governos, empresas e comunidades locais: somente em um “mutirão” lograremos mudar mentes e realidades.

O momento é para todos nós repactuar a nossa união em torno dos objetivos do Acordo de Paris.

A apresentação pelos governos de NDCs alinhadas ao objetivo de 1.5ºC do Acordo de Paris é um dos sinais de compromisso com o combate à mudança do clima e o reforço do multilateralismo.

A NDC do Brasil, ousada mas realista, que tive a honra de anunciar no ano passado, com a ministra Marina Silva na COP29, em Baku, determina compromisso de reduzir as emissões líquidas de gases de efeito estufa no país de 59% a 67% até 2035, em comparação aos níveis de 2005.

Em programas e políticas nacionais, o Brasil procura fazer a sua parte. A incorporação do setor industrial e tecnológico ao esforço é imprescindível e demanda coordenação eficaz e focada entre governo e setor privado em áreas como descarbonização industrial, economia circular, matriz energética renovável, fomento aos biocombustíveis, pesquisa de novos materiais e processos de produção mais eficientes.

E a COP30 marca, agora, a transição do regime, da negociação para a implementação. As várias decisões que sairão de Belém reforçarão mecanismos e estimularão novos arranjos para acelerar a ação de combate à mudança climática em escala global. E isso faremos por escolha própria, porque é a escolha certa a ser feita.

Estamos aqui, todos nós, para transformar a ambição em resultados e em boas políticas públicas. Nosso dever é garantir que a ação climática global seja guiada pela ética da responsabilidade — uma ética que une ciência, solidariedade, progresso e dignidade.

O Brasil acredita que ética, inovação e sustentabilidade não são caminhos paralelos, mas o mesmo caminho: o da responsabilidade compartilhada pelo futuro comum da humanidade. Convido os líderes aqui presentes a agirem com esse mesmo senso de urgência, de pragmatismo e de esperança. O tempo de agir é agora.

Muito obrigado.

Fonte: Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços

Propaganda

BRASIL

Fies amplia oportunidade para bolsistas parciais do Prouni

Publicados

em

Os estudantes pré-selecionados para bolsas parciais de 50% do Programa Universidade para Todos (Prouni), bem como aqueles que já são beneficiários desta modalidade, podem complementar o pagamento das mensalidades por meio do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). Para isso, devem concorrer a vagas do mesmo curso e turno em que possuem a bolsa, possibilitando o financiamento da parcela não coberta pelo benefício. Os interessados em acumular os dois programas podem se inscrever no processo seletivo do Fies até as 23h59 (horário de Brasília) de sexta-feira (17), pelo Portal Acesso Único ao Ensino Superior

O processo seletivo do Fies para o segundo semestre oferta 75,5 mil vagas disponibilizadas em 1.274 instituições. Ao todo, 28.741 cursos e turnos possuem vagas disponíveis para o financiamento do governo federal. 

Para conseguir utilizar os benefícios desses dois programas do Ministério da Educação (MEC) é preciso garantir a aprovação no Prouni com bolsa parcial e se inscrever no Fies para o mesmo curso, universidade, campus e turno no qual estuda ou estudará com a bolsa do Prouni.  

Prouni – Os candidatos que não foram pré-selecionados na primeira chamada do Prouni para o segundo semestre de 2026 ainda têm a oportunidade de concorrer tanto a uma bolsa do programa quanto a uma vaga no ensino superior por meio do Fies. Embora o resultado da primeira chamada do Prouni tenha sido divulgado na quarta-feira (15), os participantes que não foram contemplados nesta etapa ainda podem ser selecionados na segunda chamada ou por meio da lista de espera. Paralelamente, também podem disputar uma vaga de financiamento estudantil ao se inscrever no processo seletivo do Fies até sexta-feira (17).  

Leia Também:  Prouni 2026: Rio Grande do Sul terá 31,1 mil bolsas no 2º semestre

A segunda chamada do Prouni será divulgada no dia 5 de agosto, com o período para comprovação de informações da inscrição de 5 a 14 de agosto, direto na instituição de ensino para a qual o candidato tenha sido pré-selecionado. Outra oportunidade de conquistar a bolsa do Prouni é a lista de espera, para a qual o período para manifestar interesse em participar é de 26 a 27 de agosto. A divulgação da lista será no dia 1° de setembro, e a comprovação das informações de inscrição dos pré-selecionados deve ser feita entre 1° e 14 de setembro.  

Fies Social – O processo seletivo do Fies inclui a reserva de 50% das vagas para estudantes com renda familiar por pessoa de até meio salário mínimo e com inscrição ativa no Cadastro Único para programas sociais do governo federal (CadÚnico). Pré-selecionados que atendam às regras do Fies Social poderão financiar até 100% dos encargos educacionais, o que cobre os valores das mensalidades.  

Os estudantes pré-selecionados com renda familiar per capita de até meio salário mínimo, inscritos nas vagas do Fies Social, estão dispensados da comprovação da renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento (CPSA), mas devem comparecer à comissão para validação das demais informações. Caso a CPSA identifique, entre as informações prestadas, discrepância referente à renda familiar declarada, poderá ser exigida a apresentação de documentação complementar para comprovação.   

Leia Também:  Fórum Internacional de Mulheres no Turismo destaca trajetórias de sucesso e o futuro da liderança no setor

Os pré-selecionados para as vagas destinadas às pessoas com deficiência, tanto no Fies Social como no Fies, deverão comprovar sua condição por meio de laudo médico, atestando a espécie e o grau da deficiência, com expressa referência ao código correspondente da Classificação Internacional de Doenças (CID).  

Confira o cronograma completo do Fies para o segundo semestre de 2026:  

Inscrições: 14 a 17 de julho  
Resultado: 30 de julho  
Complementação das inscrições: 31 de julho a 4 de agosto  
Lista de Espera: 7 a 24 de setembro  

Fies – O Fundo de Financiamento Estudantil é um programa do MEC instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. Seu objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas que aderirem ao programa e possuírem avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).  

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Superior (Sesu)     

Fonte: Ministério da Educação

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA