MATO GROSSO
Polícia Civil prende funcionário envolvido em esquema de furto de carnes em buffet da capital
MATO GROSSO
Um esquema de furto de carnes em um renomado buffet da capital foi esclarecido pela Polícia Civil, no domingo (22.2), após investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Cuiabá.
A ação resultou na prisão em flagrante de um funcionário da empresa, que transportava aproximadamente 80 quilos de carne, avaliados em cerca de R$ 4 mil. Ele responderá por furto qualificado pelo abuso de confiança e concurso de pessoas.
As investigações iniciaram após a administração do buffet procurar a Polícia relatando o possível desvio de mercadorias e suspeitas na conduta de empregados, o que motivou a verificação interna e o monitoramento das atividades operacionais.
Durante a apuração, imagens do sistema de segurança indicaram a possível participação de três colaboradores do estabelecimento no esquema. As investigações apontaram que os envolvidos se valiam da relação de confiança decorrente do vínculo empregatício para facilitar a retirada dos produtos sem levantar suspeitas imediatas.
Para realizar os furtos, os funcionários abasteciam o caminhão da empresa com os produtos furtados junto às outras mercadorias que deveriam ser entregues verdadeiramente. A abordagem do suspeito foi realizada enquanto ele transportava a carne desviada do buffet.
Diante dos fatos, o material foi apreendido e o suspeito conduzido à Derf de Cuiabá. Em interrogatório, o conduzido confessou a prática criminosa e informou que o esquema teria ocorrido ao menos três vezes. Ele contou que foi convidado por outro colaborador a participar das subtrações e recebia cerca de R$ 300 por entrega realizada.
O delegado titular da Derf Cuiabá, Sylvio do Vale Ferreira Júnior, destacou a importância da comunicação imediata por parte da empresa, ressaltando que investigações prosseguem para identificar outros participantes do esquema criminoso.
“A pronta atuação da Polícia Civil permitiu a prisão em flagrante e a recuperação da mercadoria. As investigações continuam para responsabilizar todos os envolvidos”, frisou.
Fonte: Governo MT – MT
MATO GROSSO
Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Fonte: Ministério Público MT – MT


