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Seguro agrícola: entenda a importância da proteção estratégica para o campo

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O seguro agrícola é frequentemente alvo de críticas por não indenizar com frequência, gerando a percepção de que falha no objetivo. Para o especialista em riscos agrícolas Daniel Miquelluti, essa visão decorre de uma expectativa equivocada sobre a função do seguro e seu modelo econômico.

Segundo ele, considerar que o seguro “quase nunca paga” como uma falha do produto é um erro de interpretação. Na realidade, se as indenizações fossem recorrentes, o seguro perderia sua função técnica e se tornaria um subsídio indireto, insustentável financeiramente. O desafio, portanto, está na forma como muitos produtores decidem contratar a proteção.

A lógica correta: proteção da continuidade produtiva

Miquelluti explica que o erro mais comum é avaliar o seguro agrícola como um investimento financeiro, esperando retorno positivo recorrente. Essa abordagem gera frustração, porque o seguro não foi criado para gerar lucro frequente, mas para garantir a continuidade da atividade diante de eventos climáticos severos.

A decisão de contratar o seguro deve ser estratégica e econômica, considerando quantas safras consecutivas podem ser perdidas sem comprometer a viabilidade do negócio. Para produtores que não suportam perdas significativas, o seguro se torna instrumento essencial de proteção. Já aqueles que acreditam suportar várias safras negativas devem analisar com cuidado a exposição acumulada aos riscos climáticos, que muitas vezes é subestimada.

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Frequência de pagamento não é o critério principal

O ponto central, segundo Miquelluti, é compreender que o seguro não é um investimento para gerar retorno financeiro, mas uma ferramenta de mitigação de riscos extremos. Quando encarado como proteção da continuidade produtiva, a baixa frequência de pagamento deixa de ser um problema, e o mecanismo passa a fazer sentido do ponto de vista econômico.

No campo, essa visão se torna ainda mais relevante, pois a experiência cotidiana tende a reduzir a percepção de riscos raros. Contudo, quando esses eventos se concretizam sem proteção, os efeitos podem ser severos e comprometer toda a operação agrícola.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Ciência e proteção dos oceanos como destaque na abertura do CBO 2026

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Nesta terça-feira (25), dando continuidade na agenda do Espírito Santo, o ministro da Pesca e Aquicultura, Edipo Araujo, participou da Solenidade na abertura oficial do 9º Congresso Brasileiro de Oceanografia (CBO 2026), no Parque Botânico Vale.

Realizado pela Associação Brasileira de Oceanografia (AOCEANO), em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (UFES) e o Governo do Espírito Santo, o CBO 2026 traz uma programação robusta e estratégica para o fortalecimento da Economia Azul, a promoção da cultura oceânica e o avanço técnico-científico frente aos desafios das mudanças climáticas e um desenvolvimento cada vez mais sustentável. O ministro Edipo Araujo destaca que os oceanos são responsáveis por regular a temperatura do nosso planeta, “esta área é muito estratégica para o nosso país, são os oceanógrafos que estão ali na linha de frente em salvaguardar, em proteger os nossos oceanos, estar aqui neste congresso com os profissionais de oceanografia que ajudam a desenvolver de forma sustentável o nosso país é muito importante”.

O CBO, que acontece de 24 a 28 de agosto de 2026, é o principal evento das Ciências do Mar no Brasil, realizado de forma bienal, o Congresso consolidou-se como espaço de integração entre academia, setor público, setor privado e terceiro setor, promovendo o intercâmbio de conhecimentos e experiências, o fortalecimento da profissão de oceanógrafo e a formulação de propostas para o uso sustentável dos recursos marinhos e costeiros. Para Edipo Araujo, “devemos celebrar e falar das políticas públicas do Ministério da Pesca e Aquicultura, principalmente do investimento em pesquisa, que já foram mais de 243 milhões de reais para que a gente possa olhar e conservar os recursos pesqueiros, mas com muita ciência, pesquisa, estudo e agradecer todos os oceanógrafos pelo seu papel estratégico de transformar o nosso país”.

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Durante o dia o ministro participou da roda de conversa com profissionais da Associação dos Pescadores e Armadores de Pesca do distrito de Itaipava, além de um momento de diálogo e escuta com as mulheres marisqueiras na sede da Colônia de Pesca Z10, no município de Itapemirim.

Já na cidade de Vila Velha, Edipo teve uma reunião com o prefeito Arnaldinho Borgo, quando apresentou as políticas públicas do MPA, entre elas o programa Mais Saúde para Mulheres e Famílias das Águas. Durante a tarde ele também teve um diálogo com os participantes da Associação de Pescadores de Vila Velha (APEVIL).

Élen Gorski
Ministério da Pesca e Aquicultura
[email protected]

Fonte: Ministério da Pesca e Aquicultura

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