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Final da estação de monta amplia oportunidades para elevar taxa de prenhez e rentabilidade do rebanho

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Encerramento da estação de monta exige decisões estratégicas no manejo reprodutivo

Com a estação de monta chegando ao fim em boa parte do Brasil, o momento é decisivo para os pecuaristas que buscam aumentar a taxa de prenhez final e melhorar a eficiência produtiva do rebanho.

Mais do que encerrar o ciclo reprodutivo, o período é estratégico para intensificar o manejo, realizar o diagnóstico de gestação precoce — por meio de ultrassonografia — e, quando necessário, aplicar protocolos de ressincronização para inseminar novamente as vacas que ainda não conceberam.

Em muitas regiões, a estação de monta coincide com o período chuvoso, que normalmente ocorre entre outubro e fevereiro, tornando o diagnóstico precoce ainda mais relevante no calendário da pecuária de corte e leite.

Eficiência reprodutiva impacta diretamente na produtividade e nos lucros

De acordo com dados da Embrapa Gado de Corte, a taxa média de prenhez final nos sistemas de cria brasileiros varia entre 55% e 65%, dependendo da região e do nível tecnológico adotado.

Isso significa que uma parcela importante das fêmeas permanece vazia ao final da estação — o que reduz o número de bezerros nascidos e compromete a rentabilidade da fazenda.

Em um rebanho com mil matrizes, cada 1% a mais de prenhez final representa cerca de 10 bezerros adicionais na safra seguinte. Esse ganho se traduz em melhor aproveitamento da estrutura produtiva, redução de custos fixos por animal e maior produtividade por hectare.

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Diagnóstico precoce de gestação é fator decisivo para o sucesso do manejo

O diagnóstico de gestação precoce é uma das etapas mais importantes do manejo reprodutivo e deve ser feito o quanto antes após a Inseminação Artificial em Tempo Fixo ou ao término da estação de monta.

Segundo o médico-veterinário Bruno Freitas, da Ourofino Saúde Animal, o tempo é um recurso valioso na reprodução bovina:

“Se a vaca estiver prenhe, ela deve ser direcionada para um lote específico, com manejo nutricional adequado. Se estiver vazia, ainda há tempo de intervir e aumentar as chances de concepção dentro da mesma estação”, explica.

Com o auxílio da ultrassonografia, o diagnóstico pode ser feito a partir de 30 dias após a inseminação.

Freitas alerta que muitos produtores adiam o diagnóstico para o final da estação e acabam perdendo a oportunidade de realizar uma nova IATF.

“O tempo reprodutivo da vaca não espera. Quanto antes for feita a avaliação, maiores são as chances de sucesso”, reforça o especialista.

IATF, diagnóstico e ressincronização formam estratégia integrada de resultados

O manejo reprodutivo eficiente deve seguir três etapas complementares:

  1. Realização da IATF durante a estação de monta;
  2. Diagnóstico precoce de gestação para identificar vacas prenhes e vazias;
  3. Ressincronização das vacas não prenhes, permitindo nova inseminação no mesmo ciclo.
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A ressincronização é uma ferramenta que maximiza o aproveitamento reprodutivo do rebanho, aumentando o número final de vacas prenhes na mesma temporada.

“Cada vaca vazia representa um ano produtivo perdido. Em larga escala, isso impacta diretamente o fluxo de caixa e os índices zootécnicos da fazenda”, observa Freitas.

Tecnologia e inovação aumentam a eficiência dos programas reprodutivos

Para auxiliar o produtor neste período estratégico, a Ourofino Saúde Animal oferece protocolos completos de manejo reprodutivo, com soluções voltadas à IATF, diagnóstico e ressincronização.

Entre os destaques está o Sincromais®, produto que atua na melhoria da fertilidade e padronização dos resultados reprodutivos.

Integrado à linha de reprodução da empresa, o Sincromais® auxilia na elevação dos índices de concepção, especialmente em sistemas de alta exigência produtiva.

“Nosso objetivo é fornecer ferramentas que ajudem o pecuarista a aproveitar cada oportunidade dentro da estação de monta. Diagnóstico precoce e ressincronização são decisões técnicas que se traduzem em resultado econômico”, ressalta Freitas.

Planejamento e decisão técnica garantem maior produtividade

Ao encerrar a estação de monta com diagnóstico e planejamento reprodutivo, o produtor transforma o fim do ciclo em uma oportunidade de ganho real.

Essa estratégia contribui para aumentar a taxa de prenhez final, reduzir perdas reprodutivas e fortalecer a base produtiva para a próxima safra de bezerros.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de suínos perde força em maio diante de maior oferta e demanda interna mais fraca

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O mercado brasileiro de suínos vivos encerrou o mês de maio em cenário de baixa, pressionado principalmente pelo aumento da oferta de animais para abate e pela desaceleração do consumo doméstico. O avanço da disponibilidade reduziu o poder de negociação dos produtores e manteve as cotações fragilizadas ao longo de praticamente todo o período.

De acordo com o analista da Safras & Mercado, Allan Maia, a dinâmica do setor continuou enfraquecida tanto no mercado independente quanto no atacado. Embora alguns cortes tenham apresentado comportamento misto, o ritmo de reposição ao longo da cadeia perdeu intensidade, refletindo o consumo mais moderado das famílias brasileiras.

Segundo o especialista, a indústria frigorífica adotou uma postura mais cautelosa nas compras de animais vivos, diante da menor liquidez no mercado interno e do aumento da oferta disponível para abate.

Margens da suinocultura ficam mais apertadas

Além da pressão sobre os preços do suíno vivo, maio também foi marcado pela preocupação crescente dos produtores com o estreitamento das margens da atividade. O cenário de preços mais baixos para os animais, aliado aos custos de produção ainda elevados, reduziu a rentabilidade da cadeia suinícola.

Mesmo diante desse ambiente mais desafiador, as exportações continuaram exercendo papel fundamental para limitar perdas mais intensas no mercado doméstico.

“As exportações permaneceram como principal fator de sustentação do mercado, ajudando a absorver parte da oferta interna”, destacou Allan Maia.

Apesar de uma leve desaceleração no ritmo médio diário dos embarques durante maio, o fluxo externo continuou relevante para equilibrar a disponibilidade de carne suína no país.

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Expectativa para junho é de recuperação gradual da demanda

Para junho, a perspectiva é de um ambiente um pouco mais favorável ao setor. A entrada de salários na economia tende a estimular o consumo de proteínas, enquanto a recente queda nos preços da carne suína aumenta a competitividade do produto frente às demais proteínas animais.

Outro fator que pode favorecer o mercado é a valorização da carne bovina e da carne de frango, cenário que tende a direcionar parte do consumo para a proteína suína no varejo.

A expectativa do setor é de recuperação gradual da demanda doméstica ao longo das próximas semanas, especialmente no atacado.

Preços do suíno recuam em diversos estados

Levantamento da Safras & Mercado apontou queda na média nacional do quilo do suíno vivo, que passou de R$ 5,46 para R$ 5,38 na semana.

No atacado, a média dos cortes de carcaça recuou de R$ 9,00 para R$ 8,96 por quilo, enquanto o preço médio do pernil caiu de R$ 11,43 para R$ 11,40.

Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 103,00 para R$ 102,00.

No Rio Grande do Sul, o quilo vivo na integração caiu de R$ 5,90 para R$ 5,70, enquanto no mercado do interior passou de R$ 5,30 para R$ 5,20.

Em Santa Catarina, o preço na integração recuou de R$ 5,90 para R$ 5,70. Já no interior catarinense, o valor permaneceu em R$ 5,05.

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No Paraná, o mercado livre registrou queda de R$ 5,10 para R$ 5,00 por quilo vivo. Na integração, a cotação caiu de R$ 5,90 para R$ 5,75.

No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande permaneceu em R$ 5,15, enquanto na integração houve recuo de R$ 5,80 para R$ 5,65.

Em Goiânia, os preços avançaram de R$ 5,15 para R$ 5,35.

No interior de Minas Gerais, o quilo vivo caiu de R$ 5,70 para R$ 5,60. Já no mercado independente, os preços seguiram em R$ 5,80.

Em Mato Grosso, a cotação em Rondonópolis permaneceu em R$ 5,50, enquanto na integração estadual houve queda de R$ 5,95 para R$ 5,70.

Exportações de carne suína seguem sustentando o setor

As exportações brasileiras de carne suína in natura movimentaram US$ 191,943 milhões em maio, considerando 15 dias úteis, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

A média diária exportada ficou em US$ 12,796 milhões. O volume total embarcado atingiu 77,427 mil toneladas, com média diária de 5,161 mil toneladas.

O preço médio da tonelada exportada foi de US$ 2.479.

Na comparação com maio de 2025, houve queda de 2,1% no valor médio diário exportado. Por outro lado, o volume médio diário embarcado cresceu 2,3%, enquanto o preço médio da tonelada registrou recuo de 4,3%.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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