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Arrozeiros do RS pressionam por prorrogação de incentivo fiscal do ICMS para manter competitividade
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Arrozeiros defendem manutenção de benefício fiscal no RS
Representantes do setor arrozeiro gaúcho intensificaram a mobilização pela prorrogação do crédito presumido de ICMS no estado. O tema foi debatido nesta segunda-feira (16), durante reunião da Frente Parlamentar em Defesa do Arroz, realizada na Assembleia Legislativa, em Porto Alegre.
O encontro reuniu entidades representativas, parlamentares e integrantes do governo estadual para discutir a renovação dos incentivos previstos no Decreto Estadual nº 58.296/2025. A medida contempla operações de arroz destinadas, principalmente, aos mercados de São Paulo e Minas Gerais.
Crédito presumido de ICMS é estratégico para competitividade do arroz gaúcho
O crédito presumido de ICMS é um instrumento fiscal utilizado pelos estados para reduzir a carga tributária sobre determinados produtos. No caso do arroz, o mecanismo permite que a indústria desconte parte do imposto devido, aumentando a competitividade do produto em outros estados.
De acordo com lideranças do setor, a prorrogação do benefício é essencial para evitar distorções tributárias e manter condições equilibradas de concorrência para o arroz produzido no Rio Grande do Sul.
Cadeia do arroz tem peso econômico e social na metade sul do estado
Durante a reunião, o presidente da Federarroz, Denis Dias Nunes, destacou a relevância estratégica da atividade para a metade sul do estado. A região concentra cerca de 4 milhões de hectares de terras baixas aptas ao cultivo de arroz irrigado e abriga um dos maiores parques industriais de beneficiamento fora da Ásia.
Nunes ressaltou ainda o impacto direto na geração de emprego e renda. Segundo ele, mesmo com 100% da área irrigada, produtores vêm reduzindo a área plantada como estratégia para enfrentar o aumento dos custos de produção e a queda nos preços de comercialização.
O dirigente reforçou que a manutenção do incentivo fiscal também tem caráter social, já que a atividade é fundamental para uma região que depende fortemente do agronegócio.
Queda na área plantada e risco de desemprego preocupam setor
O vice-presidente da Federarroz, Roberto Fagundes Ghigino, questionou os cálculos apresentados pelo governo sobre o impacto fiscal da medida. Segundo ele, é necessário considerar não apenas a eventual renúncia de arrecadação, mas também os prejuízos já causados pela retração da produção.
Ghigino informou que cerca de 90 mil hectares deixaram de ser cultivados, o que já impacta a cadeia produtiva. Ele também alertou para o risco de perda de empregos, destacando que o setor gera aproximadamente 24 mil postos de trabalho.
De acordo com o dirigente, o fechamento de apenas 10% das indústrias poderia resultar na perda de cerca de 2,4 mil empregos. Além disso, ressaltou que indústrias que deixam o estado dificilmente retornam às atividades no Rio Grande do Sul.
Proposta será levada ao plenário e encaminhada ao governo
Ao final da reunião, o presidente da Frente Parlamentar em Defesa do Arroz, deputado estadual Marcus Vinícius, informou que os encaminhamentos serão apresentados na sessão deliberativa da Assembleia Legislativa nesta terça-feira (17).
A expectativa é de que parlamentares coletem assinaturas em apoio à prorrogação do crédito presumido de ICMS. O documento deverá ser encaminhado ao governador Eduardo Leite ainda nesta terça-feira, reforçando o pedido do setor pela manutenção do incentivo fiscal.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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TIP na pecuária ganha força na estiagem e aumenta eficiência produtiva no sistema a pasto
Estiagem pressiona pecuária e exige estratégias mais eficientes de terminação
O período de estiagem segue como um dos maiores desafios para a pecuária de corte no Brasil. A redução na disponibilidade e qualidade das pastagens compromete o ganho de peso dos animais e impacta diretamente a rentabilidade das propriedades rurais.
Diante desse cenário, a Terminação Intensiva a Pasto (TIP) vem ganhando protagonismo entre os pecuaristas como uma alternativa mais eficiente e equilibrada em relação ao semiconfinamento tradicional durante a estação seca.
TIP aumenta suplementação e reduz dependência do pasto
De acordo com o zootecnista e diretor técnico industrial da Connan, Bruno Marson, a principal diferença entre os sistemas está no nível de suplementação adotado.
No semiconfinamento tradicional, a suplementação na fase de terminação varia entre 0,8% e 1,2% do peso vivo dos animais. Já na TIP, especialmente no período seco, esse nível pode chegar a até 2% do peso vivo, reduzindo a dependência direta das pastagens.
Segundo o especialista, esse modelo permite maior previsibilidade produtiva e melhor desempenho mesmo em condições climáticas adversas.
“A suplementação estratégica é o grande diferencial da TIP. O sistema permite maior lotação e ganhos elevados de carcaça, entre 0,900 kg e 1,200 kg por animal ao dia”, explica Marson.
Semiconfinamento perde eficiência na seca, aponta especialista
Para Marson, o semiconfinamento apresenta melhores resultados durante o período das águas, quando há maior oferta de pasto de qualidade.
No entanto, na estiagem, a dependência das forragens naturais aumenta os custos e reduz a eficiência produtiva.
“O semiconfinamento é uma boa estratégia no período chuvoso. Já na seca, a TIP se mostra mais eficiente, pois o pasto passa a ser usado como fonte de fibra, enquanto os demais nutrientes são fornecidos no cocho”, destaca.
Maior lotação melhora uso da área e reduz custos fixos
Um dos principais diferenciais da TIP está na intensificação do uso da área. O sistema permite trabalhar com lotação entre 6 e 8 unidades animais por hectare (UA/ha), ampliando a eficiência produtiva da propriedade.
Além disso, a concentração de animais em terminação libera áreas para outras categorias do rebanho, favorecendo o manejo das pastagens e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo ao longo do ciclo.
Intensificação a pasto reforça sustentabilidade na pecuária
Segundo o especialista, a TIP também contribui para a sustentabilidade da atividade pecuária ao promover melhor manejo do solo e das forrageiras.
Esse modelo favorece maior retenção de água no solo, reduz a degradação das pastagens e melhora a eficiência biológica do sistema, fatores cada vez mais importantes diante da maior frequência de períodos secos.
Eficiência e controle de custos são determinantes na estiagem
Para Bruno Marson, a adoção de estratégias mais intensivas durante a seca é fundamental para garantir competitividade na pecuária de corte.
“Durante a estiagem, a eficiência operacional, o ganho de peso consistente e o controle de custos são determinantes para a rentabilidade da fazenda. Nesse cenário, a TIP se destaca como uma das melhores alternativas de terminação a pasto”, conclui.
Fonte: Portal do Agronegócio
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