BRASIL
Após isenção de visto, entrada de turistas chineses no Brasil bate recorde histórico em maio
BRASIL
O Brasil registrou recorde histórico na chegada de turistas chineses em maio de 2026, quando 15.380 visitantes da China desembarcaram no país. O número é 75% maior em relação a maio de 2025, quando o Brasil recebeu 8.767 chineses.
No acumulado do ano, também houve aumento na chegada de chineses ao Brasil. De janeiro a maio, 55.260 visitantes da China vieram para o país – número 43% maior na comparação com o mesmo período do ano passado, que foi de 38.607.
O aumento registrado no mês coincide com o início da isenção de vistos para chineses que vêm ao Brasil. A medida, que passou a valer em 11 de maio, é válida até 31 de dezembro deste ano. A isenção engloba viagens para turismo ou negócios. Os dados são da Polícia Federal e divulgados em parceria com a Embratur.
O ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, celebrou o aumento dos números registrados e destacou a excelente relação entre os dois países. “Vivemos um momento extraordinário no turismo e vamos continuar registrando bons números, batendo recordes atrás de recordes. O turista chinês quer conhecer o Brasil e temos todas as condições de atendê-los e recebê-los da melhor forma possível, com excelência”, afirmou.
Promoção do Brasil na China
Em maio, Gustavo Feliciano cumpriu uma série de agendas na China, em busca de atrair mais turistas para o Brasil. Ele apresentou o potencial turístico do país à associação que reúne mais de 3 mil agências de turismo do país asiático, intensificando a estratégia de divulgar os destinos brasileiros naquele mercado.
O ministro também negociou a abertura de novas rotas entre os dois países e articulou parceria com a gigante Trip.com, uma das maiores companhias digitais de viagem do mundo. A proposta é que os destinos brasileiros sejam divulgados na plataforma da empresa, numa ação em parceria com a Embratur.
Ainda em Xangai, o Ministério do Turismo lançou o guia de investimentos em mandarim, com projetos que podem chegar a US$ 4,5 bilhões. O objetivo é ampliar a presença de turistas e investidores chineses no Brasil.
Por Marco Guimarães
Assessoria de Comunicação do Ministério do Turismo
Fonte: Ministério do Turismo
BRASIL
Feminicídios caem 11,45% em abril e maio de 2026, aponta levantamento do MJSP
Brasília, 18/06/2026 – Levantamento consolidado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) aponta uma redução de 11,45% nos casos de feminicídio registrados nos meses de abril e maio de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado.
Os dados mostram que o país passou de 262 vítimas nos dois meses de 2025 para 232 em 2026, o que representa 30 mulheres a menos assassinadas em razão da condição de gênero no período analisado.
A redução foi ainda mais expressiva em abril. O número de vítimas caiu de 142 para 108 casos, uma diminuição de 23,94% em relação ao mesmo mês de 2025. Em maio, foram registrados 124 feminicídios, frente aos 120 contabilizados no mesmo período do ano anterior.
O resultado é observado nos primeiros meses de implementação do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo Governo Federal em fevereiro deste ano, e durante a ampliação das ações integradas de prevenção e repressão à violência contra a mulher conduzidas pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Para o Ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, os dados reforçam a importância da atuação articulada entre os diversos órgãos envolvidos na proteção das mulheres.
“Cada feminicídio representa uma tragédia irreparável para famílias, comunidades e para toda a sociedade brasileira. Por isso, o enfrentamento à violência contra a mulher é uma prioridade permanente do Ministério da Justiça e Segurança Pública. A redução registrada nesse período demonstra que a integração entre União, estados, municípios e sistema de Justiça pode produzir resultados concretos quando colocamos a proteção das mulheres no centro das políticas públicas”, comenta.
O secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, destaca que o enfrentamento à violência de gênero exige atuação permanente e integrada em todo o território nacional.
“A redução observada em abril e maio é um sinal importante de que estamos avançando, mas o desafio continua sendo enorme. O feminicídio é a expressão mais extrema de um ciclo de violência que precisa ser interrompido antes que a tragédia aconteça. Por isso, estamos fortalecendo a integração entre as forças de segurança, ampliando ações preventivas, qualificando investigações e reforçando a proteção das mulheres em situação de vulnerabilidade. Salvar vidas exige presença do Estado, coordenação e ação contínua”, afirma.
Operação Mulher Segura
Uma das principais iniciativas em curso é a segunda edição da Operação Mulher Segura, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) e realizada em parceria com o Ministério das Mulheres, a Polícia Rodoviária Federal, as secretarias estaduais de segurança pública, polícias civis, militares, penais, corpos de bombeiros e guardas municipais.
Lançada em 1º de junho, a operação seguirá até dezembro de 2026 e tem como foco o enfrentamento à violência contra a mulher e a prevenção ao feminicídio.
Nos primeiros 15 dias desta nova fase, a operação já contabilizou:
* 630 prisões relacionadas à violência contra a mulher;
* 218 ações educativas presenciais;
* 95 ações educativas em mídias sociais;
* 12.452 pessoas alcançadas em atividades presenciais de prevenção;
* mais de 2 mil mulheres atendidas pelas redes de proteção e acolhimento.
A atual edição sucede a primeira Operação Mulher Segura, realizada entre fevereiro e março deste ano, que resultou na prisão de mais de seis mil agressores em todo o país e consolidou um modelo de atuação integrada voltado à proteção das mulheres.
Mobilização nacional
Além da Operação Mulher Segura, o Governo Federal lançou, em fevereiro deste ano, o Pacto Brasil Contra o Feminicídio, iniciativa que reúne Executivo, Legislativo e Judiciário para fortalecer ações de prevenção, proteção, responsabilização de agressores e assistência às vítimas.
A estratégia busca ampliar a integração entre instituições, fortalecer políticas públicas voltadas às mulheres e promover ações coordenadas para reduzir os índices de violência de gênero em todo o país.
Para Chico Lucas, os resultados observados nos meses de abril e maio reforçam a importância de manter e ampliar os esforços conjuntos de prevenção, proteção e responsabilização, garantindo que a redução registrada se consolide ao longo do ano e contribua para salvar ainda mais vidas.

