CUIABÁ
Pesquisar
Close this search box.

AGRONEGOCIOS

Preço do trigo reage no Sul e mercado muda de tendência com oferta restrita

Publicados

AGRONEGOCIOS

O mercado de trigo no Sul do Brasil apresenta movimento de recuperação nos preços, impulsionado pela oferta limitada de grãos de melhor qualidade e pela maior atuação dos moinhos na busca por abastecimento. As negociações seguem pontuais, mas com crescimento no foco em contratos futuros, sinalizando mudança de tendência no setor.

De acordo com a TF Agroeconômica, o cenário atual reflete a dificuldade de acesso a trigo de padrão superior, agravada por problemas na safra argentina, o que sustenta a valorização no mercado interno.

Rio Grande do Sul registra alta nos preços do trigo

No Rio Grande do Sul, os preços voltaram a subir, com moinhos pagando entre R$ 1.250 e R$ 1.300 por tonelada CIF, variando conforme prazo de entrega. Negociações para maio já indicam valores mais firmes, reforçando a tendência de alta.

A avaliação predominante no mercado é de que os preços mais baixos dificilmente voltarão, diante da escassez de trigo de qualidade. Lotes superiores ainda disponíveis tendem a alcançar maior valorização.

No mercado ao produtor, os preços também reagiram, chegando a cerca de R$ 57,00 por saca em Panambi, refletindo a demanda aquecida.

Leia Também:  Marcos Morés abordará Artrites Infecciosas no 25º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA)
Santa Catarina sente impacto do frete e reajusta preços

Em Santa Catarina, o mercado segue dependente do trigo gaúcho e registra nova elevação nos preços, puxada principalmente pelo aumento do custo do frete.

As negociações estão na faixa de:

  • R$ 1.310 a R$ 1.315 por tonelada CIF para trigo de fora do estado
  • Cerca de R$ 1.300 CIF para o produto local

O aumento dos custos já provocou reajustes médios de cerca de 3% nos preços das farinhas, com aceitação pelo mercado.

A oferta de trigo branqueador segue limitada, com prêmios elevados, enquanto parte dos lotes disponíveis apresenta qualidade inferior para panificação.

Paraná mantém preços firmes com ritmo mais lento

No Paraná, o mercado permanece firme, mas com menor volume de negociações. Os moinhos continuam ativos na busca por trigo de melhor qualidade, priorizando entregas a partir de abril.

Os preços variam entre:

  • R$ 1.300 e R$ 1.400 por tonelada, dependendo da região

A menor movimentação está relacionada ao foco dos produtores na colheita de soja e milho, o que reduz a disponibilidade de negócios no curto prazo.

Leia Também:  Bactéria da Caatinga dá origem ao Hydratus, bioinsumo que aumenta produtividade e protege lavouras da seca
Mercado internacional sustenta valorização

No cenário externo, a demanda por trigo de qualidade segue aquecida, contribuindo para sustentar os preços no Brasil.

  • Trigo argentino com mais de 12% de proteína é ofertado a cerca de US$ 295 por tonelada
  • Trigo paraguaio gira em torno de US$ 260 CIF no Paraná

Esse contexto internacional reforça a pressão sobre a oferta interna e contribui para a manutenção da tendência de alta no mercado brasileiro.

Perspectiva: tendência de valorização deve continuar

O mercado de trigo no Sul entra em um novo momento, marcado por oferta restrita, demanda ativa e preços em recuperação. A combinação de fatores internos e externos indica que o cenário de valorização deve persistir no curto prazo, especialmente para lotes de maior qualidade.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

Propaganda

AGRONEGOCIOS

Exportação recorde não impede queda do frango vivo no mercado interno

Publicados

em

O Brasil caminha para estabelecer um novo recorde nas exportações de carne de frango em 2026, mas o avanço das vendas externas ainda não foi suficiente para absorver o aumento da oferta. Com mais animais prontos para o abate, os preços do frango vivo recuaram em algumas das principais regiões produtoras, enquanto as cotações dos cortes permaneceram praticamente estáveis no atacado.

A pressão ocorre em uma cadeia que produziu 15,3 milhões de toneladas de carne de frango em 2025 e faturou cerca de R$ 50 bilhões somente com exportações, considerando a receita de R$ 9,8 bilhões convertida pelo câmbio de R$ 5,10. O Brasil ocupa a terceira posição entre os maiores produtores mundiais e lidera o comércio internacional da proteína.

No ano passado, o país exportou o volume recorde de 5,324 milhões de toneladas. Para 2026, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) projeta embarques de até 5,5 milhões de toneladas, além de uma produção próxima de 15,6 milhões de toneladas. A disponibilidade no mercado interno pode alcançar 10,1 milhões de toneladas.

O avanço da oferta já aparece nos abates. No primeiro trimestre deste ano, o peso das carcaças chegou a 3,73 milhões de toneladas, crescimento de 6,9% em relação ao mesmo período de 2025, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O Paraná respondeu por 35% da produção, seguido por Santa Catarina, Rio Grande do Sul e São Paulo.

A ampliação dos abates ajuda a explicar por que os preços não acompanham o desempenho das exportações. A demanda internacional segue aquecida, mas o mercado doméstico precisa absorver cerca de dois terços de toda a carne produzida no país. O consumo estimado para 2026 é de 47,3 quilos por habitante, um dos maiores do mundo, mas ainda insuficiente para provocar uma reação mais forte diante da oferta atual.

Leia Também:  Goiás inicia período de semeadura do feijão-comum nesta terça-feira (21/10)

Levantamento mostra que o frango vivo foi negociado a R$ 5,20 por quilo em São Paulo. No oeste do Paraná, a referência ficou em R$ 4,60. Goiás e Mato Grosso do Sul registraram queda de R$ 4,65 para R$ 4,55, enquanto Minas Gerais e Distrito Federal passaram de R$ 4,70 para R$ 4,60 por quilo.

No Sul, as referências ficaram em R$ 4,75 no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina. Os preços mais elevados continuam concentrados no Nordeste e no Norte, variando de R$ 6,80 no Ceará a R$ 7,20 no Pará. As diferenças refletem custos logísticos, disponibilidade regional de aves e características próprias de cada mercado.

No atacado paulista, o peito congelado permaneceu em R$ 8,50 por quilo, a coxa em R$ 6,90 e a asa em R$ 11. Os cortes resfriados foram negociados por R$ 8,60, R$ 7 e R$ 11,10, respectivamente. A estabilidade, porém, não representa recuperação, porque as indústrias encontram dificuldade para elevar os preços diante da quantidade de carne disponível.

O principal instrumento para ajustar o mercado é o controle dos alojamentos. O termo corresponde ao número de pintinhos de um dia colocados nas granjas para engorda. Como as aves chegam ao peso de abate em aproximadamente 40 a 45 dias, um alojamento elevado hoje se transforma em maior oferta de carne poucas semanas depois.

A redução dos lotes permite diminuir gradualmente a quantidade de animais disponíveis e recuperar o equilíbrio entre produção, consumo e exportações. O ajuste precisa ser planejado porque uma redução excessiva também pode provocar falta de produto e aumento repentino dos preços no futuro.

A pressão não alcança todos os avicultores da mesma maneira. No sistema de integração, predominante nas principais regiões produtoras, a indústria normalmente fornece pintinhos, ração, medicamentos e assistência técnica. O produtor entra com as instalações, mão de obra, energia e manejo, recebendo conforme o desempenho do lote e as condições estabelecidas em contrato.

Leia Também:  Bactéria da Caatinga dá origem ao Hydratus, bioinsumo que aumenta produtividade e protege lavouras da seca

Por isso, a cotação do frango vivo não corresponde diretamente ao valor recebido por todos os integrados. Ainda assim, o excesso de oferta reduz a rentabilidade geral da cadeia e pode afetar o ritmo dos alojamentos, a remuneração dos contratos e a capacidade das empresas de repassar custos. O impacto é mais direto sobre produtores independentes, que compram os insumos e comercializam os animais por conta própria.

A disponibilidade de milho e farelo de soja ajuda a conter parte da pressão. Os dois produtos formam a base da ração e representam a maior parcela do custo de produção. Com oferta elevada de grãos, a alimentação das aves está menos onerosa do que em períodos de escassez, evitando uma deterioração maior das margens.

No comércio exterior, os embarques continuam funcionando como principal sustentação do setor. Nos primeiros 13 dias úteis de julho, o Brasil exportou 299,2 mil toneladas de carne de aves e miudezas, com receita equivalente a R$ 2,73 bilhões. A média diária cresceu 41% em relação a julho de 2025, embora o preço médio tenha recuado 1,3%.

O cenário indica que a avicultura brasileira permanece competitiva e deve ampliar sua presença internacional. No curto prazo, porém, o recorde das exportações terá de ser acompanhado por um controle mais preciso dos alojamentos. Sem esse ajuste, a expansão da produção continuará chegando ao mercado antes que a demanda consiga absorvê-la, mantendo os preços do frango vivo sob pressão.

Fonte: Pensar Agro

Continue lendo

CUIABÁ

POLÍCIA

POLÍTICA MT

MATO GROSSO

MAIS LIDAS DA SEMANA