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Agropecuária cresce 11,7% em 2025 e consolida papel de motor da economia brasileira
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Setor agropecuário lidera crescimento do PIB nacional
A agropecuária brasileira registrou um crescimento de 11,7% em 2025, reforçando sua posição como um dos principais vetores de expansão da economia nacional. O avanço foi impulsionado pelo forte desempenho das atividades realizadas “dentro da porteira”, que abrangem a produção agrícola e pecuária em propriedades rurais de todo o país.
Com destaque para os segmentos de grãos, proteínas animais, piscicultura e avicultura, o setor apresentou resultados expressivos, mesmo em um cenário de instabilidade internacional e oscilações climáticas regionais.
Milho e soja puxam o desempenho econômico
De acordo com Carlos Eduardo de Freitas Vian, delegado do Corecon-SP e professor do Departamento de Economia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (ESALQ), o avanço foi impulsionado por culturas estratégicas para a balança comercial brasileira.
“O milho apresentou crescimento expressivo em 2025, com bom desempenho em volume, custos e preços. A soja também teve expansão de aproximadamente 14% ao longo do ano. Apesar da queda nas cotações internacionais, o aumento da produção compensou e gerou impacto positivo no PIB”, explica o economista.
Mesmo setores afetados por condições climáticas adversas, como a cana-de-açúcar, conseguiram atenuar os impactos negativos diante da força das commodities agrícolas exportáveis, mantendo o agronegócio como base da economia brasileira.
Exportações sustentam superávit comercial
O desempenho do agro reforça a forte correlação entre produção e comércio exterior. Produtos como milho, soja e proteínas animais continuam entre os principais motores das exportações brasileiras, sustentando superávits comerciais e contribuindo para a estabilidade macroeconômica do país.
Perspectivas para 2026: cenário mais desafiador
Para 2026, o setor enfrenta um ambiente de maior incerteza. Questões geopolíticas, volatilidade nos mercados internacionais e possíveis impactos climáticos podem influenciar o ritmo de crescimento observado no último ano.
“É possível que as condições climáticas não sejam tão favoráveis quanto em 2025, o que pode afetar algumas cadeias produtivas”, alerta Vian.
Tecnologia e controle de qualidade impulsionam competitividade
A adoção de tecnologias de precisão, automação e rastreabilidade vem se consolidando como diferencial estratégico do agro brasileiro. Para Rafael Soares, especialista da Pensalab, o setor caminha para um novo patamar de produtividade e controle.
“O desempenho de 2025 mostra que produtividade e tecnologia caminham juntas. Não basta produzir mais, é preciso produzir com precisão analítica, controle de qualidade e rastreabilidade. Esses fatores são essenciais para manter a competitividade global, especialmente no mercado de proteínas”, afirma Soares.
Segundo ele, a agricultura de precisão e a indústria 4.0 aplicadas ao campo possibilitam decisões baseadas em dados e evidências, reduzindo desperdícios e antecipando falhas no processo produtivo. “Mais do que medir qualidade, essas tecnologias ajudam a antecipar desvios, permitindo ações preventivas e menor impacto operacional”, complementa.
Inovação e sustentabilidade moldam o futuro do agro
O avanço tecnológico, aliado à eficiência produtiva e ao ganho de escala, vem garantindo ao agronegócio brasileiro maior previsibilidade, segurança e competitividade internacional. Em um contexto de maior exigência sanitária, regulatória e ambiental, a rastreabilidade e o controle de qualidade já não são diferenciais, mas requisitos fundamentais para acesso a mercados estratégicos.
A integração de análises automatizadas, monitoramento em tempo real e inteligência de dados consolida uma nova lógica produtiva: menos vulnerável à volatilidade externa e mais orientada por resultados sustentáveis.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Governo de Minas entrega mais de mil kits de irrigação e fortalece agricultura familiar no Vale do Jequitinhonha
O Governo de Minas Gerais deu mais um passo para fortalecer a agricultura familiar e aumentar a segurança hídrica no campo. Por meio da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Seapa), foram entregues 1.045 kits de irrigação a produtores rurais de 24 municípios do Vale do Jequitinhonha, região historicamente marcada pela irregularidade das chuvas e pelos períodos prolongados de seca.
A entrega ocorreu em Almenara e integra o Programa Irriga Minas, iniciativa voltada à ampliação do acesso à irrigação para agricultores familiares em diferentes regiões do estado. Os equipamentos são destinados principalmente à produção de hortaliças e frutas, contribuindo para o aumento da produtividade, geração de renda e fortalecimento da segurança alimentar das famílias rurais.
Programa amplia acesso à irrigação no semiárido mineiro
Com a nova etapa de distribuição, o número de kits entregues pelo Programa Irriga Minas desde 2019 alcança 16.456 unidades em todo o estado. A meta da Seapa é atingir 20 mil kits distribuídos até o final de 2026.
O programa tem como prioridade as áreas do semiárido mineiro, especialmente o Vale do Jequitinhonha, onde as condições climáticas representam um desafio constante para a atividade agropecuária.
Durante a cerimônia, o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Thales Fernandes, destacou os impactos positivos da iniciativa para os produtores da região.
Segundo ele, os equipamentos representam uma ferramenta importante para ampliar a produção agrícola, melhorar as condições de trabalho no campo e aumentar a renda das famílias beneficiadas.
Tecnologia permite produzir durante todo o ano
Os kits entregues utilizam sistema de irrigação por gotejamento, considerado uma das tecnologias mais eficientes para o uso racional da água. Os equipamentos atendem áreas de até 500 metros quadrados e 1.000 metros quadrados, conforme a necessidade de cada propriedade.
Cada conjunto é composto por caixa d’água com capacidade para mil litros, além de tubos gotejadores, filtros, registros e conectores necessários para a instalação do sistema.
A irrigação por gotejamento leva água diretamente às raízes das plantas, reduzindo perdas por evaporação e desperdícios. O método permite maior eficiência hídrica, melhora o desenvolvimento das culturas e contribui para o aumento da produtividade agrícola.
Além dos ganhos produtivos, a tecnologia fortalece a sustentabilidade no campo ao promover o uso consciente dos recursos hídricos em uma região frequentemente afetada pela escassez de água.
Agricultores enxergam oportunidade de crescimento
Para os produtores beneficiados, o acesso à irrigação representa uma oportunidade de transformar a realidade das propriedades rurais.
A agricultora Marialva Lacerda, moradora da zona rural de Jacinto, afirma que o equipamento permitirá ampliar a produção e garantir maior estabilidade para a atividade agrícola.
Segundo ela, a falta de chuvas limita o crescimento das lavouras e dificulta o planejamento da produção. Com o sistema de irrigação, a expectativa é produzir ao longo de todo o ano, aumentando a geração de renda e criando novas perspectivas para o futuro da propriedade.
Municípios do Vale do Jequitinhonha recebem os equipamentos
A distribuição contemplou produtores rurais de 24 municípios da região.
Receberam 40 kits os municípios de Divisópolis, Jacinto, Jordânia e Santa Maria do Salto. Itaobim foi contemplado com 105 kits, enquanto Itinga recebeu 107 unidades e Jequitinhonha, 83.
Também foram beneficiados Bandeira, com 49 kits; Felisburgo, com 72; e Salto da Divisa, com 49 unidades.
Outros 16 municípios receberam 30 kits cada: Almenara, Cachoeira de Pajeú, Comercinho, Joaíma, Mata Verde, Medina, Monte Formoso, Padre Paraíso, Palmópolis, Pedra Azul, Ponto dos Volantes, Rio do Prado, Rubim, Santo Antônio do Jacinto, Itaobim e Jequitinhonha.
Irrigação impulsiona desenvolvimento regional
O avanço da irrigação no Vale do Jequitinhonha é considerado estratégico para o fortalecimento da agricultura familiar e para a geração de oportunidades no meio rural.
Ao garantir condições para a produção mesmo durante períodos de estiagem, os kits contribuem para aumentar a oferta de alimentos, fortalecer a economia local e reduzir a vulnerabilidade dos produtores frente às adversidades climáticas.
Com a ampliação do Programa Irriga Minas, o governo estadual busca consolidar uma política de desenvolvimento rural baseada em produtividade, sustentabilidade e segurança hídrica para milhares de famílias mineiras.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio

