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Alface perde força no atacado com excesso de oferta e demanda enfraquecida; mercado do boi gordo hoje opera com pressão moderada

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Mercado de hortifrúti sente impacto do calendário e da oferta elevada

O mercado de alface registrou enfraquecimento nas vendas ao longo da última semana no atacado paulista, especialmente na Ceagesp. De acordo com levantamentos do Hortifrúti/Cepea, o escoamento até apresentou desempenho razoável nos primeiros dias, mas perdeu ritmo gradualmente.

A desaceleração esteve diretamente ligada ao aumento expressivo da oferta. Além do maior volume de alface disponível, o entreposto recebeu uma ampla variedade de hortaliças, ampliando a concorrência entre os produtos e pressionando os preços.

Outro fator determinante foi o contexto do calendário. O encerramento do mês, tradicionalmente marcado por menor poder de compra do consumidor, somado ao feriado, reduziu ainda mais a demanda. Como resultado, os preços recuaram no atacado, refletindo um cenário típico de excesso de oferta combinado com consumo enfraquecido.

Perspectiva: cautela no curto prazo

Para esta semana, a tendência apontada por agentes de mercado é de maior cautela por parte dos atacadistas. A estratégia deve ser de controle na entrada de mercadorias, evitando novos acúmulos de estoque até que haja sinais mais claros de retomada da demanda.

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Com o início de maio, a expectativa é de uma recuperação gradual do consumo, o que pode contribuir para maior equilíbrio entre oferta e procura e, consequentemente, para estabilização dos preços.

Boi gordo hoje: mercado segue pressionado, mas com sinais de estabilidade

No mercado pecuário, o boi gordo apresenta um cenário de pressão moderada nesta terça-feira, com frigoríficos ainda operando com escalas de abate relativamente confortáveis em diversas regiões do país.

As cotações seguem oscilando de forma pontual, com tendência de estabilidade a leve baixa em praças importantes. O avanço da oferta de animais terminados, favorecido pelas boas condições de pastagem em algumas regiões e pelo ritmo de confinamento, contribui para limitar movimentos de alta.

Por outro lado, a demanda interna permanece mais contida, influenciada pelo poder de compra da população. Já no mercado externo, as exportações continuam dando sustentação parcial aos preços, com volumes consistentes embarcados.

Resumo dos movimentos de mercado
  • Alface: queda nas vendas e pressão sobre preços devido à alta oferta e demanda enfraquecida
  • Hortaliças em geral: aumento de disponibilidade intensifica concorrência no atacado
  • Boi gordo: mercado com leve pressão, mas tendência de estabilidade no curto prazo
  • Expectativa: recuperação gradual da demanda no hortifrúti e atenção ao ritmo das exportações de carne bovina
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O cenário atual reforça a importância do ajuste entre oferta e demanda em diferentes segmentos do agronegócio, com o comportamento do consumo sendo decisivo tanto para hortifrúti quanto para a pecuária.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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Mercado de etanol ganha fôlego com gasolina mais cara e oferta mais ajustada no Centro-Sul

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O mercado brasileiro de etanol entrou em uma fase mais favorável nas últimas semanas, impulsionado pela melhora da competitividade frente à gasolina, pelo avanço da demanda doméstica e por um cenário de oferta mais equilibrado na região Centro-Sul, principal polo produtor do país.

A avaliação faz parte do relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, que destaca uma mudança gradual nos fundamentos do mercado após meses de pressão sobre os preços do biocombustível.

Gasolina fortalece competitividade do etanol

Um dos principais fatores que vêm sustentando a recuperação do etanol é o aumento da competitividade nas bombas. Com os reajustes observados nos combustíveis fósseis e a manutenção de preços mais atrativos do biocombustível em diversos estados brasileiros, consumidores voltaram a ampliar o consumo do hidratado.

O movimento é especialmente relevante em estados produtores, onde a relação de preços entre etanol e gasolina voltou a favorecer o abastecimento com combustível renovável.

Segundo a análise do Itaú BBA, essa retomada da competitividade tem contribuído para melhorar o escoamento da produção e reduzir parte da pressão observada sobre os estoques das usinas.

Produção segue elevada, mas ritmo de moagem exige atenção

Apesar do cenário mais favorável para a demanda, o mercado continua monitorando de perto a evolução da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul.

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As condições climáticas observadas ao longo do ciclo influenciam diretamente o ritmo de moagem e a disponibilidade de matéria-prima para a produção de açúcar e etanol. O setor acompanha ainda os impactos das chuvas em algumas regiões produtoras e os efeitos sobre o rendimento agrícola dos canaviais.

A estratégia das usinas também permanece no radar do mercado. Dependendo da rentabilidade relativa entre açúcar e etanol, as empresas podem direcionar maior volume de cana para um ou outro produto, alterando a oferta disponível ao longo dos próximos meses.

Consumo doméstico continua sendo principal suporte

O mercado interno segue como o principal motor para o setor de biocombustíveis. A frota flex brasileira continua garantindo elevada capacidade de absorção da produção nacional, especialmente em momentos de maior competitividade do etanol hidratado.

Além disso, as políticas de descarbonização e os programas de incentivo aos combustíveis renováveis reforçam as perspectivas estruturais positivas para o segmento.

A expectativa é de que o consumo permaneça aquecido durante o segundo semestre, contribuindo para um ambiente mais equilibrado entre oferta e demanda.

Petróleo e câmbio permanecem no radar

O comportamento das cotações internacionais do petróleo segue sendo um dos principais fatores de influência para o mercado brasileiro de combustíveis.

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Oscilações nos preços da commodity afetam diretamente a formação dos preços da gasolina e, consequentemente, a competitividade do etanol nas bombas.

O câmbio também desempenha papel importante. Um dólar mais valorizado tende a favorecer as exportações do setor sucroenergético e aumentar a atratividade do açúcar no mercado internacional, impactando as decisões de produção das usinas.

Perspectivas para o segundo semestre

A avaliação do Itaú BBA é de que os fundamentos do mercado de etanol apresentam melhora gradual, sustentados pela recuperação da demanda e por uma oferta mais ajustada em relação aos meses anteriores.

Embora o setor continue sujeito à volatilidade provocada por fatores climáticos, câmbio, petróleo e decisões de mix das usinas, o cenário atual é considerado mais favorável do que o observado no início da safra.

Para produtores, usinas e investidores do agronegócio, a tendência é de um mercado mais equilibrado, com potencial de sustentação dos preços ao longo do segundo semestre de 2026, especialmente se a competitividade do biocombustível frente à gasolina continuar avançando.

Fonte: Portal do Agronegócio

Fonte: Portal do Agronegócio

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