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Produção Global de Grãos Registra Leve Redução em 2025‑26, Mas Mantém Nível Recorde

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A produção mundial de grãos deve apresentar uma leve queda na temporada 2025‑26, após meses de revisões positivas consecutivas. Apesar do ajuste, o volume projetado permanece em nível histórico, mantendo o cenário de ampla oferta no mercado internacional. As informações são do relatório mais recente divulgado em 19 de fevereiro pelo Conselho Internacional de Grãos (IGC).

Produção Total de Grãos Levemente Revisada

O IGC estima a produção global de grãos, incluindo trigo e cereais secundários, em 2,460 bilhões de toneladas, uma redução de 1 milhão de toneladas em relação à previsão anterior. O recuo reflete principalmente ajustes na produção de cevada, com pequenas compensações nas demais culturas.

Segundo o conselho, mesmo com a revisão, o volume global continua próximo do recorde histórico, reforçando a oferta robusta no mercado internacional.

Principais Culturas
  • Trigo: A projeção para o trigo se mantém estável em 842 milhões de toneladas na safra 2025‑26, garantindo oferta suficiente para atender à demanda global.
  • Milho: A produção mundial de milho é estimada em 1,313 bilhão de toneladas, mantendo-se praticamente inalterada em relação à previsão anterior e acima do consumo projetado.
  • Soja: A safra global de soja deve atingir 428 milhões de toneladas, 1 milhão a menos que o levantamento anterior, mas ainda próxima dos níveis recordes das últimas safras.
  • Arroz: Para o arroz, a previsão permanece em 543 milhões de toneladas, sem alterações significativas em relação à última estimativa.
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Estoques Finais e Condições de Mercado

Os estoques finais de grãos para 2025‑26 estão projetados em 631 milhões de toneladas, levemente abaixo da temporada anterior, mas ainda em níveis historicamente altos. Apesar da abundância, o índice de preços de grãos e oleaginosas registrou alta de 4% em janeiro, puxado principalmente pela soja e pela cevada.

Perspectivas para a Safra 2026‑27

As primeiras estimativas para 2026‑27 indicam um cenário mais ajustado, especialmente para o trigo, com expectativa de produção menor e aumento no consumo. Para o milho, considerando área plantada e rendimentos médios, a produção também pode apresentar recuo em relação à temporada anterior.

Impacto no Brasil e Política Econômica

O Banco Central do Brasil (BCB) acompanha a evolução dos preços internacionais de grãos e seus efeitos na inflação doméstica. A ampla oferta global tende a reduzir a pressão sobre os preços de alimentos no país, podendo influenciar decisões de política monetária nos próximos meses.

Resumo dos Principais Pontos
  • Produção global de grãos em 2025‑26 levemente ajustada, mas ainda recorde.
  • Trigo e milho mantêm projeções estáveis; soja apresenta leve recuo.
  • Estoques finais globais permanecem elevados, garantindo ampla oferta.
  • Safra 2026‑27 indica produção menor para trigo e milho, com aumento do consumo.
  • Mercado global de preços e política monetária brasileira seguem influenciados por esses dados.
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Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Dólar oscila em abertura e opera perto de R$ 5,20 com inflação no Brasil e nos EUA no radar

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O dólar iniciou a sessão desta quinta-feira (25) com forte volatilidade no mercado brasileiro, alternando entre leves altas e baixas diante da cautela dos investidores com os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos.

Por volta das 9h, a moeda norte-americana registrava leve alta de 0,01%, sendo negociada a R$ 5,2025. Na véspera, o dólar já havia encerrado o pregão em alta de 0,29%, cotado a R$ 5,2019.

O movimento reflete um ambiente de aversão a risco moderada, com investidores ajustando posições antes da divulgação e repercussão de indicadores inflacionários que podem influenciar as próximas decisões de política monetária no Brasil e no exterior.

Ibovespa ainda não iniciou negociação

O principal índice da Bolsa de Valores brasileira, o Ibovespa, ainda não havia iniciado as negociações nesta manhã, com abertura prevista para as 10h. Na sessão anterior, o índice recuou 0,44%, fechando aos 170.507 pontos.

Apesar da queda no último pregão, o desempenho acumulado do índice segue positivo no mês e no ano, sustentado por setores ligados a commodities e expectativas de fluxo estrangeiro.

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Dólar acumula alta no mês e segue pressionado no curto prazo

O comportamento da moeda norte-americana no Brasil segue refletindo um cenário de ajustes constantes, com oscilações influenciadas por fatores internos e externos.

  • Desempenho do dólar:
    • Semana: alta de 0,71%;
    • Mês: alta de 3,16%;
    • Ano: queda de 5,23%.

O avanço no acumulado do mês indica pressão de curto prazo, enquanto o desempenho anual ainda mostra desvalorização frente ao real.

Ibovespa mantém trajetória positiva no ano

Mesmo com a recente volatilidade, o mercado acionário brasileiro apresenta desempenho consistente em 2026.

  • Ibovespa:
    • Semana: alta de 1,29%;
    • Mês: queda de 1,89%;
    • Ano: alta de 5,82%.

O índice segue sustentado por expectativas relacionadas ao cenário de juros, fluxo de capital estrangeiro e desempenho de empresas exportadoras, especialmente dos setores de commodities e agronegócio.

Mercado atento à inflação e política monetária

O foco dos investidores permanece voltado para os dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, que são determinantes para as expectativas sobre os próximos passos dos bancos centrais.

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No cenário doméstico, o comportamento dos preços segue influenciando as projeções para a taxa básica de juros. Já no ambiente internacional, o Federal Reserve continua sendo o principal ponto de atenção para os mercados emergentes, incluindo o Brasil.

Câmbio segue sensível a fatores externos

A oscilação do dólar na abertura reforça a sensibilidade do mercado cambial a fatores globais, especialmente indicadores econômicos dos EUA e movimentos de risco em mercados emergentes.

Para analistas, o cenário deve seguir volátil ao longo do dia, com possível aumento de amplitude nas cotações conforme novas informações econômicas forem incorporadas pelo mercado.

Panorama geral

A abertura desta quinta-feira indica um dia de ajustes no mercado financeiro brasileiro, com dólar próximo da estabilidade, porém em ambiente de incerteza, e Bolsa ainda aguardando o início das negociações.

O comportamento dos ativos deve continuar sendo guiado pelo fluxo de notícias macroeconômicas e pela percepção de risco global ao longo da sessão.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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