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Trigo avança no Brasil com oferta restrita, enquanto mercado global oscila com clima e tensões geopolíticas

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O mercado de trigo iniciou a semana com dinâmicas distintas entre o cenário doméstico e o internacional. No Brasil, a baixa disponibilidade do cereal mantém os preços em alta e reduz o ritmo das negociações. Já no mercado externo, fatores como o clima nos Estados Unidos e as tensões geopolíticas na região do Mar Negro seguem influenciando o comportamento das cotações.

Oferta restrita sustenta alta dos preços no Brasil

No mercado interno, a limitada disponibilidade de trigo continua sendo o principal fator de sustentação das cotações. Levantamentos do Cepea indicam valorização nas principais praças acompanhadas.

No Paraná, os preços superaram R$ 1.280 por tonelada no final de março, retornando aos patamares observados em setembro de 2025. O movimento é reflexo da postura dos produtores, que seguem retraídos nas negociações, aguardando condições mais favoráveis de comercialização.

Além disso, muitos agricultores ainda direcionam suas atenções às atividades da safra de verão, o que contribui para restringir ainda mais a oferta no mercado spot e reduzir a liquidez.

Demanda firme das indústrias reforça sustentação

Do lado da demanda, as indústrias moageiras permanecem ativas, especialmente neste início de mês, período tradicional de recomposição de estoques.

Diante da oferta limitada, compradores acabam aceitando os preços mais elevados pedidos pelos vendedores, o que mantém a firmeza das cotações, mesmo com volumes negociados ainda modestos.

Mercado internacional apresenta oscilações nas bolsas

No cenário externo, o mercado de trigo registrou comportamento misto no início da semana. Na Chicago Board of Trade, os contratos mais próximos recuaram:

  • Maio: US$ 5,95 1/4 por bushel (-0,50%)
  • Julho: US$ 6,06 1/2 por bushel (-0,49%)
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Outros mercados também acompanharam o movimento:

  • Kansas (HRW): queda de 1,22%
  • Minneapolis: recuo de 0,35%
  • Paris: estabilidade

Apesar das perdas nos vencimentos mais curtos, contratos de prazo mais longo indicam leve sustentação, refletindo expectativas diferenciadas para as próximas safras.

Clima nos EUA e demanda externa pressionam cotações

As previsões de chuvas nas Grandes Planícies dos Estados Unidos exerceram pressão sobre os preços internacionais. As precipitações previstas para os próximos dez dias devem atingir cerca de dois terços das áreas produtoras, favorecendo a recuperação das lavouras afetadas pela seca.

Enquanto a região Leste deve receber volumes mais significativos, o Oeste tende a permanecer com chuvas mais limitadas.

Além disso, a demanda internacional mais fraca contribuiu para o viés de baixa. As inspeções de exportação norte-americanas somaram 334,1 mil toneladas na semana encerrada em 2 de abril, abaixo do registrado na semana anterior.

Mesmo assim, no acumulado da temporada 2025/26, iniciada em junho, os embarques atingem 20,66 milhões de toneladas, acima das 17,72 milhões do mesmo período do ciclo anterior.

Tensões no Mar Negro e custos globais elevam incertezas

O ambiente geopolítico segue no radar do mercado. Um ataque com drones a um navio russo carregado com trigo no Mar de Azov aumentou as preocupações com a logística de exportação, elevando a volatilidade das cotações internacionais.

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Outro fator relevante é a possível redução da área plantada na Austrália, pressionada pelo aumento expressivo nos custos de insumos, o que pode impactar a oferta global nas próximas safras.

Região Sul mantém preços firmes e negociações lentas

No Brasil, especialmente na região Sul, os preços seguem sustentados, mas com ritmo moderado de negócios:

  • Rio Grande do Sul: entre R$ 1.300 e R$ 1.320 por tonelada para entrega futura, com pedidas mais elevadas por parte dos vendedores
  • Santa Catarina: preços estáveis, com abastecimento apoiado na produção local e no trigo gaúcho
  • Paraná: negociações entre R$ 1.300 e R$ 1.400 por tonelada, com disputa entre compradores e vendedores

A concorrência com trigo de outros estados e também do Paraguai contribui para a menor liquidez no mercado interno.

Perspectivas para o mercado de trigo

No curto prazo, o mercado brasileiro deve permanecer firme, sustentado pela restrição na oferta e pela postura cautelosa dos produtores.

Já no cenário internacional, a tendência é de maior volatilidade. Os preços devem seguir reagindo às condições climáticas nos Estados Unidos, à evolução da demanda global e às incertezas geopolíticas, especialmente na região do Mar Negro.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Sicredi libera R$ 53 bilhões ao agronegócio no Plano Safra 2025/26 e amplia seguros rurais em 30%

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O Sicredi liberou quase R$ 53 bilhões em crédito ao agronegócio no âmbito do Plano Safra 2025/26 até março, volume 16,5% superior ao registrado no ciclo anterior. No mesmo período, a instituição também ampliou em 30% a contratação de seguros rurais, reforçando sua atuação no financiamento e na gestão de riscos do setor.

Os dados foram apresentados durante coletiva de imprensa na Agrishow 2026, em Ribeirão Preto (SP), pelo superintendente de Agronegócio do Sicredi, Vitor de Moraes.

Carteira agro supera R$ 120 bilhões

Segundo a instituição, a carteira de crédito voltada ao agronegócio já ultrapassa R$ 120 bilhões, consolidando o Sicredi como o principal agente privado de repasse de crédito rural no país.

O desempenho reflete a estratégia de expansão de linhas de financiamento e instrumentos financeiros voltados à sustentabilidade econômica dos produtores, especialmente em um cenário de juros elevados e maior pressão sobre a rentabilidade no campo.

Crédito e proteção financeira avançam juntos

Além do crescimento no crédito, o Sicredi tem intensificado a oferta de ferramentas de proteção financeira, como derivativos e operações em moeda estrangeira.

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De acordo com a instituição, a estratégia busca reduzir riscos e estabilizar a renda dos produtores, especialmente daqueles com receita atrelada ao dólar. A carteira de operações em moeda estrangeira já se aproxima de R$ 10 bilhões.

“O objetivo é ajudar o produtor não apenas a produzir mais, mas também a alcançar melhor resultado financeiro. Os instrumentos de proteção permitem proteger tanto a produção quanto a rentabilidade”, afirmou Vitor de Moraes.

Seguro rural cresce e alcança R$ 60 bilhões em cobertura

O Sicredi registrou 113 mil apólices de seguro agrícola e rural em 2025, com cobertura total aproximada de R$ 60 bilhões, incluindo lavouras, máquinas e benfeitorias.

Somente o seguro agrícola somou R$ 2,4 bilhões em cobertura e apresentou crescimento de 30% em valor na comparação anual, reforçando a busca dos produtores por proteção diante de eventos climáticos e volatilidade de mercado.

Cenário de crédito segue desafiador

Mesmo com expectativa de eventual queda nos juros, o Sicredi avalia que o custo do crédito rural deve continuar elevado nos próximos ciclos, o que exige maior diversificação de instrumentos financeiros.

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A instituição afirma que seguirá ampliando alternativas de financiamento e soluções de gestão de risco para o próximo Plano Safra.

“Mesmo com eventual redução da taxa de juros, o cenário ainda deve ser de crédito caro. Por isso, vamos seguir buscando alternativas mais competitivas para o produtor”, destacou Moraes.

Perspectiva para o setor

O avanço simultâneo em crédito e seguros reforça a tendência de maior profissionalização da gestão financeira no agronegócio brasileiro. A estratégia combina acesso a capital, mitigação de riscos e uso de instrumentos de mercado, em um cenário de maior complexidade econômica e climática no campo.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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