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Ministério da Saúde libera mosquitos estéreis para impedir a reprodução do Aedes aegypti em território indígena

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O Ministério da Saúde iniciou, nesta sexta-feira (12), a liberação de mosquitos machos Aedes aegypti estéreis na Aldeia Cimbres, em Pesqueira (PE). Foram soltos 50 mil insetos para fortalecer o controle de arboviroses no território. A estratégia impede que os mosquitos, ao acasalarem com as fêmeas, produzam descendentes, contribuindo para a redução gradual da população do vetor e da transmissão de vírus.

A iniciativa marca o início da aplicação da Técnica do Inseto Estéril por Irradiação (TIE) em território indígena, em parceria com a Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco, o Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Pernambuco e a Secretaria Municipal de Saúde de Pesqueira. Nas próximas fases, está prevista a liberação semanal de mais de 200 mil mosquitos estéreis.

Além da Aldeia Cimbres, a tecnologia será implantada inicialmente no território Guarita, em Tenente Portela (RS), e nas áreas indígenas de Porto Seguro e Itamaraju (BA). O investimento inicial é de R$ 1,5 milhão, contemplando produção, logística e monitoramento da estratégia.

A continuidade e a expansão da iniciativa dependerão dos resultados alcançados e da avaliação técnica das equipes envolvidas. Os dados obtidos permitirão analisar o impacto da TIE na redução dos casos de dengue, Zika e chikungunya.

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Entenda a tecnologia

A Técnica do Inseto Estéril utiliza a própria espécie para reduzir sua população de forma segura e ambientalmente sustentável. Os mosquitos machos são esterilizados por radiação ionizante, tornando-se incapazes de gerar descendentes. Criados em laboratório, são liberados em grande quantidade nas áreas-alvo. Ao acasalarem com as fêmeas, não produzem filhotes, o que leva à diminuição progressiva da população.

Por não empregar inseticidas e não oferecer riscos à saúde ou ao meio ambiente, a técnica é indicada para territórios indígenas situados em áreas de preservação e florestas, onde o uso de produtos químicos é restrito ou proibido.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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Contratualização no SUS e os desafios da gestão municipal são debatidos durante o Conasems

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O financiamento da saúde, os modelos de contratação e os principais desafios da gestão municipal estiveram no centro do seminário “Contratualização no SUS: planejamento, instrumentos jurídicos e desafios da gestão municipal”, realizado na manhã desta terça-feira (14), durante o Congresso do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems), em Porto Alegre. O debate reuniu representantes da gestão pública e especialistas para discutir a contratualização como ferramenta essencial para a organização das redes de atenção à saúde e para a execução das políticas públicas nos territórios. 

Representando o Ministério da Saúde, o secretário adjunto de Atenção Especializada à Saúde, Carlos Amilcar Salgado, destacou a necessidade de um planejamento claro para a contratualização e chamou a atenção para os desafios relacionados ao financiamento do sistema, especialmente diante dos custos da atenção especializada. “Precisamos, antes de tudo, ter clareza sobre o que se pretende contratar. A contratualização começa pelo planejamento, pela identificação das necessidades da rede e pela definição dos resultados que se espera alcançar”, afirmou.

O Ministério da Saúde prevê que o financiamento será uma questão central para o SUS nos próximos anos. Será necessário construir soluções para garantir a sustentabilidade e a ampliação do acesso.

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Seminário debate “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”

Durante o seminário “Atenção Especializada e a Integralidade na RAS”, realizado na tarde desta terça-feira (14), o Ministério da Saúde abordou como o planejamento, o financiamento e a governança fortalecem o cuidado integral no SUS.

Para os técnicos do Ministério, a Atenção Especializada não pode ser vista como uma série de serviços isolados, e sim como um componente estratégico na rede que precisa estar articulado com a Atenção Primária. A integralidade é considerada um eixo estruturante, com a APS coordenando o cuidado, tendo a Atenção Especializada como apoio técnico que amplia a capacidade resolutiva e garante a continuidade assistencial. Além dessa integração, a organização da jornada do usuário também é fundamental para garantir atendimento no tempo certo e evitar desperdícios.

Vigilância epidemiológica

No painel “O papel da vigilância em saúde na redução da mortalidade nos territórios”, o debate técnico destacou a importância do uso de informações epidemiológicas para orientar o planejamento das ações de saúde e apoiar a redução de mortes evitáveis. Entre os temas abordados estiveram o monitoramento das doenças e dos agravos não transmissíveis, das violências e dos acidentes, a qualificação dos sistemas de informação e a integração entre vigilância, Atenção Primária e demais políticas públicas. Também foram apresentadas experiências desenvolvidas por estados e municípios para fortalecer a promoção da saúde, a prevenção e a vigilância nos territórios.

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A organização regional da imunização no Sistema Único de Saúde (SUS) e as estratégias voltadas à ampliação e qualificação das coberturas vacinais também estiveram em debate durante a programação técnica do 39º Congresso do Conasems. O painel abordou temas como planejamento territorial, monitoramento de indicadores e organização das ações de vacinação, com destaque para o microplanejamento como instrumento de apoio à definição de estratégias adaptadas às diferentes realidades dos municípios.

Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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