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Mercado eleva projeção da inflação para 4,31% em 2026 e mantém atenção ao cenário externo
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A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil voltou a subir. De acordo com o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central do Brasil, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,17% para 4,31% em 2026.
Inflação tem terceira alta consecutiva, mas segue dentro da meta
Esta é a terceira elevação seguida nas projeções para a inflação neste ano, em um contexto marcado por incertezas no cenário internacional, especialmente diante das tensões no Oriente Médio.
Apesar da alta, a expectativa ainda permanece dentro do intervalo da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos — ou seja, entre 1,5% e 4,5%.
Inflação mensal acelera, mas acumulado recua
Em fevereiro, a inflação oficial registrou alta de 0,7%, puxada principalmente pelos grupos de transportes e educação. O resultado representa uma aceleração em relação a janeiro, quando o índice havia ficado em 0,33%.
Por outro lado, o acumulado em 12 meses recuou para 3,81%, ficando abaixo de 4% pela primeira vez desde maio de 2024.
Projeções de inflação para os próximos anos
As estimativas do mercado para os anos seguintes indicam estabilidade próxima à meta:
- 2027: 3,84% (ante 3,8% anteriormente)
- 2028: 3,57%
- 2029: 3,5%
Selic segue como principal instrumento de controle
Para controlar a inflação, o Banco Central do Brasil utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente fixada em 14,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).
Na última reunião, o colegiado decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa em 0,25 ponto percentual. Antes da intensificação do conflito no Oriente Médio, a expectativa predominante do mercado era de um corte maior, de 0,5 ponto.
Ciclo de juros pode ser revisto diante de incertezas
Após um período de elevação da Selic entre setembro de 2024 e junho de 2025, seguido de estabilidade, o mercado esperava o início de um ciclo mais consistente de queda.
No entanto, as incertezas externas podem levar o Banco Central a reavaliar o ritmo de redução dos juros, caso haja pressão adicional sobre a inflação.
A próxima reunião do Copom está prevista para abril.
Projeções para a Selic nos próximos anos
Segundo o Focus, a expectativa para a taxa básica de juros é:
- 2026: 12,5% ao ano
- 2027: 10,5% ao ano
- 2028: 10% ao ano
- 2029: 9,75% ao ano
Entenda o impacto da Selic na economia
Quando a Selic é elevada, o objetivo é conter a demanda, já que juros mais altos encarecem o crédito e incentivam a poupança, reduzindo a pressão sobre os preços.
Por outro lado, a queda da taxa tende a baratear o crédito, estimular o consumo e a produção, mas pode reduzir o controle inflacionário.
PIB tem leve ajuste positivo na projeção
O mercado também revisou levemente para cima a expectativa de crescimento da economia brasileira em 2026, de 1,84% para 1,85%.
Para os anos seguintes, as projeções são:
- 2027: 1,8%
- 2028: 2%
- 2029: 2%
Em 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 2,3%, segundo o IBGE, marcando o quinto ano consecutivo de expansão, com destaque para o desempenho da agropecuária.
Dólar deve encerrar 2026 em R$ 5,40
No câmbio, a previsão do mercado financeiro indica que o dólar deve fechar 2026 cotado a R$ 5,40.
Para 2027, a estimativa é de leve alta, com a moeda norte-americana alcançando R$ 5,45.
Cenário segue sensível a fatores externos
As projeções refletem um ambiente econômico ainda marcado por incertezas, especialmente no cenário internacional.
Com isso, inflação, juros e câmbio devem continuar sensíveis a fatores externos, exigindo cautela tanto das autoridades monetárias quanto dos agentes de mercado ao longo dos próximos meses.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preços do trigo sobem no Brasil com oferta restrita e ajuste no mercado em abril
O mercado brasileiro de trigo encerrou abril com valorização nas principais regiões produtoras, sustentado pela oferta restrita, firmeza dos vendedores e necessidade de recomposição de estoques por parte dos moinhos. O movimento reflete um ajuste no mercado interno, especialmente diante da menor disponibilidade no Sul e da crescente exigência por qualidade do grão.
Mercado interno: escassez e qualidade sustentam preços
A baixa oferta disponível nas regiões produtoras foi determinante para a sustentação das cotações ao longo do mês. A comercialização mais seletiva, com foco em lotes de melhor qualidade, também contribuiu para o cenário de valorização.
No Paraná, a média FOB interior avançou 3% em abril, alcançando R$ 1.407 por tonelada. Já no Rio Grande do Sul, o movimento foi mais expressivo, com alta de 8%, elevando a referência para R$ 1.295 por tonelada.
O comportamento reforça um mercado mais ajustado, com menor volume disponível e maior rigor na negociação, principalmente em relação ao padrão do produto.
Acumulado de 2026 mostra recuperação relevante
No primeiro quadrimestre de 2026, a alta acumulada dos preços é significativa, indicando uma mudança importante na dinâmica do mercado desde o início do ano:
- Paraná: +20%
- Rio Grande do Sul: +25%
Apesar da recuperação no curto prazo, na comparação anual as cotações ainda permanecem abaixo dos níveis registrados no mesmo período do ano anterior, com recuos de 9% no Paraná e 10% no Rio Grande do Sul.
Esse cenário evidencia que o mercado doméstico reage aos fundamentos internos, mas ainda enfrenta limitações impostas pelo ambiente externo.
Mercado externo: referência argentina e incertezas de qualidade
A Argentina segue como principal referência para a formação de preços do trigo no Brasil. Em abril, as indicações nominais para o produto com teor de proteína acima de 11,5% permaneceram estáveis, ao redor de US$ 240 por tonelada.
No entanto, o cenário internacional aponta para possíveis ajustes. O trigo hard norte-americano registrou valorização de 7,8% no mês e acumula alta de 27% em 2026, sinalizando pressão altista global.
Além disso, persistem incertezas quanto ao padrão de qualidade do trigo argentino disponível para exportação, o que pode influenciar diretamente a competitividade e os preços no mercado regional.
Câmbio limita repasse da alta internacional
Apesar do viés altista nos fundamentos domésticos e da pressão externa, o câmbio tem atuado como principal fator de contenção para os preços no Brasil.
A valorização do real frente ao dólar reduz a paridade de importação, limitando o repasse das altas internacionais para o mercado interno. Com isso, mesmo diante de um cenário global mais firme, os avanços nas cotações domésticas ocorrem de forma mais moderada.
Tendência: mercado segue sensível à oferta e ao câmbio
A perspectiva para o curto prazo é de manutenção de um mercado ajustado, com preços sustentados pela oferta restrita e pela demanda pontual dos moinhos.
No entanto, a evolução do câmbio e o comportamento das cotações internacionais seguirão sendo determinantes para a intensidade dos movimentos no Brasil, especialmente em um cenário de integração crescente com o mercado global.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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