POLITÍCA NACIONAL
Debate na Câmara destaca avanços para a Caatinga após discussões na COP30
POLITÍCA NACIONAL
A Comissão de Meio Ambiente da Câmara dos Deputados debateu os avanços e desafios para a proteção da Caatinga após as discussões da COP30, realizada em Belém (PA). Embora o bioma não tenha integrado a agenda oficial de negociações, o tema foi tratado pela primeira vez em eventos paralelos da conferência climática.
Representantes do governo federal e de entidades que participaram da COP30 destacaram que a inclusão da Caatinga nesses espaços amplia a visibilidade do bioma e abre caminho para futuras decisões internacionais.
A gerente de projeto da Assessoria Extraordinária para a COP30, Flavia Chuery, afirmou que foi realizado um painel específico sobre a Caatinga, que abordou a importância do bioma como sumidouro de carbono. Segundo ela, a ausência de consenso impede decisões formais, mas não reduz a relevância do debate.
“Nada foi definido, mas esse debate dentro do ecossistema da conferência é de extrema relevância”, afirmou.
Ela destacou ainda que, apesar das limitações da agenda oficial de negociação, outros espaços da conferência permitiram levar o tema ao debate público.
O deputado Leônidas Cristino (PDT-CE), que presidiu a reunião da comissão, afirmou que a COP30 representou uma oportunidade inédita para inserir a caatinga na agenda climática internacional.
“Sempre foi um bioma invisível, mas extraordinariamente importante para o meio ambiente brasileiro”, declarou.
Segundo o parlamentar, a Caatinga ocupa 70% da região Nordeste (veja infográfico abaixo) e contribui para reduzir os impactos da crise climática no país.

Financiamento
Durante a COP30, foram anunciados R$ 100 milhões em financiamentos para a recuperação da Caatinga. O Banco do Nordeste e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) destinaram R$ 50 milhões cada um.
O diretor do Departamento de Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Thiago Belote Silva, informou que será implantado um programa para restaurar 12 milhões de hectares, com áreas prioritárias para a reconstituição da Caatinga.
“Participei de mais de 30 eventos sobre restauração e conservação na COP. Em pelo menos metade deles, havia representantes da caatinga discutindo desafios e soluções”, disse.
Segundo ele, a conferência reforçou a integração entre compromissos internacionais relacionados ao clima, à biodiversidade e ao combate à desertificação.
Desertificação
Atualmente, 62% das áreas suscetíveis à desertificação no Brasil estão na Caatinga, e 13% do bioma já apresentam processo de desertificação.
Um estudo da Universidade Estadual Paulista (Unesp) apontou que a Caatinga foi responsável por 40% da captura anual de carbono no Brasil entre 2015 e 2022, conforme informou Luciana Barreira, procuradora da Superintendência da Secretaria do Meio Ambiente e Mudança do Clima do Ceará.
O Ceará é o único estado do Nordeste totalmente inserido no bioma e também o mais ameaçado. O estado utiliza um inventário de emissões de gases de efeito estufa para orientar ações de preservação.
O superintendente do Ibama em Alagoas, Rivaldo Couto dos Santos Júnior, anunciou que o órgão passará a utilizar fiscalização remota para identificar desmatamento na Caatinga.
Novos programas
A inclusão da Caatinga no debate da COP 30 também favoreceu o lançamento de um edital do Ecoinvest Bioeconomia, programa que destina 25% dos recursos à Amazônia e 75% a outros biomas, o que pode beneficiar diretamente a Caatinga.
Outro destaque é o programa Sertão Vivo, do BNDES em parceria com organismos internacionais. A iniciativa prevê R$ 1,8 bilhão em investimentos na Bahia, no Ceará e na Paraíba.
Segundo o chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES, Marcus Santiago, o programa pode beneficiar até 1,8 milhão de pessoas, incluindo 439 mil famílias de agricultores familiares.
“Essas famílias estão em situação de grande vulnerabilidade social”, afirmou.
Parte dos recursos virá do Fundo Verde para o Clima (Green Climate Fund) e do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola. O Cadastro Único identifica as famílias de baixa renda atendidas pelo programa.
O Ministério do Meio Ambiente destacou o Plano de Ação Nacional de Combate à Desertificação e o Plano Nacional de Recuperação da Vegetação Nativa, que prevê a restauração de 12 milhões de hectares, com foco na geração de emprego, renda e segurança alimentar.
O BNDES também atua no programa Floresta Viva, em parceria com o Banco do Nordeste, principal financiador da agricultura familiar no Nordeste.
Reportagem – Luiz Cláudio Canuto
Edição – Geórgia Moraes
Fonte: Câmara dos Deputados
POLITÍCA NACIONAL
Projeto incentiva inclusão social de jovens que saem do acolhimento aos 18 anos
No início de maio, foi apresentado no Senado um projeto de lei com medidas de fortalecimento da autonomia e da inclusão socioeconômica de adolescentes e jovens que saem de serviços de acolhimento ao completarem 18 anos. O PL 2.159/2026 aguarda despacho da Mesa para as comissões temáticas.
O projeto é do senador Astronauta Marcos Pontes (PL-SP) e altera a CLT e o ECA para que haja mais incentivos públicos para qualificação profissional, inserção no mercado de trabalho e acompanhamento dessas pessoas após o desligamento do acolhimento.
Atualmente, o ECA já determina a “preparação gradativa para o desligamento” como um dos princípios que as entidades de acolhimento familiar ou institucional têm que seguir. O projeto de Marcos Pontes acrescenta ao texto a possibilidade de a preparação poder resultar em encaminhamento para república de acolhimento, se necessário.
O projeto também acrescenta ao ECA que a preparação gradativa para o desligamento terá que garantir ao adolescente os meios necessários para acesso ao ensino, à qualificação profissional e à inserção no mercado de trabalho. As entidades de acolhimento terão que criar um plano de acompanhamento desses jovens após os 18 anos, “com foco em sua inclusão socioeconômica”.
Mais de 30 mil crianças e adolescentes
Na CLT, o projeto inclui um parágrafo ao artigo 429 para obrigar os estabelecimentos que contratam aprendizes a oferecer vagas a adolescentes em acolhimento institucional e a jovens recém-desligados. A ideia, segundo Marcos Pontes, é aproveitar vagas já existentes na aprendizagem profissional, sem criar custo adicional para as empresas.
O senador informa que o Brasil tem mais de 30 mil crianças e adolescentes em serviços de acolhimento institucional ou familiar, segundo o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, do CNJ. Muitos chegam aos 18 anos sem moradia, renda ou rede familiar de apoio, diz o senador, o que revela uma falha estrutural do Estado na transição para a vida adulta dessas pessoas.
Acolhidos
O chamado acolhimento são os serviços de proteção temporária, como acolhimento institucional, que recebem crianças e adolescentes afastados da família por medida protetiva. Existem também repúblicas para jovens em transição. O autor argumenta que o objetivo é dar proteção social para quem passou anos institucionalizado e, ao chegar à maioridade, corre o risco de sair do sistema sem condições mínimas de autonomia.
“As medidas que propomos reforçam que não se pode proteger as crianças e os adolescentes enquanto eles estão sob a guarda do Estado e os
abandonar no momento em que completam 18 anos. A data do aniversário não apaga anos de institucionalização. Deve-se preparar adequadamente esses jovens para a vida adulta e criar condições reais para que possam acessar educação, trabalho e cidadania em igualdade de condições com as demais
pessoas”, resume o senador.
Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)
Fonte: Agência Senado
-
AGRONEGOCIOS3 anos atrás
Agrônomo mineiro recebe a Comenda do Mérito Agronômico, a mais alta distinção da categoria
-
MATO GROSSO3 anos atrás
Mar… ia
-
MATO GROSSO3 anos atrás
A solidão humana
-
Gourmet3 anos atrás
Molho Bolonhesa
-
Gourmet2 anos atrás
Brigadeiro
-
Gourmet2 anos atrás
Picolé detox
-
Gourmet2 anos atrás
Molho rosé
-
Gourmet2 anos atrás
Salpicão

