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Evento internacional fortalece modelo de acesso a direitos para pessoas em situação de vulnerabilidade pelo uso de substâncias

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Brasília, 10/02/2026 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) sediou, nos dias 5 e 6 deste mês, em Brasília (DF), o Encontro para Validação da Proposta Estratégica do modelo Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social (Cais). A iniciativa é voltada ao fortalecimento de políticas públicas de cuidado, inclusão social e garantia de direitos para pessoas que usam substâncias.

Promovido pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), em parceria com o Programa de Cooperação entre América Latina, Caribe e União Europeia em Políticas sobre Drogas (Copolad III) — iniciativa de cooperação entre a União Europeia e países da América Latina e do Caribe —, o evento reuniu representantes do Brasil, da Colômbia, da Espanha, do México, de Portugal e do Uruguai, além de especialistas, representantes de universidades e organizações da sociedade civil.

O encontro teve como objetivo validar, aperfeiçoar e consolidar o referencial metodológico do modelo Cais. O modelo é concebido como um dispositivo territorial e intersetorial de acesso a direitos e inclusão social, fundamentado em práticas de tratamento comunitário e na articulação entre cuidado, garantia de direitos e inclusão social.

A proposta integra o componente de territorialização das políticas de drogas no âmbito do Copolad III e busca adaptar, de forma contextualizada, políticas públicas voltadas às vulnerabilidades sociais e ao consumo problemático de substâncias. A iniciativa tem como base experiências bem-sucedidas da América Latina e da Europa.

Rede de cuidado e acesso a direitos

Na abertura das discussões, a secretária nacional de Políticas sobre Drogas, Marta Machado, destacou os avanços recentes na construção de uma política pública voltada à garantia de direitos e ao cuidado integral dos usuários.

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“O que conseguimos construir nesses três anos de governo foi uma pequena revolução no campo da atenção e cuidado às pessoas que usam substâncias. Pela primeira vez no Brasil, temos uma rede voltada ao acesso a direitos dessa população, que considera suas vulnerabilidades de forma integral”, afirmou.

Segundo a secretária, o modelo Cais representa uma inovação institucional ao articular políticas territorializadas de cuidado e inclusão social. “Foi um grande desafio construir essa estrutura em um ministério que, historicamente, não atua com políticas dessa natureza. Ainda assim, conseguimos estruturar uma rede potente, em diálogo com universidades, organizações e os próprios territórios”, ressaltou.

Marta Machado também enfatizou a importância do protagonismo dos territórios na construção de políticas públicas eficazes. “Essa é uma aposta em políticas de acesso a direitos construídas a partir das potências dos territórios. Os problemas e as exclusões se manifestam de forma territorializada, mas é também nesses espaços que surgem as soluções, os vínculos e as possibilidades de cidadania”, completou.

Cooperação internacional e experiências territoriais

O evento contou com a participação de representantes internacionais e de experiências práticas de diversos países, com apresentações sobre modelos de prevenção comunitária, inclusão social, acolhimento e monitoramento de políticas de drogas.

O chefe adjunto da Delegação da União Europeia no Brasil, ministro Jean-Pierre Bou, destacou o papel da cooperação internacional no fortalecimento das políticas públicas.

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“Este seminário é uma grande conquista na colaboração entre a União Europeia e o Brasil e reconhece o esforço do governo brasileiro, em nível nacional e local, na adoção de uma abordagem comunitária para enfrentar o consumo de substâncias”, afirmou.

Para a técnica do programa Copolad III, Mercedes Alonso, o Brasil vem se sobressaindo pela integração entre diferentes atores. “O Brasil tem apresentado experiências muito relevantes, especialmente pela articulação entre governo, universidades e sociedade civil. Essa integração é um caminho promissor para fortalecer políticas de drogas com base territorial e comunitária”, observou.

Modelo Cais e próximos passos

Entre as experiências apresentadas, destacou-se o primeiro Centro de Acesso a Direitos e Inclusão Social, o Cais Estação do Cuidado, implantado em Fortaleza (CE). A iniciativa foi concebida como referência para a expansão do modelo no País.

Ao longo dos dois dias de programação, especialistas e representantes institucionais participaram de mesas temáticas e oficinas de cocriação, com foco na discussão de indicadores de qualidade, no acompanhamento das pessoas atendidas, na escalabilidade do modelo e no fortalecimento do protagonismo dos territórios.

A consolidação do referencial metodológico do Cais representa um passo estratégico para a ampliação de políticas de drogas baseadas em direitos, inclusão social e abordagem comunitária. A iniciativa reforça a cooperação internacional e a atuação integrada entre a União, os estados, os municípios, as universidades e a sociedade civil.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Wellington Lima destaca proteção a jornalistas e defensores de direitos humanos em homenagem a Dom Phillips e Bruno Pereira

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Brasília, 11/6/2026 – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, participou nesta quinta-feira (11), no Palácio do Itamaraty, da cerimônia de premiação do Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação. A iniciativa reconheceu trabalhos jornalísticos e projetos de comunicação voltados à defesa dos direitos humanos, do meio ambiente, dos povos indígenas e das comunidades tradicionais.

Mais do que uma premiação, o concurso buscou preservar a memória do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira, assassinados em junho de 2022 durante uma expedição no Vale do Javari, no Amazonas (AM). Reconhecidos pela atuação em defesa dos povos indígenas, da proteção ambiental e da liberdade de informação, os dois se tornaram símbolos da luta pelos direitos humanos e da necessidade de garantir segurança a jornalistas, comunicadores e defensores socioambientais.

Promovido pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC), com apoio da Secretaria de Comunicação Social (Secom), do Ministério das Relações Exteriores (MRE), do Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), o concurso integra o Plano de Ação brasileiro para o cumprimento das medidas cautelares determinadas pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) após o assassinato de Phillips e Pereira. O concurso contou ainda com apoio do Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDD), vinculado ao Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).

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Durante a cerimônia, Wellington Lima ressaltou a importância de preservar a memória dos jornalistas e destacou os avanços promovidos pelo Estado brasileiro para fortalecer a proteção de jornalistas, comunicadores e defensores de direitos humanos.

“Estamos aqui também para exercer o dever de memória. Bruno e Dom não devem ser lembrados apenas pela tragédia que os vitimou, mas pelo legado que construíram e pelas transformações que ainda inspiram o Brasil”, afirmou o ministro.

Segundo Wellington Lima, a atuação conjunta entre Governo e sociedade civil tem sido fundamental para a construção de respostas concretas às demandas relacionadas à proteção de direitos humanos e à liberdade de imprensa. Ele destacou a criação do Observatório da Violência contra Jornalistas e Comunicadores Sociais, espaço permanente de articulação que contribuiu para a elaboração do Protocolo Nacional de Investigação de Crimes contra Jornalistas e Comunicadores Sociais.

Ao encerrar sua participação, o ministro reforçou a importância da responsabilização dos autores de crimes cometidos contra defensores de direitos humanos e profissionais da comunicação.

“Temos confiança de que as investigações e os processos judiciais desses casos devem seguir seu curso com a seriedade, a atenção e o rigor que essas situações exigem”, declarou.

Premiação reconhece iniciativas em defesa dos direitos humanos e do meio ambiente

Lançado em março deste ano, o Concurso Dom Phillips e Bruno Pereira de Jornalismo e Comunicação recebeu 912 inscrições de todas as regiões do País. O concurso contemplou seis categorias: Reportagem em Texto, Fotojornalismo e Artes Visuais, Reportagem Audiovisual, Comunicação Indígena, Comunicação de Comunidades Tradicionais e Educação Midiática. Ao todo, foram distribuídos R$ 300 mil em premiações.

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Em cada uma das seis categorias, foram premiadas três iniciativas. Os vencedores do primeiro lugar receberam R$ 30 mil, enquanto os segundos e terceiros colocados foram contemplados com R$ 15 mil e R$ 5 mil, respectivamente. A premiação buscou valorizar produções comprometidas com a promoção dos direitos humanos, a proteção ambiental, a defesa dos povos indígenas e o fortalecimento da comunicação de interesse público.

Também participaram da solenidade o ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Sidônio Palmeira; o ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena; o ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco; o ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte, Paulo Pereira; o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho; a ministra interina dos Direitos Humanos e da Cidadania, Caroline Dias dos Reis; o secretário de Assuntos Multilaterais Políticos do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Carlos Márcio Bicalho Cozendey; a diretora e representante da Unesco no Brasil, Marlova Noleto; o vice-presidente da Comissão Interamericana de Direitos Humanos, José Luis Caballero Ochoa; o encarregado de Negócios da Embaixada do Reino Unido, Tony Kay; o adjunto do advogado-geral da União, Júnior Divino Fideles; e o representante das organizações peticionárias, Eliésio Marubo.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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