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Bolsas globais recuam com apreensão sobre juros nos EUA; Brasil também opera com leve queda

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Os mercados internacionais fecharam em baixa nesta terça-feira, segundo os investidores avaliando a possibilidade cada vez menor de cortes nos juros pelo Federal Reserve. Nos Estados Unidos, o Dow Jones caiu 1,07%, para 46.091,68 pontos; o S&P 500 recuou 0,82%, a 6.617,37 pontos; e o Nasdaq teve queda de 1,21%, aos 22.432,85 pontos.

Na Europa, o clima também foi de aversão ao risco: o índice Stoxx Europe 600 caiu 1,76%, fechando em 561,62 pontos. Em Londres, o FTSE 100 recuou 1,27% (9.552,30 pontos), enquanto na Alemanha o DAX perdeu 1,77% (23.173,05 pontos), e na França o CAC 40 recuou 1,86% (7.967,93 pontos). As preocupações com avaliações de empresas de tecnologia e juros elevados pelo Fed pesaram fortemente no sentimento.

Mercados Asiáticos Sintetizam Riscos Geopolíticos e de Setor

Na Ásia, os mercados registraram quedas generalizadas, com o setor de novas energias particularmente afetado.

  • Em Tóquio, o Nikkei caiu 3,2%, para 48.702 pontos.
  • Em Hong Kong, o Hang Seng recuou 1,72%, a 25.930 pontos.
  • Já em Xangai, o SSE Composite perdeu 0,81%, fechando em 3.939 pontos, e o CSI 300 caiu 0,65%, para 4.568 pontos.
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Em Seul, o KOSPI registrou baixa de 3,32%, a 3.953 pontos. Em Taiwan, o índice caiu 2,52%, para 26.756 pontos, e em Cingapura, o recuo foi de 0,80%, aos 4.507 pontos.

Além do fator macro, as tensões diplomáticas entre China e Japão — especialmente em torno de comentários sobre Taiwan — ampliaram o nervosismo. Em Hong Kong, por exemplo, o Hang Seng operou em queda pela quarta sessão seguida. Na China continental, no entanto, houve alguma resiliência: o SSE Composite subiu 0,2%, enquanto o CSI 300, que reúne grandes empresas de Xangai e Shenzhen, avançou 0,4%.

Setores como energia e financeiro registraram ganhos pontuais, mas partes mais sensíveis, como mídia e imobiliário, sofreram com a aversão ao risco geopolítico.

Impacto no Brasil: Ibovespa Tende à Baixa com Influência Externa

No Brasil, o principal índice da B3, o Ibovespa, operou com leve queda, refletindo o ambiente externo adverso. A combinação de juros mais firmes nos Estados Unidos e a aversão global ao risco atingiu o humor dos investidores locais, ainda que o Brasil tenha exposição menor a algumas dessas variáveis.

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Conclusão: Mercados Globais em Modo de Cautela

O quadro atual reforça a sensação de precaução entre investidores: altas valorizações, menor chance de cortes de juros pelo Fed, pressão regulatória sobre setores de tecnologia e novas energias, e riscos geopolíticos intensificados. Para o Brasil, embora menos diretamente dependente de todos esses fatores, o impacto externo serve de freio para operações mais agressivas.

O monitoramento agora se volta para os próximos discursos do Fed, os indicadores econômicos dos EUA e o desenrolar das relações diplomáticas na Ásia — variáveis que podem ditar os rumos dos investimentos globais e, consequentemente, repercutir no agronegócio nacional.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Workshop discute adequação do Brasil ao Acordo sobre Subsídios à Pesca da OMC

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Com foco na análise de políticas pesqueiras conforme as regras internacionais, foi realizado nesta quinta-feira (17) o primeiro dia de Workshop sobre o Projeto de Diagnóstico de Conformidade do Brasil com o Acordo sobre Subsídios à Pesca da Organização Mundial do Comércio (OMC), na sede do Ministério da Pesca e Aquicultura (MPA), em Brasília. O evento é promovido em parceria com o Instituto Nacional de Pesquisas Oceânicas (INPO). O encontro reúne pesquisadores e especialistas das instituições envolvidas.

Durante a programação, a primeira apresentação aborda o Acordo de Subsídios da OMC e o Projeto Fish Fund, com informações sobre regras internacionais relacionadas a subsídios pesqueiros, pesca INDR, estoque sobre pescados e outros subsídios. Assim como o projeto utilizado como referência para o desenvolvimento dos trabalhos no Brasil. Na sequência, são apresentados os resultados preliminares da matriz de subsídios, etapa que busca organizar os diferentes tipos de apoio público relacionados ao setor, permitindo uma visão ampla das políticas existentes. A análise também contempla o Plano Safra, considerando as linhas de crédito, financiamento e demais instrumentos de apoio que abrangem as atividades de pesca e aquicultura.

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O workshop também realiza uma apresentação de resultados preliminares com avaliações de estoques, tema que envolve a análise das informações disponíveis sobre as populações de espécies exploradas pela pesca e constitui um elemento importante para compreender a situação dos recursos pesqueiros e subsidiar sua gestão. Os resultados apresentados evidenciam a necessidade de aumentar o esforço nacional destinado à atualização dos estoques avaliados. A programação inclui ainda uma apresentação sobre a proposta de criação do Programa Permanente de Avaliação de Estoques Pesqueiros (PROESTOQUES), iniciativa apresentada como uma proposta de estrutura permanente para organizar e fortalecer a produção e a sistematização de informações científicas utilizadas na avaliação dos estoques. Nesse contexto, destaca-se que conhecer o estado dos estoques é condição para qualificar a gestão pesqueira e orientar o uso sustentável dos recursos, reforçando a relevância de mecanismos permanentes de produção para subsidiar a tomada de decisões e o ordenamento da atividade pesqueira.

Matheus Silveira
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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