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MEC lança projeto de formação para EJA no sistema prisional

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Para qualificar profissionais da educação e da execução penal da educação de jovens e adultos (EJA), ampliando reflexão sobre a modalidade e as especificidades da privação de liberdade, o Ministério da Educação (MEC) lançou o Projeto de Formação em Serviço para a Educação de Jovens e Adultos em Prisões (Eduprisões). As pessoas privadas de liberdade têm direito à educação, o que é decisivo para reconstrução de suas trajetórias e a reintegração na sociedade. A EJA nas prisões amplia perspectivas de vida, reduz reincidência e fortalece a cidadania. O lançamento ocorreu na terça-feira, 9 de novembro, e foi transmitido pelo canal da UFRRJ no YouTube. 

A iniciativa faz parte do Pacto Nacional pela Superação do Analfabtismo e Qualificação da EJA (Pacto EJA) e foi construída pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), em parceria com a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), e com a Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).  

O encontro apresentou o Eduprisões, suas diretrizes iniciais, e promoveu o diálogo interinstitucional sobre o tema. Para a Secadi, o projeto fortalece a agenda nacional da EJA para pessoas privadas de liberdade, bem como a inclusão social, a justiça e a reintegração comunitária. A mesa institucional de abertura contou com a presença da diretora de Políticas de Alfabetização e EJA do MEC, Ana Lúcia Sanches; do diretor de Políticas Penitenciárias da Senappen, Sandro Abel Barradas; do reitor da UFRRJ, Roberto Rodrigues; e da coordenadora de Educação a Distância da UFRRJ, Gabriela Rizo. 

De acordo com o artigo 205 da Constituição Federal, a educação é um direito de todos e um dever do Estado e da família, essencial ao pleno desenvolvimento da pessoa e ao preparo para o exercício da cidadania. Esse princípio também se aplica às pessoas privadas de liberdade, conforme dispõe a Lei de Execução Penal nº 7.210/1984. Em seu artigo 17, a lei detalha a assistência educacional e estabelece a oferta do ensino obrigatório, além do ensino médio regular ou supletivo, conforme determina a Constituição. 

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A diretora Ana Sanches afirmou que o projeto de formação foi construído pela mobilização do MEC e do Ministério da Justiça, em favor da cidadania e dos direitos de cada pessoa, em uma perspectiva humana e solidária. “Nós podemos juntos contribuir para uma vida melhor de cada cidadão e cidadã que, em decorrência de muitos motivos, levou-os à privação de liberdade, o que não significa que essas pessoas estejam condenadas a viver sem a possibilidade da educação em suas vidas”, ressaltou. 

Sanches informou que o Plano Nacional para o Enfrentamento do Estado de Coisas Inconstitucional nas Prisões Brasileiras (Pena Justa), criado pela Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2025, envolve muitos ministérios “comprometidos em fazer da privação de liberdade não um lugar de descarga de pessoas, mas um lugar de cidadania, efetiva dignidade e do direito inalienável da educação para todas as pessoas no decorrer da vida e em seus múltiplos contextos”. 

A professora e coordenadora-geral de Educação de Jovens e Adultos da Secadi, Mariângela Graciano, uma das idealizadoras do projeto, informou que Pacto EJA possui aproximadamente 2 mil coordenadores que atuam nos estados, cerca de 1,2 mil formadoras regionais e 650 articuladores. “Eles estão a serviço da educação de jovens e adultos em todos os contextos, inclusive no espaço de privação de liberdade”, pontuou.  

Para criação do Eduprisões, Mariângela contou que foram ouvidos os profissionais da educação e da execução penal. “Houve uma consulta para escutar esses profissionais e mais de 4 mil pessoas participaram, indicaram e registraram os seus desejos de formação. A educação é um direito humano e nós, como a gentes públicos, devemos satisfazer esses direitos por meio de políticas públicas, e esta é uma delas”, comentou. 

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A programação contou ainda com a coordenadora Fabiana Rodrigues, da UFRRJ, que falou sobre a construção do projeto em parceria com o MEC. Além disso, houve uma roda de conversa com as professoras Eli Torres e Aline Campos, que trouxeram reflexões fundamentais sobre a EJA e sobre os desafios da educação em prisões. 

A inciativa marca um passo histórico na garantia do direito à educação em contextos de privação de liberdade, fortalecendo a integração entre educação e execução penal e qualificando o trabalho dos profissionais que atuam nesses espaços.  

Participaram da transmissão representantes da Secadi, pesquisadores, profissionais da educação e do sistema prisional, além de convidados vinculados à pauta da EJA em privação de liberdade. 

Pacto EJA – Instituído pelo Decreto nº 12.048/2024, o Pacto Nacional pela Superação do Analfabetismo e Qualificação da Educação de Jovens e Adultos é uma política pública construída de forma colaborativa pelo MEC com a União, os estados, o Distrito Federal e os municípios. Os objetivos são superar o analfabetismo; elevar a escolaridade; ampliar a oferta de matrículas da EJA nos sistemas públicos de educação, inclusive entre os estudantes privados de liberdade; e aumentar a oferta da EJA integrada à educação profissional.   

Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi 

Fonte: Ministério da Educação

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Ministério do Turismo destina R$ 2 milhões para o “São João” de Campina Grande (PB)

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O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, anunciou nesta quinta-feira (14), em visita a Campina Grande (PB), a destinação de R$ 2 milhões para a festa de São João da cidade, a maior do Brasil.

A iniciativa do Ministério do Turismo fortalece a infraestrutura e a promoção do evento, que neste ano marca os 40 anos do Parque do Povo, o “Quartel General do Forró”, palco do festejo junino. Durante 33 dias (3 de junho a 5 de julho), a celebração terá nomes como Elba Ramalho, Wesley Safadão e Roberto Carlos.

O ministro Gustavo Feliciano afirmou que a destinação dos recursos busca potencializar a capacidade do São João de valorizar a identidade brasileira e de impactar positivamente a economia local, com grandes reflexos na geração de emprego, renda e inclusão social.

“Esse investimento do governo do presidente Lula é um reconhecimento à grandeza de Campina Grande e à força da cultura nordestina. Não se trata apenas de uma festa, mas de uma gigantesca indústria que proporciona diversas oportunidades de trabalho a milhares de famílias”, enfatizou Feliciano.

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Em 2025, os festejos juninos de Campina Grande receberam cerca de 3,2 milhões de visitantes e movimentaram mais de R$ 740 milhões, segundo a Prefeitura Municipal. Na edição de 2026, a expectativa é de que o evento injete R$ 800 milhões na economia local, com um público de 3,5 milhões de pessoas.

“O apoio do Ministério do Turismo garante que benefícios do evento cheguem a todos: ao público, ao artesão, ao vendedor ambulante e à hotelaria, convertendo tradição em dignidade social. Estamos aqui para garantir que essa engrenagem de cultura e desenvolvimento continue com força total”, completou o ministro.

As comemorações de São João figuram entre os eventos que mais impulsionam a economia brasileira, ficando atrás apenas do Natal e do Carnaval em movimentação financeira. No ano passado, os festejos juninos movimentaram cerca de R$ 7,4 bilhões, conforme projeções do Ministério do Turismo.

São João como produto turístico

O investimento integra esforços do Ministério do Turismo no sentido de divulgar as celebrações e atrair mais visitantes. No último mês de março, em parceria com a Embratur, a pasta fez uma ação inédita na capital argentina, levando a Buenos Aires grupos de Campina Grande e de outras cidades nordestinas para se apresentarem no Obelisco, um dos principais atrativos turísticos locais.

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Reforço para celebrações na Paraíba

Além do apoio ao São João de Campina Grande, o ministro Gustavo Feliciano vai anunciar nesta sexta-feira (15), em João Pessoa (PB), recursos para os festejos juninos de mais de 70 municípios da Paraíba.

A iniciativa do Governo do Brasil busca ampliar a atração de público aos eventos e os reflexos econômicos e sociais das celebrações nas várias cidades paraibanas que os organizam.

Por André Martins

Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo

Fonte: Ministério do Turismo

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