AGRONEGOCIOS
“Harmonização à Brasileira”: novo conceito une vinhos e gastronomia nacional
AGRONEGOCIOS
Vinícola Madre Terra lança e-book inovador
A Vinícola Madre Terra, de Flores da Cunha (RS), lançou o e-book “Harmonização à Brasileira — Casando a sociobiobrasilidade com vinhos Madre Terra”, escrito por Tainá Zaneti, enóloga, sommelier internacional e pós-doutora em Antropologia. A obra propõe um novo olhar para a harmonização de vinhos nacionais com a diversidade gastronômica brasileira, rompendo com referências europeias e valorizando ingredientes, sabores e tradições locais.
O e-book pode ser acessado gratuitamente pelo link: https://tr.ee/V0qxRKXB7r.
Sociobiobrasilidade: conceito central da obra
A autora desenvolveu o conceito de sociobiobrasilidade, que interpreta a relação entre biomas, ingredientes, modos de vida e expressões culinárias do Brasil. Combinando sensibilidade e rigor técnico, o livro analisa como sabores típicos — do tucupi amazônico ao dendê baiano, do pequi do Cerrado à rapadura — podem dialogar com a diversidade crescente dos vinhos nacionais.
Além disso, a obra oferece um panorama histórico e antropológico da alimentação no Brasil, abordando temas como:
- Sincretismo culinário;
- Formação das cozinhas regionais;
- O “jeitinho brasileiro” à mesa;
- Desafios para consolidar uma harmonização genuinamente brasileira em um país de dimensões continentais.
13 chefs, 13 receitas e 13 vinhos
O projeto homenageia 13 chefs brasileiras que têm ressignificado a gastronomia nacional, incluindo nomes como Ana Luiza Trajano, Helena Rizzo, Roberta Sudbrack e Manu Buffara. Tainá recria receitas emblemáticas dessas chefs e harmoniza cada prato com rótulos da Vinícola Madre Terra, resultando em combinações que unem técnica, afeto e território.
Alguns destaques das receitas incluem:
- Peixe marinado com mel nativo e melancia;
- Curau de milho com chantilly de canela;
- Gaspacho de acerola com lagostim;
- Caviar de quiabo com creme de açafrão;
- Moqueca de peixe com espumante gaúcho;
- Brigadeiro de capim santo.
Cada preparo é acompanhado de explicações didáticas sobre escolhas de harmonização, sempre conectadas ao sensorial e à brasilidade.
Manifesto por uma harmonização brasileira
O e-book funciona como um manifesto, afirmando que a harmonização à brasileira não deve ser uma adaptação de métodos europeus, mas sim um sistema próprio, construído a partir da história, clima, sociabilidade e diversidade de ingredientes do país.
A obra propõe aproximações inéditas, como:
- Espumantes gaúchos com a acidez do tucupi;
- Syrah do semiárido com baião de dois;
- Chardonnay da Serra catarinense com a densidade do dendê.
Vinícola Madre Terra e a valorização do território
A Madre Terra, localizada na Capela São João, em Flores da Cunha, integra em sua filosofia de produção energia feminina, agricultura regenerativa e microvinificações. Com o e-book, a vinícola fortalece seu propósito de unir vinho, cultura e território, oferecendo experiências de enoturismo e gastronomia que destacam ingredientes nativos e técnicas regionais.
O material está disponível gratuitamente no site e nas redes sociais da vinícola, reforçando a visão de uma enogastronomia brasileira autêntica e inovadora.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
AGRONEGOCIOS
Paraná exporta mais lácteos do que importa, mas déficit financeiro persiste no setor em 2026
A balança comercial de lácteos do Paraná apresentou desempenho contrastante nos primeiros quatro meses de 2026. Embora o Estado tenha exportado mais produtos lácteos do que importado em volume, o resultado financeiro do setor permaneceu negativo, refletindo a diferença de valor agregado entre os itens comercializados.
Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), que acompanha o comportamento do mercado agropecuário paranaense.
Exportações superam importações em volume
Entre janeiro e abril deste ano, o Paraná embarcou ao mercado internacional cerca de 4,3 mil toneladas de produtos lácteos. O volume ficou praticamente estável em relação ao mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 4,4 mil toneladas.
Já as importações apresentaram crescimento. No primeiro quadrimestre de 2026, o Estado adquiriu 3,1 mil toneladas de produtos lácteos do exterior, volume 9% superior ao registrado nos mesmos meses do ano passado.
O resultado garantiu ao Paraná um saldo positivo em quantidade comercializada, demonstrando a competitividade do setor no mercado internacional.
Déficit financeiro alcança US$ 3,3 milhões
Apesar do superávit em volume, a balança comercial do segmento lácteo fechou o período com resultado negativo em valor financeiro.
Segundo o levantamento do Deral, as importações somaram US$ 11,4 milhões entre janeiro e abril de 2026, enquanto as exportações geraram receita de US$ 8,1 milhões. Com isso, o déficit do setor alcançou aproximadamente US$ 3,3 milhões no acumulado do quadrimestre.
A diferença evidencia que o Paraná continua adquirindo produtos de maior valor agregado no mercado externo, enquanto exporta itens com menor valor por tonelada.
Perfil dos produtos explica resultado
De acordo com a análise dos técnicos do Deral, a composição da pauta comercial é o principal fator responsável pelo desequilíbrio financeiro observado no setor.
Entre os produtos exportados pelo Paraná, a manteiga segue como um dos principais destaques da pauta de embarques. Embora tenha participação relevante nas vendas externas, trata-se de um produto com valor agregado inferior quando comparado a outros derivados lácteos.
Por outro lado, as importações são concentradas principalmente em queijos, categoria que apresenta valor mais elevado por tonelada comercializada.
Essa diferença de preços faz com que o montante desembolsado nas compras internacionais seja superior à receita obtida com as exportações, mesmo quando o volume exportado supera o importado.
Desafio é ampliar valor agregado das exportações
O cenário reforça um dos principais desafios da cadeia leiteira paranaense: aumentar a participação de produtos industrializados e de maior valor agregado na pauta de exportação.
A diversificação dos derivados destinados ao mercado externo pode contribuir para melhorar o desempenho financeiro da balança comercial do setor, agregando renda à cadeia produtiva e fortalecendo a competitividade da indústria láctea estadual.
Enquanto isso, os números do primeiro quadrimestre mostram que o Paraná mantém presença relevante no comércio internacional de lácteos, mas ainda enfrenta o desafio de transformar o superávit em volume em resultados positivos também na geração de receita.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

