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Desafios no Campo: Custos Operacionais e Juros Pressionam Rentabilidade na Safra 2024/25
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O cenário para o produtor rural brasileiro na safra 2024/25 permanece desafiador. Embora o setor observe uma estabilização nos insumos básicos, a rentabilidade final continua sob forte pressão. O equilíbrio entre a queda nos custos diretos e a alta nas despesas operacionais define um momento de cautela e margens estreitas para o agronegócio nacional.
Estabilização de Fertilizantes e Defensivos Alivia Custos Diretos
Um dos pontos positivos do ciclo atual é a normalização da oferta de fertilizantes. Após períodos de incerteza, a estabilidade geopolítica permitiu que os preços desses insumos parassem de subir.
Além disso, o mercado de defensivos agrícolas tem passado por transformações importantes:
- Aumento de Genéricos: Maior oferta de produtos não patenteados.
- Estoques Elevados: A alta disponibilidade na cadeia de distribuição forçou uma contenção nos preços.
- Variação Nominal: Em 2025, os custos diretos apresentaram de estabilidade a leve queda nominal, oferecendo um respiro pontual ao fluxo de caixa.
Logística e Inflação de Serviços: Os Novos Vilões
Se os insumos químicos deram trégua, os custos operacionais seguiram o caminho inverso. O produtor enfrenta agora uma “inflação de serviços” que corrói os ganhos obtidos na porteira para dentro.
As despesas logísticas foram impulsionadas pela valorização dos combustíveis, elevando o frete. Simultaneamente, o cenário de pleno emprego no país dificultou a contratação de mão de obra qualificada, encarecendo os serviços essenciais ao manejo e à colheita.
O Peso dos Juros e a Alavancagem Financeira
A saúde financeira das propriedades também é testada pelas taxas de juros elevadas. Produtores que dependem de crédito para financiar a produção ou que possuem dívidas estruturadas (alavancagem) sentem o impacto direto no lucro líquido. O custo do dinheiro hoje é um dos principais fatores que impedem uma recuperação mais robusta das margens de lucro.
Raio-X da Rentabilidade: Soja e Milho
De acordo com os dados analisados, a margem EBITDA para um produtor que cultiva soja na primeira safra e milho na segunda (em terra própria) ficou em 16,6 sacas de soja por hectare.
Embora esse número seja ligeiramente superior ao registrado na temporada anterior, ele ainda reflete a compressão do lucro. O alerta acende para a safra 2025/26, cuja tendência aponta para um aumento ainda mais acentuado na pressão sobre os custos totais de produção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Conheça a história de uma aquicultora que vive na região da pérola do Tapajós
Era apenas um passatempo em 2009, mas, aos poucos, ganhou espaço na rotina e se transformou em uma atividade que hoje envolve toda a família. Vilma Clea Oliveira da Silva, 64 anos, começou a criar peixes em uma barragem de grande porte sem pretensão comercial, para consumo próprio e para observar o desenvolvimento dos animais. Foi justamente a curiosidade do que acontecia dentro dos tanques que despertou o interesse pela aquicultura. Com o passar do tempo, a observação do dia a dia e o rendimento da criação fizeram com que ela percebesse que havia uma possibilidade de trabalho. A experiência que nasceu de maneira simples levou Vilma a buscar conhecimento e a investir cada vez mais na criação de peixes.
É olhando exatamente para as águas da Amazônia que a aquicultora enxerga uma das maiores possibilidades para o futuro. Seu sonho é que os rios da região possam ser mais bem aproveitados, sempre dentro das regras ambientais e de forma responsável. “Nós temos dois grandes rios, o Amazonas e o Tapajós”, destaca ao falar sobre o potencial que vê.
Esse olhar para o futuro também se estende à própria família. Os filhos seguem próximos da aquicultura e ajudam de maneiras diferentes. A filha, que está se formando em medicina, contribui principalmente na parte clínica e laboratorial, enquanto o filho participa das atividades práticas do dia a dia relacionadas ao cultivo nos tanques. Assim, aquilo que começou como uma experiência pessoal foi gradualmente se tornando também uma vivência compartilhada entre gerações.

- Vilma Clea Oliveira da Silva
Se a continuidade da atividade passa pela família, Vilma acredita que também depende de quem está chegando agora. Para os jovens que pensam em trabalhar com aquicultura, ela recomenda buscar conhecimento e qualificação. Há caminhos de formação ligados à área, como o curso de Engenharia de Pesca da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) e capacitações em Aquicultura oferecidas pelo Instituto Federal do Pará (IFPA). Investir em conhecimento significa também ampliar a capacidade de quem trabalha diretamente com a criação de peixes e de quem poderá ajudar outros produtores a enfrentarem os desafios da atividade.
Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos com alimentação controlada, monitoramento constante e boas práticas de produção. A atividade pode ser realizada em águas marinhas e continentais. Dentro de espaços como rios, lagos, reservatórios, utilizando água destes em viveiros escavados em terra ou em aquários. Há diversas formas de cultivo e diversas espécies.
ASCOM
Ministério da Pesca e Aquicultura
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