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Ruptura em supermercados recua para 11,7% em março, mas itens essenciais seguem pressionando abastecimento no Brasil
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O Índice de Ruptura da Neogrid, que mede a falta de produtos nas prateleiras dos supermercados brasileiros, recuou para 11,7% em março de 2026. O resultado representa queda de 1,5 ponto percentual em relação a fevereiro (13,2%), indicando uma leve recuperação no abastecimento do varejo alimentar.
Apesar do avanço, categorias essenciais da cesta básica continuam pressionando o indicador, com destaque para leite, arroz, feijão e azeite, que ainda apresentam níveis elevados de indisponibilidade.
Varejo melhora abastecimento, mas consumo segue irregular
Segundo análise da Neogrid, o movimento de redução na ruptura reflete uma recomposição gradual dos estoques por parte dos supermercados, que vêm se preparando para uma possível retomada do consumo após um início de ano mais fraco.
No entanto, o cenário ainda exige cautela. A demanda irregular e o ambiente econômico instável mantêm o setor em alerta, já que a ruptura impacta diretamente as vendas e a experiência do consumidor.
Categorias essenciais seguem pressionadas
Entre os produtos monitorados, alguns itens apresentaram aumento na indisponibilidade em março, reforçando a pressão sobre o abastecimento de alimentos básicos:
- Leite: 13,9% → 19,1% (+5,2 p.p.)
- Azeite: 13,6% → 14,1% (+0,5 p.p.)
- Arroz: 11,5% → 11,7% (+0,2 p.p.)
- Feijão: 10% → 10,8% (+0,8 p.p.)
Já algumas categorias apresentaram melhora:
- Ovos: 27,2% → 27% (-0,2 p.p.)
- Açúcar: 10,2% → 8,4% (-1,8 p.p.)
- Café: 8% → 7,5% (-0,5 p.p.)
Ovos seguem como principal ponto crítico do abastecimento
Mesmo com leve recuo em março, os ovos continuam sendo a categoria com maior nível de ruptura no país, com índice de 27%.
A trajetória recente mostra forte volatilidade: o indicador havia caído para 22% em janeiro, mas voltou a subir em fevereiro e se manteve em patamar elevado em março.
Nos preços, a categoria também registrou alta na maior parte das embalagens, com exceção da meia dúzia de ovos. A caixa com 12 unidades subiu de R$ 11,63 para R$ 12,07, enquanto a de 20 unidades passou de R$ 16,00 para R$ 17,32.
Leite UHT tem maior avanço na ruptura
O leite UHT foi o destaque negativo do período, com a ruptura saltando de 13,9% em fevereiro para 19,1% em março — o maior avanço entre todas as categorias analisadas.
O movimento indica deterioração contínua ao longo do trimestre, já que em janeiro o índice era de 8,8%.
No mercado, os preços também avançaram. O leite integral e o semidesnatado subiram, enquanto apenas o desnatado apresentou recuo.
Arroz e feijão seguem trajetória de alta na ruptura
Itens fundamentais da cesta básica, arroz e feijão continuam com tendência de aumento na indisponibilidade.
O arroz passou de 6,8% no fim de 2025 para 11,7% em março de 2026, enquanto o feijão avançou de 8,2% em janeiro para 10,8% no último levantamento.
Apesar disso, os preços dos produtos apresentaram comportamento de queda ou estabilidade, indicando pressão simultânea entre oferta e consumo.
Açúcar e café apresentam alívio no abastecimento
Duas categorias importantes apresentaram melhora no índice de ruptura:
- Açúcar: queda de 10,2% para 8,4%
- Café: redução de 8% para 7,5%
Ambos os produtos também registraram recuo nos preços, indicando recomposição de oferta no varejo.
Cenário ainda exige atenção da cadeia de alimentos
Apesar da melhora geral no índice de ruptura, o levantamento da Neogrid aponta que o abastecimento de itens essenciais ainda enfrenta instabilidade no Brasil.
A combinação de demanda irregular, custos logísticos e variações de produção mantém parte da cesta básica sob pressão, especialmente em proteínas e grãos estratégicos para o consumo doméstico.
O setor supermercadista segue monitorando o comportamento do consumo e a reposição de estoques, buscando equilíbrio entre disponibilidade de produtos e eficiência operacional.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Preço da laranja despenca mais de 56% e acende alerta no setor citrícola, aponta Cepea
Os preços da laranja pera no mercado de mesa registraram forte retração em abril, acendendo um sinal de alerta para os produtores brasileiros. De acordo com levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a queda foi de expressivos 56,1% na comparação com o mesmo período de 2025.
Apesar da desvalorização anual acentuada, as cotações apresentaram relativa estabilidade ao longo de abril, refletindo um equilíbrio momentâneo entre oferta restrita e demanda moderada.
Demanda enfraquecida pressiona cotações
Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho do mercado foi impactado por uma combinação de fatores. Mesmo com a oferta ainda limitada neste encerramento da safra 2025/26, a demanda não apresentou força suficiente para sustentar preços mais elevados.
Além disso, os feriados ao longo do mês de abril reduziram o ritmo de comercialização da fruta, contribuindo para a acomodação das cotações no mercado interno.
Outro ponto relevante é o início da concorrência com as laranjas precoces, que começam a entrar gradualmente no mercado, pressionando os preços mesmo antes de um aumento significativo da oferta.
Safra 2026/27 começa de forma lenta
As primeiras frutas da temporada 2026/27 já começam a aparecer nos pomares, mas ainda em estágio inicial de desenvolvimento. Segundo o Cepea, essas laranjas apresentam coloração predominantemente verde e volumes ainda reduzidos.
A expectativa é de que a oferta aumente de forma gradual nas próximas semanas, à medida que o ciclo produtivo avance e as condições de maturação evoluam.
Perspectiva de mercado
O cenário indica um mercado em transição entre safras, com tendência de maior pressão sobre os preços no curto prazo, especialmente com a entrada mais consistente das frutas precoces.
Para os produtores, o momento exige atenção redobrada à gestão de custos e estratégias de comercialização, diante de um ambiente de margens mais apertadas e demanda ainda sem sinais claros de recuperação.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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