BRASIL
Boas práticas na negociação coletiva revelam avanços e apontam novos caminhos para o diálogo social
BRASIL
A Semana Nacional de Promoção da Negociação Coletiva, promovida pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) por meio da Secretaria de Relações do Trabalho (SRT), reuniu, no dia 24 de novembro, especialistas e representantes de trabalhadores e do setor empresarial para discutir o avanço das boas práticas que vêm transformando as relações de trabalho no Brasil. No painel online “Boas práticas em negociações coletivas: transformação social por meio do diálogo”, foram apresentados resultados concretos do projeto desenvolvido pelo MTE em parceria com o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE), que analisou cláusulas inovadoras registradas no Sistema Mediador e sistematizou 24 boletins temáticos com experiências de destaque em todo o país.
Ao mediar o painel, o diretor do Departamento de Relações do Trabalho da SRT/MTE, André Grandisoli, destacou o compromisso do Ministério em fomentar o diálogo social como pilar da legislação trabalhista e da modernização das relações laborais. Ele lembrou que a Semana Nacional foi criada justamente para fortalecer sindicatos e ampliar a cultura negocial, ocorrendo sempre em novembro em referência à ratificação, pelo Brasil, da Convenção nº 98 da OIT, marco histórico para a negociação coletiva. Grandisoli enfatizou ainda que o levantamento de boas práticas apresenta exemplos concretos de inovação e responsabilidade social que já integram as mesas de negociação em todo o país. “A negociação coletiva precisa trazer transformações reais no cotidiano das empresas e dos trabalhadores. O papel do MTE é fortalecer esse ambiente, aprimorar instrumentos como a mediação, registrar e dar visibilidade às experiências que inspiram soluções modernas, sustentáveis e eficientes”, disse.
Daniel Ribeiro, representante do DIEESE e um dos responsáveis pela elaboração dos boletins, explicou que o estudo identificou cláusulas que ultrapassam a simples reprodução da legislação e asseguram avanços concretos em áreas como equidade racial e de gênero, saúde mental, responsabilidades familiares, inovação tecnológica, proteção a pessoas LGBTQIAPN+, meio ambiente, ação sindical, qualificação profissional e acessibilidade. Segundo ele, a iniciativa reforça o papel da negociação coletiva como instrumento efetivo de promoção de direitos. “Grande parte dos instrumentos repete a legislação, mas há experiências valiosas que ampliam garantias e mostram soluções criativas e eficazes. O estudo permite divulgar essas práticas e estimular sua adoção por outras categorias, oferecendo um repertório real de como a negociação pode melhorar a vida das pessoas”, afirmou.
Representando os trabalhadores, Joseval Barbosa da Silva, presidente do Sinttel Alagoas, ressaltou o impacto direto do projeto no aprimoramento das negociações no setor de telecomunicações. Ele ressaltou que a pesquisa do MTE e do DIEESE deu visibilidade a cláusulas avançadas já existentes e inspirou novas possibilidades de atuação. Joseval reforçou que o setor negocia de forma unificada em âmbito nacional e citou o acordo coletivo com a TIM como exemplo de práticas inovadoras, incluindo cláusulas sobre transição de gênero, reprodução assistida, apoio a filhos com deficiência, medidas de combate ao assédio, proteção diante de violência doméstica e racismo, políticas de equidade e licença para pessoas LGBTQIAPN+ vítimas de violência. “Esses temas há duas décadas sequer entrariam na mesa de negociação. Hoje são centrais, porque tratamos de pessoas, independentemente de qualquer característica. A evolução das cláusulas acompanha a evolução da sociedade”, informou.
Pelo setor empresarial, José Luiz Froes, responsável pelas Relações Sindicais e de Trabalho da TIM S/A, destacou que a valorização do diálogo tem permitido construir soluções sustentáveis e inovadoras. Ele parabenizou o MTE e o DIEESE pela iniciativa de organizar e disponibilizar as cláusulas no conjunto de boletins, que considerou um instrumento inspirador e essencial para qualificar o debate. Froes elogiou ainda o Sistema Mediador, que utiliza há mais de uma década como base de registro: “É uma ferramenta muito eficiente e amigável, que não só dá transparência às negociações como possibilita trabalhos analíticos como este. A sistematização das cláusulas mostra a capacidade real da negociação coletiva de promover melhorias nas condições de trabalho, estimular inovação social e disseminar práticas responsáveis”.
O painel reforçou a importância do diálogo tripartite e da institucionalidade da negociação coletiva no país, evidenciando que as boas práticas já registradas revelam um potencial ainda maior de transformação. Os participantes destacaram que a cultura negocial se fortalece quando governo, sindicatos e empresas reconhecem o valor do diálogo e atuam de forma articulada para ampliar garantias, enfrentar desigualdades e responder às mudanças econômicas, tecnológicas e sociais.
Confira aqui os boletins “Boas Práticas Trabalhistas”.
Clique aqui para conferir o painel 1 “Boas Práticas em Negociações Coletivas – Transformação Social por Meio do Diálogo”.
BRASIL
Salão do Turismo divulga inventário de emissões de gases de efeito estufa e guia com princípios regenerativos
A COP30 foi um marco para o turismo brasileiro e voltará a ganhar destaque no Salão do Turismo 2026. Duas das iniciativas mais inovadoras propostas pelo país durante o evento serão compartilhadas no Núcleo do Conhecimento, no dia 7 de maio: o Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa do Turismo e o Guia com Princípios Regenerativos para a Ação Climática no Turismo.
Organizado pelo Ministério do Turismo (MTur) e pela primeira vez no Nordeste, o Salão do Turismo será realizado no Centro de Eventos do Ceará, de 7 a 9 de maio, com entrada gratuita e aberta ao público geral.
O painel “COP30: Impacto, Legado e Próximos Passos” visa promover um debate sobre os impactos da COP no Brasil e no setor de turismo, abordando as ações em andamento e o papel estratégico do turismo no enfrentamento às mudanças climáticas.
A iniciativa também busca discutir como o setor vem estruturando políticas públicas para alinhar seu desenvolvimento à agenda climática internacional, reforçando o papel do turismo na transição para uma economia de baixo carbono.
O encontro terá a participação de Glauber Santos, da Universidade de São Paulo; Elena Tarditi, especialista sênior em projetos da ONU Turismo; e Marina Marinho, do Fórum Nacional dos Secretários e Dirigentes Estaduais de Turismo (Fornatur), reunindo perspectivas acadêmicas, institucionais e internacionais sobre o tema.
O debate faz parte do lançamento do primeiro Inventário Internacional de Emissões de Gases de Efeito Estufa no Turismo, iniciativa liderada pelo MTur, em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O inventário permitirá identificar e medir as emissões geradas por atividades como transporte, hospedagem e visitas a atrativos turísticos, contribuindo para uma compreensão mais precisa dos impactos do setor.
As discussões também abordarão o Guia com Princípios Regenerativos para a Ação Climática no Turismo, material em elaboração e resultado de um projeto conjunto entre Ministério do Turismo, ONU Turismo e Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
As ações apresentadas integram o Plano de Aceleração de Soluções para o Turismo, proposto durante a COP30, que visa tornar o setor mais sustentável e resiliente às mudanças climáticas.
A iniciativa promove a adoção de medidas de adaptação, a ampliação de investimentos em projetos ambientais e o desenvolvimento de soluções inovadoras, contribuindo para posicionar o Brasil como referência global na integração entre turismo e o enfrentamento às mudanças climáticas.
Durante o Salão, os participantes terão a oportunidade de conhecer os avanços dessa agenda e discutir caminhos para a transição justa do turismo rumo a práticas mais sustentáveis, inovadoras e alinhadas aos compromissos internacionais de redução de emissões.
SOBRE O SALÃO DO TURISMO – Em sua histórica 10ª edição, o Salão do Turismo desembarca pela primeira vez no Nordeste, transformando Fortaleza na capital do turismo brasileiro.
Realizado pelo Ministério do Turismo, com apoio do Governo do Estado do Ceará e Prefeitura da Cidade de Fortaleza, o evento é uma vitrine viva das 27 unidades da Federação, promovendo uma imersão que une o sabor da gastronomia regional, a riqueza do artesanato e o pulsar das manifestações culturais com o que há de mais moderno em tecnologia e inovação no setor.
Mais do que uma exposição, o evento é o ponto de encontro estratégico para o trade e uma viagem completa pelo Brasil; tudo em um só lugar.
PROGRAME-SE:
Data: 7 a 9 de maio
Local: Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza
Entrada: Gratuita e aberta ao público.
Credenciamento: Inscreva-se aqui
Como chegar: Confira as rotas para o Centro de Eventos
Fortaleza: Dicas do que curtir na cidade durante o evento
Por Bárbara Magalhães
Fonte: Ministério do Turismo
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