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Exportações de café do Brasil caem 31% em janeiro de 2026
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O Brasil exportou 2,78 milhões de sacas de 60 kg de café em janeiro de 2026, queda de 30,8% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram embarcadas 4,016 milhões de sacas. Em receita cambial, o recuo foi menor, 11,7%, com total de US$ 1,175 bilhão obtidos com os embarques, segundo dados do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé).
Preços em baixa e entressafra afetam embarques
Segundo Márcio Ferreira, presidente do Cecafé, a queda nas exportações está relacionada à combinação de fatores internos e externos:
- Preços internacionais em baixa, iniciados em janeiro e intensificados em fevereiro, devido à expectativa de boa safra de arábica 2026/27;
- Valorização de produtores brasileiros, com estoques limitados de arábica e cafés robusta/conilon direcionados ao mercado interno;
- Queda do dólar, que torna os cafés brasileiros menos competitivos no exterior.
Ferreira destaca que a recuperação das exportações deve ocorrer a partir da chegada das novas safras: maio para conilon/robusta e julho para arábica. Até lá, os embarques devem permanecer apertados.
Café arábica segue como principal produto exportado
Em janeiro, o café arábica liderou as exportações com 2,347 milhões de sacas (84,4% do total), embora tenha recuado 29,1% frente a janeiro de 2025.
Outros tipos de café:
- Café solúvel: 249.148 sacas (-32%), representando 9% do total;
- Cafés canéforas (conilon + robusta): 181.559 sacas (-45,6%), 6,5% do total;
- Café torrado/torrado e moído industrial: 2.317 sacas (-53,8%), 0,1% do total.
Principais destinos das exportações
Os cinco maiores compradores de café brasileiro em janeiro foram:
- Alemanha: 391.704 sacas (-16,1%);
- Estados Unidos: 385.841 sacas (-46,7%);
- Itália: 285.580 sacas (+6%);
- Bélgica: 180.812 sacas (-12,7%);
- Japão: 169.357 sacas (-32%).
Cafés diferenciados representam 21% das exportações
Os cafés especiais e certificados, com qualidade superior ou produção sustentável, tiveram 588.259 sacas exportadas, queda de 41,9% em relação a janeiro de 2025.
Receita cambial: US$ 272,7 milhões, preço médio de US$ 463,53 por saca, representando 23,2% do total.
Principais destinos: Alemanha (78.352 sacas), EUA (70.048), Itália (68.978), Bélgica (63.072) e Holanda (58.265).
Portos de saída predominantes
O Porto de Santos concentrou a maior parte dos embarques: 2,252 milhões de sacas (81%). Outros portos relevantes:
- Rio de Janeiro: 435.958 sacas (15,7%);
- Paranaguá (PR): 31.244 sacas (1,1%).
Safra 2025/26: queda no volume, alta na receita
De julho de 2025 a janeiro de 2026, as exportações somaram 23,406 milhões de sacas, gerando US$ 9,235 bilhões. Em comparação com o mesmo período da safra 2024/25, houve queda de 22,5% no volume, mas alta de 8,1% na receita cambial.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Bonsmara ganha espaço na pecuária tropical e Fazenda Santa Silvéria lidera expansão da genética no Brasil
A busca por sistemas pecuários mais eficientes, rentáveis e adaptados às condições climáticas brasileiras tem impulsionado o avanço de raças com elevado potencial produtivo. Nesse cenário, a Fazenda Santa Silvéria consolidou-se como uma das principais referências nacionais na criação e no melhoramento genético da raça Bonsmara, contribuindo diretamente para a expansão dessa genética em diferentes regiões do Brasil e também no mercado internacional.
Pioneira na introdução do Bonsmara no país, a propriedade desenvolve um trabalho contínuo de seleção voltado para características consideradas estratégicas para a pecuária moderna, como fertilidade, rusticidade, docilidade, desempenho produtivo e adaptação ao clima tropical.
Genética desenvolvida para condições tropicais
De acordo com a proprietária da Fazenda Santa Silvéria, Clélia Pacheco, a adoção da raça surgiu da necessidade de manter a precocidade produtiva observada em fêmeas meio-sangue Angus, sem abrir mão da adaptação necessária para enfrentar os desafios das condições tropicais brasileiras.
O Bonsmara pertence ao grupo Bos Taurus Africanus, do tipo Sanga, característica que proporciona maior distância genética em relação aos zebuínos e às raças britânicas. Essa condição favorece ganhos expressivos de heterose nos programas de cruzamento industrial, resultando em animais mais produtivos, resistentes e adaptados.
Segundo a criadora, o principal diferencial da raça está na capacidade de produzir carne de alta qualidade em sistemas simplificados de produção, com excelente desempenho a pasto e utilização de touros em monta natural.
Além da adaptação ao calor, o Bonsmara apresenta elevada fertilidade, facilidade de manejo e temperamento dócil, características que contribuem para reduzir custos operacionais e aumentar a eficiência das fazendas.
Cruzamentos ampliam produtividade e qualidade da carne
O crescimento da raça no Brasil também está associado ao desempenho obtido nos cruzamentos industriais. A utilização de reprodutores Bonsmara sobre matrizes zebuínas ou fêmeas meio-sangue Angus tem proporcionado ganhos importantes em produtividade, rendimento de carcaça e qualidade da carne.
A raça é reconhecida pela produção de carne premium, com atributos valorizados pelo mercado consumidor, como maciez, sabor e suculência. Além disso, apresenta boa conversão alimentar e capacidade de desempenho em diferentes sistemas de produção, ampliando as oportunidades para pecuaristas de diversas regiões do país.
Seleção genética impulsiona expansão nacional e internacional
O programa de melhoramento desenvolvido pela Fazenda Santa Silvéria combina avaliações de desempenho, características funcionais e critérios rigorosos de adaptação. O objetivo é selecionar animais capazes de manter altos índices produtivos mesmo em condições desafiadoras de clima e manejo.
Esse trabalho permitiu a disseminação da genética Bonsmara para todas as regiões brasileiras e também para países da América Latina e da África, fortalecendo a presença da raça em sistemas produtivos voltados para eficiência e sustentabilidade.
Sustentabilidade e eficiência caminham juntas
A busca por maior produtividade também está alinhada aos princípios de sustentabilidade. Animais geneticamente superiores tendem a permanecer menos tempo no ciclo produtivo, reduzindo a emissão de gases por quilo de carne produzida.
Ao mesmo tempo, sistemas baseados em pastagens bem manejadas favorecem a retenção de carbono no solo e contribuem para uma pecuária mais equilibrada do ponto de vista ambiental.
Para os especialistas da fazenda, a combinação entre genética, nutrição e manejo continua sendo a principal estratégia para garantir competitividade econômica e responsabilidade ambiental no campo.
Leilão disponibilizará reprodutores selecionados
Como parte do trabalho de difusão da genética Bonsmara, a Fazenda Santa Silvéria realizará, no próximo dia 1º de julho, às 20h, a 22ª edição do Leilão Bonsmara Santa Silvéria.
O evento ocorrerá em formato 100% virtual, com transmissão pela Central Leilões, e ofertará reprodutores desenvolvidos dentro de um programa de melhoramento genético direcionado às demandas da pecuária tropical brasileira.
Os animais disponibilizados foram selecionados para atuação a campo, reunindo características de adaptação, fertilidade, desempenho produtivo e qualidade genética voltadas ao aumento da eficiência dos rebanhos comerciais.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


