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Mercado de algodão mantém preços firmes apesar de baixa movimentação e retração nas exportações
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O mercado físico de algodão encerrou a semana com pouca movimentação, mas mantendo preços firmes nas principais praças do país. Segundo levantamento da Safras Consultoria, houve alguma procura de tradings por posições de entrega em 30 dias, enquanto produtores demonstraram interesse e flexibilidade nas negociações.
Por outro lado, a indústria têxtil doméstica manteve um comportamento cauteloso, com compras pontuais e volumes reduzidos. Mesmo assim, as cotações internas permaneceram estáveis ou levemente mais altas, contrariando a tendência de baixa observada na Bolsa de Nova York (ICE Futures).
Preços internos seguem firmes nas principais praças
De acordo com a Safras, o algodão posto em São Paulo foi negociado a cerca de R$ 3,53 por libra-peso, o mesmo patamar da semana anterior. Em Rondonópolis (MT), a pluma foi cotada a R$ 109,88 por arroba, equivalente a R$ 3,32 por libra-peso, registrando leve alta de 0,24% frente à semana anterior, quando o preço estava em R$ 109,62 por arroba.
Esses números indicam resistência nos preços internos, mesmo diante da pressão internacional negativa sobre as cotações futuras.
Exportações de algodão recuam em janeiro, aponta Secex
As exportações brasileiras de algodão totalizaram 316,8 mil toneladas em janeiro, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). O volume representa uma média diária de 15,08 mil toneladas embarcadas, gerando receita total de US$ 489,1 milhões — equivalente a US$ 23,29 milhões por dia.
Na comparação com janeiro de 2025, houve uma queda de 23,8% no volume diário exportado e recuo de 31,2% na receita média diária (US$ 32,31 milhões em 2025).
A retração nas exportações reflete um mercado internacional mais competitivo, com maior oferta de algodão norte-americano e demanda externa mais moderada no início de 2026.
Safra 2025/26 em Mato Grosso deve ser menor, indica Imea
A safra de algodão 2025/26 em Mato Grosso deverá apresentar redução na área cultivada, segundo o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea). A nova estimativa aponta 1,42 milhão de hectares plantados, queda de 0,83% em relação ao levantamento anterior e de 8,06% frente à safra 2024/25.
O relatório divulgado em 2 de fevereiro mostra que o movimento reflete a intenção dos produtores de reduzir o cultivo devido ao aumento dos custos de produção e às margens de lucro mais apertadas em comparação à temporada anterior.
Apesar da retração na área, o Imea destaca que a semeadura está mais adiantada do que no ciclo passado: mais de dois terços da área projetada foi plantada dentro da janela ideal, índice superior aos 53,48% observados em 2024/25.
Produtividade menor deve reduzir volume total da safra
Em relação à produtividade, o Instituto manteve a metodologia baseada na média ponderada das últimas safras, projetando um rendimento de 290,88 arrobas por hectare — queda de 7,69% em comparação ao ciclo anterior.
Com a redução da área plantada e o menor rendimento esperado, a produção de algodão em caroço foi estimada em 6,21 milhões de toneladas, retração de 15,13% em relação à safra 2024/25. Já a produção de pluma deve atingir 2,56 milhões de toneladas.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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“A proteína animal é a que menos impacta o meio ambiente”, afirma Edipo Araujo, ao discursar no Seminário do Plano Safra em Santa Catarina
Ao participar nesta quinta-feira (13) do Seminário Estadual do Plano Safra, em São José (SC), o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, destacou: “O Pronaf Azul nasce com a perspectiva de dar visibilidade a esses pescadores e aquicultores. Dando também uma maior visibilidade para a proteína animal que menos impacta o meio ambiente com emissão de gases do efeito estufa”. O encontro integrou a agenda do ministro no estado, que reuniu informações sobre políticas de crédito voltadas às atividades da pesca e da aquicultura. Foi realizada a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul para aquicultores e pescadores.
Dados da produção pesqueira e aquícola que foram divulgados no evento:

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Um dos destaques da programação foi a apresentação do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf Azul, iniciativa que reúne as principais linhas para os pescadores artesanais e aquicultores familiares. Por meio dele, é possível acessar essas linhas de crédito para custeio e investimento, com juros muito abaixo dos praticados pelo mercado e com prazos maiores para pagar. Valor liberado para o crédito: 85,2 bilhões.
Acesse aqui o simulador, que foi criado em parceria do MPA com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA).

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Espaço para que pescadores artesanais e aquicultores familiares verifiquem as possibilidades de financiamento, a ferramenta foi desenvolvida para facilitar o acesso às informações antes da busca por uma instituição financeira. A consulta apresenta uma simulação das linhas que podem se adequar a cada situação, mas possui caráter exclusivamente informativo. Entre as opções estão o Pronaf Custeio, com limite de até R$ 250 mil, taxa de juros de 2% ao ano e prazo de até 2 anos; o Pronaf Mais Alimentos, com limite de até R$ 250 mil, juros de 2% ao ano e prazo de até 10 anos, com três anos de carência para investimento; e o Pronaf B, com limite de até R$ 12 mil, taxa de 0,5% ao ano e prazo de até três anos.
Após a programação em São José, a agenda seguiu para Garopaba. No município, foi realizada a assinatura do Programa Rancho Legal e a entrega de portarias dos Projetos de Assentamento Agroextrativistas (PAE) Pesqueiros.
O Programa Rancho Legal é uma ação de regularização e o uso sustentável de ranchos de pesca artesanal. O objetivo é garantir segurança jurídica e preservar a cultura das comunidades pesqueiras tradicionais. O Rancho Legal é Área de Proteção Ambiental da Baleia Franca (APA da Baleia Franca), administrada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), que é vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).
Os assentamentos agroextrativistas pesqueiros são áreas criadas para populações tradicionais que dependem do extrativismo, da agricultura familiar e de outras atividades de baixo impacto ambiental. Neste caso, possuem foco na pesca artesanal. São divididos em lotes, distribuídos para as famílias de acordo com a capacidade produtiva da unidade. Especificamente em Santa Catarina, já foram criados 17 PAE Pesqueiros. Benefício para 20 mil famílias. Parceria do MPA com o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e com a Secretaria do Patrimônio da União (SPU), do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI).
Matheus Silveira



