CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Como evitar o entupimento de mangueiras na irrigação por gotejamento e garantir eficiência na lavoura

Publicados

AGRONEGOCIOS

O entupimento das mangueiras e emissores é um dos problemas mais comuns — e também um dos mais fáceis de prevenir — na irrigação por gotejamento. Quando não há uma rotina de limpeza e manutenção, a obstrução pode reduzir a uniformidade da irrigação e comprometer diretamente o crescimento e a produtividade das plantas.

De acordo com o engenheiro agrônomo Elídio Torezani, diretor da Hydra Irrigações, primeira revenda Netafim no Brasil, o problema geralmente é percebido tardiamente.

“O produtor costuma notar o entupimento apenas quando a lavoura apresenta diferenças de cor ou vigor entre as plantas. Quando isso acontece, parte da área já está recebendo pouca água há dias”, alerta o especialista.

Principais causas do entupimento das mangueiras

O entupimento no sistema de gotejamento está ligado a três fatores principais: partículas sólidas, resíduos orgânicos e acúmulo químico dentro das tubulações.

As partículas sólidas, como areia e outros sedimentos, surgem quando a filtragem é ineficiente ou não há limpeza periódica. Já os resíduos orgânicos, como algas e biofilmes, se formam especialmente em sistemas expostos ao sol ou que não passam por desinfecção regular.

Leia Também:  Exportações de milho do Brasil crescem 12% em outubro e atingem 40% do total embarcado em 2024

Por fim, depósitos químicos — formados por ferro, manganês ou carbonatos — ocorrem em águas com alta concentração mineral.

“Essas impurezas reduzem a passagem de água e, com o tempo, podem bloquear totalmente os gotejadores. O tratamento da água precisa ser definido antes de ligar o sistema, e não depois que o problema aparece”, explica Torezani.

Filtragem eficiente: o primeiro passo para evitar problemas

A filtragem correta é essencial para o bom funcionamento da irrigação por gotejamento. Filtros de areia, disco ou tela devem ser selecionados de acordo com a origem da água — seja ela proveniente de rio, represa ou poço — e limpos regularmente.

“O filtro precisa ser dimensionado conforme a vazão do sistema. Não adianta ter um bom conjunto de irrigação se o filtro não garante o fluxo adequado ao longo do tempo”, orienta o engenheiro.

Além disso, é recomendável realizar lavagens periódicas por arraste, tanto nas extremidades dos tubos de PVC quanto nos finais das mangueiras. Essas lavagens ajudam a eliminar sedimentos acumulados. Em muitas propriedades, uma limpeza semanal é suficiente para evitar a maioria dos entupimentos.

Leia Também:  Produção de etanol nos EUA sobe para 1,036 milhão de barris por dia e estoques recuam
Manutenção técnica garante eficiência e longevidade do sistema

Mesmo com os cuidados diários, é fundamental que o sistema passe por inspeções regulares, a fim de identificar variações de pressão e vazão. Em alguns casos, pode ser necessária a aplicação de produtos químicos específicos para eliminar biofilmes e algas — sempre com orientação de um profissional capacitado.

“Todo sistema de irrigação exige atenção. Ele pode ser moderno, automatizado e eficiente, mas sem manutenção não cumpre seu papel. O segredo está na prevenção”, reforça Torezani.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

AGRONEGOCIOS

Marfrig e BRF lançam Sadia Halal e avançam com IPO na Arábia Saudita de olho em mercado de 350 milhões de consumidores

Publicados

em

As gigantes brasileiras do setor de proteínas, Marfrig e BRF, anunciaram a criação da Sadia Halal, uma joint venture estratégica voltada à produção e distribuição de alimentos halal no Oriente Médio. A nova empresa nasce com foco na Arábia Saudita e nos Emirados Árabes Unidos e já tem planos de abertura de capital (IPO) na bolsa de Riade.

De acordo com fato relevante divulgado pelas companhias, a Sadia Halal possui um valor de mercado estimado em US$ 2,07 bilhões e integra ativos relevantes das operações regionais, consolidando-se como uma das maiores plataformas globais de proteína halal.

Estrutura societária e investimentos iniciais

A joint venture é liderada pela BRF, por meio de sua subsidiária integral BRF GmbH, que detém 90% de participação na nova empresa. Os outros 10% pertencem à Halal Products Development Company (HPDC), subsidiária do fundo soberano saudita Public Investment Fund (PIF).

O acordo prevê um investimento inicial de US$ 24,3 milhões por parte da HPDC, além de um aporte adicional de US$ 73,1 milhões até o final do ano, em uma operação primária que visa fortalecer a expansão da companhia.

Leia Também:  Pecuária ganha destaque na Abertura da Colheita do Arroz com debate sobre integração lavoura-pecuária
IPO em Riade e estratégia de crescimento

As empresas já iniciaram os preparativos para a listagem da Sadia Halal na bolsa de valores da Arábia Saudita, movimento que reforça a estratégia de internacionalização e captação de recursos no mercado global.

A abertura de capital deve ampliar a capacidade de investimento da joint venture, além de consolidar sua presença em mercados estratégicos com alta demanda por proteína certificada halal.

Acesso a mercado consumidor em expansão

A Sadia Halal nasce com acesso direto a uma base de mais de 350 milhões de consumidores distribuídos em 14 países islâmicos. O mercado halal segue em forte crescimento global, impulsionado por fatores demográficos, culturais e pela expansão do consumo de alimentos certificados conforme as leis islâmicas.

Produtos halal são aqueles produzidos de acordo com as normas do Islã, sendo permitidos para consumo por muçulmanos — um requisito essencial para atuação nesses mercados.

Brasil segue como base produtiva

Como parte da estratégia operacional, a BRF firmou um acordo de fornecimento de longo prazo com a nova empresa. O contrato prevê o envio de produtos a partir das unidades brasileiras por um período inicial de 10 anos, com possibilidade de renovação.

Leia Também:  Agronegócio puxa crescimento e redesenha ranking das economias estaduais em 2025

O movimento reforça o papel do Brasil como um dos principais fornecedores globais de proteína halal, agregando valor à produção nacional e ampliando o alcance das exportações do agronegócio.

Consolidação global no setor de proteínas

A criação da Sadia Halal marca mais um passo relevante na consolidação internacional das empresas brasileiras do setor de carnes. A iniciativa fortalece a presença no Oriente Médio, uma das regiões mais estratégicas para o crescimento do consumo de proteína animal.

Com estrutura robusta, apoio de capital saudita e acesso a mercados em expansão, a nova joint venture posiciona Marfrig e BRF de forma ainda mais competitiva no cenário global.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA