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Sinab completa quatro anos com avanços na investigação criminal

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Brasília, 30/01/2026 – O Sistema Nacional de Análise Balística (Sinab) completa quatro anos de atuação neste sábado (31) e se consolida como uma das principais ferramentas de apoio à investigação criminal no País. Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), o sistema fortalece a integração entre a União, os estados e o Distrito Federal, amplia a capacidade de elucidação de crimes cometidos com armas de fogo e contribui para o enfrentamento ao crime organizado.

Instituído pelo Decreto nº 10.711, de 2021, o Sinab é composto pelos laboratórios de balística forense dos órgãos de perícia oficial e pela partição nacional do Banco Nacional de Perfis Balísticos (BNPB). O banco reúne registros balísticos de elementos de munição deflagrados em crimes ou apreendidos junto com armas de fogo, inseridos por meio de sistemas de identificação balística.

Ao longo dos quatro anos de funcionamento, o Sinab apresentou resultados expressivos. Até dezembro de 2025, cerca de 109 mil elementos de munição foram inseridos no sistema, o que permitiu a identificação de mais de 7,4 mil vínculos entre ocorrências distintas. Essas correlações revelam conexões antes não identificadas por investigações tradicionais, qualificam a prova pericial e ampliam o apoio às atividades de inteligência policial e ao sistema de justiça criminal.

Segundo a diretora do Sistema Único de Segurança Pública (Susp), Isabel Figueiredo, o Sinab representa um avanço estrutural na política nacional de segurança pública. “O Sistema Nacional de Análise Balística materializa a lógica de integração que orienta o Susp. Ao permitir a análise padronizada e o compartilhamento de vestígios balísticos entre os entes federativos, o sistema amplia a capacidade do Estado brasileiro de investigar crimes complexos, identificar padrões de atuação criminosa e fortalecer a responsabilização penal”, afirma.

Integração federativa e governança compartilhada

O Sistema Nacional de Análise Balística é uma ferramenta nacional que integra e padroniza a análise de vestígios balísticos. O sistema permite o cruzamento de dados entre armas de fogo, munições e cenas de crime, com o objetivo de apoiar investigações criminais.

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O funcionamento do Sinab baseia-se na cooperação entre a União, os estados e o Distrito Federal. À União cabe o planejamento, a aquisição de equipamentos, o desenvolvimento tecnológico e a capacitação técnica. Aos entes federativos compete manter equipes periciais qualificadas e assegurar o compartilhamento contínuo das informações balísticas com o BNPB.

Essa governança é reforçada pelo Comitê Gestor do Sinab, responsável por promover a coordenação entre os órgãos gestores das partições do banco de dados e garantir a integração nacional das informações. A adesão dos estados é estimulada por meio de acordos de cooperação técnica, doação de equipamentos, participação na gestão do sistema e pela própria dinâmica operacional, já que a identificação de coincidências depende da inserção efetiva de dados no banco nacional.

Casos de sucesso evidenciam o alcance nacional do sistema

Os resultados do Sinab se refletem em investigações conduzidas em diferentes regiões do País. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu em Confresa (MT), em abril de 2023, quando um grupo fortemente armado sitiou o município em uma ação conhecida como “domínio de cidades”. O material balístico coletado no local foi inserido no Banco Nacional de Perfis Balísticos, que apontou coincidências com vestígios relacionados a crimes ocorridos no Pará, associados a roubos a carro-forte.

A partir da correlação automatizada, peritos criminais dos dois estados realizaram análises técnicas complementares, incluindo o confronto balístico, e confirmaram que os estojos haviam sido deflagrados pela mesma arma de fogo. O laudo pericial foi decisivo para a investigação conduzida pela Polícia Civil de Mato Grosso e contribuiu para a condenação de cinco envolvidos. As penas somam 191 anos de reclusão por crimes como organização criminosa, roubo qualificado com uso de explosivos e domínio de cidades.

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O caso teve novos desdobramentos ao longo do tempo. Em 2025, a apreensão de uma pistola calibre 9 mm no interior do Paraná resultou em nova inserção no BNPB, que indicou coincidência com vestígios associados à ação criminosa de Confresa. O episódio demonstrou a capacidade do sistema de estabelecer conexões mesmo anos após os fatos.

Outro exemplo da eficácia do Sinab envolve a vinculação de armas apreendidas em Confresa a crimes semelhantes ocorridos em Araçatuba (SP), em 2021, e em Guarapuava (PR), em 2022. As correlações evidenciaram um padrão de atuação interestadual e reforçaram o papel do sistema na identificação de redes criminosas complexas e na produção de provas técnicas robustas para a persecução penal.

Em diferentes unidades da Federação, o Sinab também tem contribuído para a elucidação de homicídios, roubos e outros crimes cometidos com armas de fogo, ao identificar ligações entre ocorrências inicialmente tratadas como isoladas. Essas correlações ampliam a compreensão da dinâmica criminal, subsidiam a atuação das polícias judiciárias e fortalecem decisões judiciais baseadas em evidências técnicas qualificadas.

Ciência, tecnologia e justiça

Para Isabel Figueiredo, os resultados alcançados ao longo desses quatro anos reforçam a importância do investimento contínuo em tecnologia e integração institucional. “O Sinab fortalece não apenas a investigação criminal, mas todo o sistema de justiça. Ao oferecer subsídios técnicos robustos e confiáveis, o sistema contribui para decisões judiciais mais seguras e para o enfrentamento qualificado de organizações criminosas que atuam de forma articulada em diferentes regiões do Brasil”, afirma.

Com quatro anos de atuação, o Sistema Nacional de Análise Balística se consolida como uma política pública estruturante, alinhada aos princípios do Susp, e reafirma o compromisso do MJSP com o uso da ciência, da tecnologia e da cooperação federativa para a promoção da segurança pública e da justiça no Brasil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Retomada dos investimentos da Petrobras no Amazonas impulsiona indústria naval, emprego e segurança energética

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O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, participou nesta quarta-feira (27/5), ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do anúncio da retomada dos investimentos estratégicos da Petrobras no Amazonas, com aportes superiores a R$ 2,8 bilhões voltados à reconstrução da indústria naval, expansão da produção de gás natural no Polo de Urucu e desenvolvimento de projetos de sustentabilidade na região amazônica. O evento foi realizado no Estaleiro Bertolini, em Manaus (AM).

Os anúncios incluem R$ 303,5 milhões para construção de 18 embarcações da Transpetro, iniciativa ligada ao Novo PAC que deve gerar mais de 3,3 mil empregos diretos e indiretos. Também foi confirmado investimento de R$ 2,5 bilhões para perfuração de 22 novos poços e implantação de cerca de 40 quilômetros de linhas no Polo de Urucu, maior reserva terrestre de petróleo e gás natural do país.

“Estamos reconstruindo a indústria naval brasileira, fortalecendo a soberania energética nacional e garantindo que a Petrobras volte a ser instrumento de desenvolvimento econômico, geração de empregos e inclusão social para o povo brasileiro”, destacou Silveira.

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Durante a cerimônia, Lula afirmou que a Petrobras deve atuar como instrumento de desenvolvimento nacional, geração de empregos e fortalecimento da soberania brasileira. “A Petrobras não tem que pensar só na Petrobras de preço. A Petrobras tem que pensar no Brasil”, declarou o presidente ao defender a retomada da indústria naval e a ampliação do conteúdo nacional no setor energético.

Desde o início do governo, Silveira afirma que os investimentos reforçam o protagonismo da Petrobras na Amazônia e ampliam a segurança energética do país. Atualmente, o gás natural produzido em Urucu responde por cerca de 65% da energia elétrica consumida em Manaus e em outros cinco municípios amazonenses, além de abastecer a Região Norte com produção equivalente a 80 mil botijões de gás de cozinha por dia.

A agenda também contou com anúncios voltados à transição energética e à bioeconomia, incluindo parceria para produção de biodiesel e biometano a partir de resíduos da pesca na Amazônia e ações de recuperação ambiental por meio do programa ProFloresta+, desenvolvido em parceria com o BNDES.

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Participaram do evento a ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior; o secretário-executivo do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; a presidenta da Petrobras, Magda Chambriard; além de parlamentares e representantes do setor.

Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
Telefone: (61) 2032-5759 | Email: [email protected]


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Fonte: Ministério de Minas e Energia

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