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Autorizadas obras do campus Fluvial do Ifap
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Foi assinado, nesta terça-feira, 27 de janeiro, o termo de autorização para o início das obras da base terrestre do Campus Fluvial do Instituto Federal do Amapá (Ifap) — o primeiro do Brasil desse tipo. O Campus Fluvial terá uma embarcação e uma base terrestre de apoio, com investimento previsto de R$ 22 milhões do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC), incluindo mobiliário e equipamentos. A autorização foi assinada pelo reitor do Ifap, Romaro Silva, em cerimônia com a presença do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes.
O Campus Fluvial terá instalações como salas de aula, banheiros, biblioteca, refeitório, laboratórios, sala de reunião e área de convivência, além de gerador de energia, tratamento de água e sistema de dejetos. O projeto da embarcação está sendo desenvolvido em parceria com a Empresa Gerencial de Projetos Navais (EMGEPRON), empresa pública vinculada ao Ministério da Defesa, para posterior licitação.
O novo campus prevê a oferta de 800 vagas anuais e atenderá às comunidades ribeirinhas do Amapá, com foco na oferta de cursos voltados às vocações locais — como recursos pesqueiros, agricultura familiar, energias renováveis e turismo.
Sua rota de navegação abrangerá a Região Metropolitana de Macapá, passando pela Foz do Mazagão; Vila Maranata; Tracajatuba 2; Igarapé da Amazonas; Ilha de Santana; Lontra da Pedreira; Anauerapucu e comunidades do Rio Ajuruxi; Arquipélago do Bailique, que possui oito ilhas, 70 comunidades e população estimada de 7,6 mil habitantes; Marajó, com 16 cidades e cerca de 568,8 mil pessoas; e Vale do Jari, incluindo Laranjal do Jari, com cerca de 35,1 mil habitantes, e Vitória do Jari, com população estimada em 11,2 mil.
A base terrestre, estrutura que será edificada na Avenida Norte-Sul de Macapá, ao lado do novo prédio da Reitoria da instituição, em um terreno doado pela Receita Federal, será a sede administrativa do novo campus e servirá como ponto de apoio para cursos de qualificação profissional a distância.
Tartarugalzinho – Além do Campus Fluvial, uma nova unidade do Ifap está sendo construída em Tartarugalzinho, com investimento de R$ 25 milhões. Os novos campi atenderão regiões que ainda não possuem unidades do Instituto Federal ou que registrem número baixo de matrículas em cursos técnicos de nível médio em relação à população da região. Atualmente, a instituição oferta 107 cursos, com 2,9 mil vagas anuais, e tem cerca de 7,5 mil alunos matriculados, 354 docentes e 338 técnicos.
A expansão dos institutos federais faz parte da estratégia do governo de construir mais de 100 novas unidades em todo o Brasil. A previsão é gerar, quando estiverem concluídos, mais de 142 mil novas vagas de educação profissional e tecnológica, em especial de cursos técnicos de nível médio. Os novos campi estão sendo construídos com recursos do Novo PAC, com investimento de R$ 2,5 bilhões.
Consolidação – O Novo PAC também prevê recursos para a melhoria e a ampliação da infraestrutura de campi dos institutos federais, com investimento de R$ 1,4 bilhão para todo o Brasil. As prioridades do investimento são a construção de restaurantes estudantis, bibliotecas, blocos de salas de aula, quadras poliesportivas e unidades em instalações definitivas. Para o Ifap, são R$ 23,1 milhões de investimento na ação de consolidação. Entre 2023 e 2025, foram repassados R$ 17,6 milhões à instituição e ainda estão previstos outros R$ 5,4 milhões. Os recursos estão sendo aplicados para a construção de restaurantes estudantis nos campi Oiapoque, Porto Grande e Santana, bibliotecas nos campi Macapá e Laranjal do Jari e sede própria da Reitoria, na capital, entre outras ações.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica (Setec)
Fonte: Ministério da Educação
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Indicadores de equidade racial avançam nas redes municipais de ensino
O Diagnóstico Equidade 2026, elaborado pelo Ministério da Educação (MEC), por meio da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi), apresenta aumento nos indicadores relacionados à implementação de políticas de educação para as relações étnico-raciais (Erer) nas redes municipais de ensino.
Entre os indicadores analisados, a institucionalização apresentou um aumento de 17,1 pontos. O índice passou de 38,7 pontos, em 2024, para 55,8, em 2026. No Brasil, a média geral dos indicadores relacionados à implementação passou de 26,6, em 2024, para 34,7, em 2026, um crescimento de 8,1 pontos. O resultado indica que mais redes municipais estão estruturando políticas, ações e mecanismos para enfrentar desigualdades raciais e promover a diversidade.
O índice geral é a média que considera a institucionalização de diferentes aspectos da implementação das políticas de Erer, como gestão, formação, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento, mapeados pelo Diagnóstico Equidade. O resultado está ligado ao primeiro biênio de execução da Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (Pneerq), em regime de colaboração interfederativa.
As políticas de equidade racial na educação têm o objetivo de enfrentar as desigualdades raciais e contribuir para a redução do hiato de aprendizagem entre estudantes negros e brancos. Para isso, promovem ações que valorizam a diversidade, combatem o racismo e garantem condições mais equitativas para que todos os estudantes tenham acesso, permanência e aprendizagem com qualidade.
Confira os dados comparativos gerais da Erer de 2024 no Brasil, em comparação a 2026, divulgados no Diagnóstico Equidade 2026:
|
Secretarias municipais |
2024 |
2026 |
|
Índices |
Brasil |
Brasil |
|
Geral |
26,6 |
34,7 |
|
Institucionalização |
38,7 |
55,8 |
|
Formação |
20,4 |
28,7 |
|
Gestão |
26,0 |
27,0 |
|
Material Didático |
31,1 |
34,2 |
|
Financiamento |
20,6 |
39,9 |
|
Avaliação e Monitoramento |
45,0 |
60,2 |
Metodologia – O levantamento contou com 44 perguntas dirigidas às secretarias de educação de estados, municípios e do Distrito Federal. Foram realizadas 32 questões sobre Erer e 12 sobre educação escolar quilombola (EEQ).
Para acompanhar os resultados, as informações foram organizadas em indicadores que avaliaram áreas como gestão, formação de profissionais, materiais didáticos, financiamento, avaliação e monitoramento. Os índices recebem notas de 0 a 100.
As respostas foram declaradas pelos responsáveis pelas secretarias de educação ou, no caso dos municípios, pela prefeitura, o que contribui para a confiabilidade das informações. O questionário e os indicadores foram construídos com a participação de especialistas, pesquisadores e profissionais com experiência em políticas de equidade racial e combate ao racismo.
Resultados do Diagnóstico de Equidade 2026
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secadi
Fonte: Ministério da Educação



