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Tecnologia e inovação marcam Dia de Campo da East-West Seed em Bragança Paulista

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Evento reúne profissionais de seis países

Entre os dias 11 e 13 de novembro, a East-West Seed (EWS) realizou mais uma edição do seu Dia de Campo, na Estação Experimental da empresa, em Bragança Paulista (SP). O evento contou com a presença de profissionais do Brasil, Holanda, Alemanha, Guatemala, México e Paraguai, além de produtores rurais, viveiristas e distribuidores do setor hortícola.

A programação foi marcada por demonstrações tecnológicas, lançamentos de variedades, apresentações técnicas e um show musical, promovendo a troca de experiências entre os participantes e a equipe de especialistas da EWS.

Apoio ao pequeno produtor é prioridade, afirma presidente da EWS

Na abertura do evento, Fabricio Benatti, presidente da East-West Seed na América Latina, reforçou o compromisso da empresa em apoiar os agricultores familiares e pequenos produtores.

“Apoiamos os pequenos produtores de todo o mundo, compartilhando conhecimentos e soluções que ajudam no incremento produtivo”, destacou Benatti.

Brasil é país estratégico para a empresa, diz executiva global

Durante o encontro, Maya Muller, gerente global de comunicação da companhia e representante da Holanda, ressaltou o papel estratégico do Brasil nas operações globais da East-West Seed.

“Nós acordamos todos os dias pensando em produzir materiais com as melhores tecnologias e em como entregá-los no prazo certo. Estamos sempre disponíveis para ouvir nossos clientes e parceiros, com o objetivo de melhorar a cada dia”, afirmou.

Novas variedades de hortaliças foram destaque no campo

Os participantes puderam conferir de perto as novas variedades desenvolvidas pela East-West Seed, conhecendo seus diferenciais em vigor, qualidade, facilidade de manejo e alta produtividade.

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Entre os lançamentos, estiveram:

  • Tomates: Gyottone, Napolitano, Soberano, Paraty, Évora e Ibiza;
  • Alfaces: Bia, Daniele e Rubra;
  • Mamões: Sabrosa e Vega;
  • Cebola: Dallas;
  • Melancia: Star Red.

No total, mais de 120 participantes acompanharam as apresentações e encerraram o evento com um show do cantor Chackal.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Trigo: El Niño aumenta risco climático e produção brasileira pode cair 20% na safra 2026/27

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O mercado brasileiro de trigo entra na safra 2026/27 cercado por desafios. A combinação de redução da área cultivada, custos elevados de produção e a confirmação do fenômeno El Niño deve impactar significativamente a produção nacional, que pode registrar queda próxima de 20% em relação ao ciclo anterior.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal de junho, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca um cenário de maior risco para os produtores, especialmente devido aos possíveis efeitos climáticos sobre a qualidade dos grãos.

Plantio avança, mas produtores reduzem investimentos

Segundo dados da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a semeadura do trigo já alcançou 45,3% da área prevista para a temporada 2026/27. As condições iniciais das lavouras são consideradas favoráveis, principalmente na Região Sul, onde a umidade tem contribuído para a boa emergência das plantas e o desenvolvimento vegetativo.

Apesar disso, o ambiente econômico segue desafiador. A rentabilidade considerada insatisfatória tem levado muitos produtores a reduzirem investimentos e diminuírem a área destinada ao cereal.

A projeção da Conab aponta retração de 13,4% na área cultivada. Somada a uma expectativa de produtividade 7,6% menor, a produção brasileira deverá atingir aproximadamente 6,2 milhões de toneladas, representando uma queda de cerca de 20% frente ao ciclo anterior.

Além da redução de área, os custos mais elevados de produção têm limitado o uso de tecnologias e investimentos em manejo, fator que também contribui para o viés baixista da safra.

El Niño amplia preocupação com a qualidade do trigo

A confirmação do El Niño adiciona uma nova camada de incerteza ao mercado. Embora o fenômeno possa favorecer o fornecimento de água durante as fases iniciais de desenvolvimento das lavouras, o excesso de chuvas ao longo do ciclo preocupa produtores e analistas.

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O principal risco está relacionado ao aumento da incidência de doenças e à perda de qualidade dos grãos na fase final de maturação e colheita, situação historicamente observada em anos sob influência do fenômeno climático.

A qualidade do trigo é um fator decisivo para a indústria moageira e para a formação dos preços, tornando o clima uma variável estratégica para o mercado nos próximos meses.

Mercado doméstico registra valorização durante a entressafra

Enquanto a nova safra está sendo implantada, os preços do trigo seguem firmes no mercado interno. No Paraná, principal estado produtor do país, o cereal foi negociado próximo de R$ 70 por saca na primeira quinzena de junho, acumulando valorização nos últimos 30 dias.

O movimento reflete a baixa liquidez típica do período de entressafra. Produtores permanecem retraídos nas vendas, enquanto os moinhos adotam postura cautelosa diante das dificuldades de repassar aumentos aos preços da farinha.

A valorização recente do dólar também contribuiu para sustentar as cotações domésticas, elevando a paridade de importação e fortalecendo o mercado interno.

Cenário internacional segue volátil

No mercado global, o trigo apresentou forte volatilidade entre maio e junho. As cotações em Chicago chegaram a superar US$ 6,60 por bushel durante maio, impulsionadas pela seca nas regiões produtoras dos Estados Unidos.

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No entanto, o avanço da colheita no Hemisfério Norte, a melhora das condições climáticas em áreas produtoras americanas e perspectivas mais favoráveis para a safra russa provocaram correções nos preços no início de junho.

Apesar disso, persistem incertezas relevantes em importantes origens globais, como Ucrânia e Rússia, o que mantém o mercado sensível a qualquer alteração climática ou geopolítica.

Dependência de importações deve continuar elevada

Com a perspectiva de menor produção nacional, o Brasil deve manter elevada dependência das importações para abastecer o mercado interno.

Nesse contexto, a formação dos preços domésticos continuará fortemente influenciada pelo câmbio e pela competitividade do trigo argentino, principal fornecedor do cereal ao mercado brasileiro.

A expectativa é que os preços permaneçam sustentados durante a entressafra, embora o amplo abastecimento global limite movimentos mais expressivos de valorização no mercado internacional.

Perspectivas para o setor

O cenário para o trigo em 2026/27 combina fundamentos de oferta mais restrita no Brasil com riscos climáticos crescentes associados ao El Niño. Para os produtores, o momento exige atenção redobrada ao manejo das lavouras, estratégias de comercialização e gestão de riscos.

Enquanto o mercado acompanha a evolução do clima e do plantio, a qualidade da safra deverá ser um dos principais fatores para determinar o comportamento dos preços e a competitividade do cereal brasileiro nos próximos meses.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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