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Mercado do trigo oscila no Sul e no exterior com pressão em Chicago e ajustes de preços no Brasil
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Mercado do trigo combina fatores internos e externos em semana de alta volatilidade
O mercado do trigo registrou movimentos distintos no Brasil e no exterior nesta semana, com ajustes de preços no Sul do país e forte oscilação na Bolsa de Chicago (CBOT). O cenário é influenciado por fatores como oferta regional, ritmo de negociações, clima nas regiões produtoras dos Estados Unidos e comportamento do dólar.
Segundo levantamento da TF Agroeconômica, o mercado físico brasileiro apresenta variações entre estados produtores, enquanto o cenário internacional segue pressionado por fatores técnicos e macroeconômicos.
Rio Grande do Sul registra leve queda e maior oferta disponível
No Rio Grande do Sul, o Cepea registrou queda de 0,09% nos preços médios do trigo, movimento atribuído ao aumento da oferta e à necessidade de liberação de espaço em armazéns.
Apesar da pressão baixista, houve avanço em negócios para embarque entre maio e junho, com preços médios em torno de R$ 1.300 por tonelada no interior do estado.
Para a safra futura, foram registradas operações pontuais entre R$ 1.250 CIF porto e CIF moinhos, com volume já negociado estimado em cerca de 40 mil toneladas.
No mercado ao produtor, o preço em Panambi permaneceu estável pela segunda semana consecutiva, em R$ 62,04 por saca.
Santa Catarina tem alta e maior patamar desde 2025
Em Santa Catarina, o mercado apresentou movimento contrário ao do Rio Grande do Sul, com alta de 1,57%, elevando a média para R$ 1.300 por tonelada.
O preço médio de abril ficou em R$ 1.235,04 por tonelada, o maior nível desde outubro de 2025. O estado segue recebendo trigo do Rio Grande do Sul, Paraná e produção local, com aumento nas pedidas dos vendedores.
No mercado de balcão, cidades como Canoinhas, Chapecó e Joaçaba registraram valorização nos preços pagos ao produtor, refletindo maior disputa pela matéria-prima.
Paraná mantém alta mensal, mas segue abaixo de 2025
No Paraná, o preço médio de abril chegou a R$ 1.317,92 por tonelada, com alta mensal de 6,9%, embora ainda abaixo do mesmo período de 2025.
Os moinhos retomaram as compras após o feriado, com negócios variando entre R$ 1.330 e R$ 1.400 FOB, dependendo da região. Também foram registradas negociações de trigo paranaense para o Rio Grande do Sul.
Para a safra nova, compradores trabalham com indicações entre R$ 1.320 e R$ 1.350 FOB para setembro, sinalizando estabilidade nas expectativas de médio prazo.
Chicago fecha em forte queda e intensifica volatilidade global
No mercado internacional, a Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou a sessão de terça-feira (5) em forte baixa para o trigo, com perdas superiores a 2% nos contratos mais negociados.
O movimento foi impulsionado por chuvas previstas nos Estados Unidos, que melhoraram as condições das lavouras e reduziram prêmios de risco, além de realização de lucros após recentes altas.
Segundo o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), 31% da safra de trigo de inverno está em boas ou excelentes condições, acima dos 30% da semana anterior. Já o plantio do trigo de primavera atinge 32% da área, abaixo da média histórica de 35%.
Os contratos de julho fecharam a US$ 6,27 3/4 por bushel, queda de 2,06%, enquanto setembro encerrou a US$ 6,43 1/4 por bushel, recuo de 2,01%.
Trigo inicia quarta-feira em queda na CBOT
Na manhã desta quarta-feira (6), o trigo voltou a operar em queda na Bolsa de Chicago, refletindo pressão externa e ajustes técnicos.
Por volta das 9h40 (horário de Brasília), os contratos registravam baixas expressivas em todos os vencimentos, com destaque para o vencimento maio 2026, que recuava para US$ 5,98/bu.
Analistas apontam que o movimento está relacionado ao enfraquecimento de outras commodities, oscilações do dólar e melhora nas condições climáticas em regiões produtoras, fatores que reduzem o suporte aos preços no curto prazo.
Cenário segue atento ao clima e à demanda global
O comportamento do trigo reforça um cenário de alta volatilidade, tanto no mercado internacional quanto no Brasil. No mercado doméstico, os preços tendem a seguir influenciados pelo custo de reposição e pela disponibilidade na entressafra.
Já no exterior, clima, oferta global e fluxo financeiro continuam sendo os principais vetores de curto prazo para as cotações, mantendo o mercado em estado de atenção.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio
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Exportações de carne bovina do Brasil crescem 32,8% na receita diária em junho de 2026 com alta de preços e embarques
As exportações brasileiras de carne bovina — fresca, refrigerada ou congelada — registraram forte crescimento na receita média diária até a terceira semana de junho de 2026. Na comparação com o mesmo período de 2025, o avanço foi de 32,8%, refletindo a combinação entre aumento de embarques e valorização do produto no mercado internacional.
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o faturamento médio diário passou de US$ 65,665 milhões em junho de 2025 para US$ 87,208 milhões em junho de 2026, indicando um desempenho mais robusto da cadeia exportadora brasileira de proteína animal.
Receita acumulada acompanha ritmo positivo das vendas externas
No acumulado até a terceira semana de junho, as exportações brasileiras de carne bovina somaram US$ 1,220 bilhão. No mesmo mês de 2025, o faturamento total foi de US$ 1,313 bilhão, conforme metodologia da Secex que prioriza a média diária para comparação de desempenho entre períodos.
O resultado reforça a tendência de crescimento do setor, mesmo em um cenário global marcado por oscilações de demanda e ajustes de preços internacionais.
Embarques de carne bovina avançam 10,9% na média diária
O volume exportado também apresentou expansão no período analisado. A média diária de embarques de carne bovina alcançou 13,362 mil toneladas em junho de 2026, contra 12,052 mil toneladas por dia no mesmo mês do ano anterior, representando alta de 10,9%.
No total, os embarques chegaram a 187,080 mil toneladas até a terceira semana de junho deste ano, frente às 241,046 mil toneladas registradas em junho de 2025, considerando o fechamento completo do mês anterior como base comparativa da Secex.
O desempenho indica manutenção de ritmo consistente nas vendas externas, mesmo diante de ajustes na dinâmica global de consumo.
Preço médio da tonelada impulsiona resultado das exportações
A valorização da carne bovina brasileira no mercado internacional foi um dos principais fatores para o crescimento da receita.
O preço médio da tonelada exportada atingiu US$ 6.526,2 em junho de 2026, ante US$ 5.448,4 no mesmo período de 2025. O avanço de 19,8% reforça o ganho de competitividade e o posicionamento do Brasil como fornecedor relevante no comércio global de proteína animal.
A alta nos preços contribuiu diretamente para elevar o valor gerado por tonelada embarcada, ampliando a rentabilidade das exportações.
Receita diária tem maior crescimento entre os indicadores
Entre os principais dados avaliados pela Secex, a receita média diária foi o indicador com maior variação positiva no período, crescendo 32,8% na comparação anual.
O desempenho supera tanto o avanço do volume exportado (+10,9%) quanto a valorização média da tonelada (+19,8%), evidenciando o impacto combinado de preços mais altos e maior fluxo de embarques.
Setor mantém tendência de expansão nas exportações
Os dados da Secex indicam um cenário de crescimento consistente para a carne bovina brasileira no mercado externo em junho de 2026. A combinação entre maior demanda internacional, valorização do produto e aumento no volume exportado sustenta o desempenho positivo da receita do setor.
Com isso, o Brasil reforça sua posição como um dos principais players globais na exportação de proteína bovina, com ganhos relevantes tanto em volume quanto em valor comercializado.
Fonte: Portal do Agronegócio
Fonte: Portal do Agronegócio


